i’m sorry that i’m misbehaving 🧸🧴🫧 oneshot harry cis!girl
Descrição: Harriet é uma garotinha mimada do papai. Ela costuma fazer pequenas birras e beicinho e tende a conseguir exatamente o que deseja, só por ser tão boazinha e Louis não se sentir capaz de lhe recusar. Mas o que acontece quando essas pequenas birras extrapolam um pouco e o mau-comportamento fica cada vez em evidência?
Harriet sabe muito bem que garotas malvadas merecem ser punidas por não obedecerem. Mas ela ainda não descobriu o que acontece quando as lições de seu papai parecem não ser mais o suficiente e então precisa aprender novamente suas boas maneiras de uma vez por todas, antes que seja tarde e ela não seja mais amada por Louis – se é que isso é humanamente possível.
tag’s e avisos: essa one contém incesto (relação pai e filha) e se isso lhe for um tema muito incômodo, recomendo que não leia para não haver maiores choques futuramente. Todos os personagens desta obra são maiores de idade e todas as relações aqui descritas são de, certa forma, consentidas entre adultos. Os personagens principais claramente não são normais, tem sim problemas da cuca e não estou negando isso.
Além disso, haverá bastante manipulação, gaslighting, consensual não-consensual, anal forçado e punitivo, “jogo de impacto” com Harriet levando cintadas e tapas na bunda e buceta, breeding kink e somnophilia. Harriet será uma verdadeira chorona e brat (pirralha) que faz sim certas coisas pra ter determinado tipo de atenção e reação do Louis, mesmo de que forma inconsciente, além de fazer uso de chupetas.
E para finalizar, meus agradecimentos à @hellomel1 que enviou a ideia de “plot do mercado” nas minhas asks e sem ela todo esse plot não teria acontecido, mesmo que esse tenha fugido MUITO da curva e ido para outros caminhos HAHA! um beijo 🩷
(+1 adendo de que hoje é aniversário da @harryboneca fazendo dezoito anos!! feliz aniversário amada e sinta que essa é pra você especialmente. Daí se você ler e odiar, não se sinta pressionada e pode mandar mensagem que eu tiro sem chorar no banho (talvez eu não chore… talvez) beijos!!
🥀.
Já fazia alguns minutos que os dois estavam dentro do carro no mais absoluto silêncio. Harriet estava sentada no banco de trás com um beicinho inconfundível e os braços cruzados. Vez ou outra a garota não resistia e olhava para o retrovisor a fim de ver os olhos azuis muito frios de seu papai, esses muito atentos no movimento da rua, pois estava dirigindo.
Louis estava puto e ele realmente tinha motivos para estar. Já fazia pelo menos quatro dias que ele estava comentando em casa sobre a reunião importante que teria no trabalho e justo naquele dia Harriet tinha decidido ser uma garotinha má na escola, fazendo com que ligassem para ele informando sobre a discussão entre a filha e uma colega e que ele deveria ir para lá o quanto antes.
Assim como qualquer pai preocupado, Louis chegou se perguntando se tinha sido uma briga muito feia e se a filha estaria machucada. Mas quando chegou junto aos pais da outra garota envolvida na confusão para conversar sobre o que aconteceu com a coordenadora que viu tudo, se envergonhou ao descobrir que na verdade Harriet havia começado e ainda tinha chegado a machucar a menina quando a empurrou e essa bateu o cotovelo na parede quando caiu, por pouco não machucando a cabeça. Harriet tinha um tipo de arranhão no rosto, causado no momento em que a menina tentou se defender, mas tirando isso ela estava perfeitamente bem.
Bem até demais.
Louis, olhando de modo um pouco fuzilador para a filha – que permanecia quietinha sentada no canto da sala ouvindo tudo com um rostinho tranquilo – pediu desculpa para os pais da garota e disse que aquilo não voltaria a se repetir, ou de mais providências ele tomaria por conta própria. Aparentemente tudo sobre aquela conversa havia acabado da melhor maneira que poderia diante das circunstâncias, mas de qualquer modo Harriet pegou três dias de suspensão.
“Então é isso? Você não vai nem falar comigo?” Harriet perguntou quando voltou da sala de aula com a mochila nas costas, os cabelos presos em uma trança escocesa emaranhados consequentemente da briga, a blusa branca de manga comprida um pouco suja. Louis optou por ignorá-la, enquanto andava na frente em passos largos para sair da escola. “Você está sendo… está sendo bobo!” Harriet gritou furiosa quando estavam a poucos passos do carro, isso fazendo Louis parar e se voltar para ela, olhando em diferentes pontos do local antes de agarrar suas bochechas lhe apontando o dedo indicador.
“Veja a porra da sua atitude e fique quieta. Assim como não tinha o direito de atacar aquela garota, não tem o direito de falar assim comigo e achar que vai ficar por isso mesmo, garotinha mimada” Louis falava de modo grosseiro e Harriet olhava para ele com olhinhos de cachorro e se sentindo até meio ofendida. “Dessa vez eu não vou pegar leve com você. Então recomendo que cale a boca e pense duas vezes antes de me provocar. Tá entendendo, Harriet?”
