SAI PARA VER O MAR
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SAI PARA VER O MAR
Belchior, Coração Selvagem.
Saudade do que nunca existiu
“Também temos saudade do que não existiu, e dói bastante.” — Drummond
Há músicas que não apenas tocam, mas abrem portas secretas dentro da gente. Clair de Lune para mim é assim: cada nota parece nascer da névoa, deslizando no ar como se fosse feita de silêncio e de sonho.
E então não é apenas Debussy que toca, nem apenas o piano: é o tempo, é a memória, é uma cena gravada na alma. A casa fria de Edward, as janelas abertas para o cinza da cidade, o frio cortando entre as árvores altas. Bella mexe no som, se surpreende com a escolha, e quando a música começa, algo se suspende no ar. Ele a toma nos braços como quem convida para um passo que não se aprende em escola nenhuma. Ela recua, mas cede e deixa-se guiar.
É esse instante que me volta inteiro, como se tivesse sido meu. Eu sinto o frio daquela cidade, a atmosfera cinzenta, a promessa de um amor impossível e arrebatador. E dói, de uma dor bonita, porque é a saudade daquilo que nunca aconteceu, mas que habita em mim como lembrança inventada. Como se o cinema tivesse se confundido com a vida, e minha adolescência tivesse se vestido de música, névoa e romance.
Talvez seja isso que chamamos de sonho: aquilo que nunca vivemos, mas que nos habita como se tivesse existido. E quando Clair de Lune toca, eu volto a ter dezesseis anos com o coração aberto para um amor que só poderia existir em histórias. - Caroline 💜
Mas eu não me importo de ser paciente....
Todas as músicas românticas que eu escuto, me trazem você.
— Quando você vai sair da minha cabeça?
Sua boca sempre faz o certo, contornando cada esquina E a cada curva eu sou mais tua, traduzindo minha língua Quer dizer que eu te amo, não nego, eu assumo Que a sua pele virou o meu porto seguro, adoro te ouvir dizer
— Vem desvendar os meus códigos.
(Códigos - Carol Biazin)
Nossa, fiquei feliz agora! Vou ganhar um fone de presente no meu aniversário aaaaaaaaaaaaaa 😭🥹🫶