hoje te vi passando pela rua dos meus pensamentos, estava ali atravessando a passarela das minhas memórias mais singelas.
te vi me amando, como quem não quer nada, mas (me) queria.
como se não soubesses que eu já reconhecia que o tempo todo o amor estava ali, sobre nós.
o silêncio das palavras gritavam em nossas cabeças, no entanto não poderíamos dar ouvidos aquilo que nunca foi dito.
a incerteza era certeira, sorrateira.
nossos corpos ardiam e se encontravam, desesperados um pelo outro, com sede da água duvidosa que era o mar tempestuoso uma da outra.
nossas almas bradavam de saudades e nossos olhos brigavam como tantas e tantas vezes antes já haviam levado um ao outro a luta incandescente.
o silêncio, presente em tantos momentos, estava ali, por mais uma vez te fazendo companhia. esperando o momento certo de perguntar a mim, o que eu já sabia.
te mando um beijo, minha querida.
para que te lembres que mesmo com tanto vazio em minha mente ela se transforma em rua só para te ver passar.