“Sim.” Harriet respondeu à contragosto, ainda com aquela expressão irritada no rosto e sem olhá-lo nos olhos.
“Eu perguntei se você entendeu.” Louis voltou a perguntar cutucando sua bochecha, ainda naquele tom e mais próximo do rosto dela, daquela vez lágrimas escaparam de seus olhos muito verdes deslizando por suas bochechas coradas.
“Sim, papai.” Ela se corrigiu furiosa olhando profundamente em seus olhos azuis e então Louis a soltou, destravando as portas do carro e abrindo a porta de trás esperando ela entrar para bater com força.
Os dois estavam desde então sem falar um com o outro, Louis só voltando a dizer algo quando ligou para o escritório querendo saber como as coisas tinham se desenrolado sem ele no final da reunião, fazendo planejamentos de um novo encontro para terminarem de discutir as ideias um outro dia.
Enquanto estava na ligação, Louis de vez em quando olhava pelo retrovisor a filha com a testa encostada no vidro da janela, as lágrimas rolando pelo seu rosto em silêncio. Aquilo honestamente não afetou o homem nenhum pouco, porque sabia que sua dureza havia sido mais do que necessária naquele momento.
Por Harriet ser sua única filha, ele tendia a cumprir muito com seus caprichos e mimá-la um pouco, ele era capaz de reconhecer isso. Mas ele também sabia ser duro quando precisava ser, e fazia certo tempo que ele não fazia isso, porque sabia que Harriet estava passando por um momento um tanto difícil em relação a mãe distante.
Louis não havia estourado somente com o fato de precisar sair de uma reunião importante e descobrir que a filha começou uma briga na escola. Chegava até a ser ridículo essa ideia de ficar tão puto por algo do tipo, porque é isso que filhos fazem, eles enlouquecem a porra da sua cabeça e cabe a você ficar minimamente são.
Louis ter chegado naquele ponto foi por causa de uma junção de pequenas coisas que aconteceram ao longo da semana. Harriet estava parando de obedecê-lo daquele jeito bonzinho que sempre fazia. Ela parou de voltar para casa no horário certo e ainda ousava mentir para Louis, dizendo o contrário. Começou a entrar sem autorização no escritório de Louis quando esse estava fazendo algo importante, algo que nunca fez mesmo quando era pequena, e começava a fazer ceninhas desnecessárias na frente de seus sócios só para irritá-lo.
E como se não fosse o suficiente, quando chegava o final do dia e estavam prontos para dormir, Harriet aparecia em seu quarto daquele jeitinho meigo e tão doce com a intenção de bajular o pai um pouco com direito à muitos beijos e carinho, pois não era inocente e sabia o quanto ele deveria estar estressado após tudo que o fez lidar durante o dia. Mas então, quando as coisas estavam evoluindo e algo grande estava prestes a acontecer, a garota choramingava dizendo que estava cansada e que Louis deveria largá-la, pois queria dormir sozinha no próprio quarto aquela noite.
Honestamente? Louis tinha sido paciente até demais, e por isso ele não se sentia nenhum pouco culpado pela maneira que estava lidando com aquela nova situação. Harriet tinha escolhido ser a maior das putinhas mimadas com ele? Ótimo, então ela teria sua pior versão, até que resolvesse voltar a ser sua boa garota.
Quando estavam perto de chegar ao supermercado para comprar as coisas que estavam faltando em casa, Louis encerrou a ligação informando que ligaria mais tarde para discutirem sobre aquilo com mais aprofundamento. Ele estacionou o carro e pegou o celular junto a carteira no porta-luvas.
— Você fica. — Louis disse prestes a abaixar as janelas do carro, a garota imediatamente se movendo para ficar entre os dois bancos da frente, o olhando com uma expressão desacreditada.
— O quê? Por quê? — Harriet perguntou apertando um pouco seu ombro para ter sua atenção, o ouvindo murmurar com simplicidade “porque eu estou dizendo” ao que tirava o cinto de segurança. — Papai, não… isso é injusto. Fora que está um calor, seria insuportável ficar aqui esperando tanto tempo.
Nessa parte Louis reconhecia que ela tinha razão. Fora que ele não gostava muito do estacionamento daquele lugar, porque geralmente tendia a aparecer umas pessoas estranhas, e a garota ficar ali sozinha o trazia certa insegurança.
— Por favor. — Harriet voltou a falar baixinho quando Louis ainda não tinha respondido nada, ocupado em responder alguma mensagem no celular. — Por favor, por favor, por favor…
— Você não vai ter o direito de pedir absolutamente nada. Está entendendo bem, Harriet? — Louis perguntou olhando para ela pelo retrovisor do carro, vendo um sorriso crescer em seu rosto. — Harriet, estou falando.
— Tá! Tá bom. — Ela deixou a mochila cair no chão do carro e abriu a porta para sair em um pulo.
Louis respirou fundo com os olhos fechados pelo momento que subia as janelas e só então saiu, travando as portas do carro para se afastar na direção das portas de entrada, a mão na base das costas da filha para que acompanhasse seu ritmo.
Assim que os dois entraram, Harriet correu até onde estavam os carrinhos de compras e puxou um de tamanho maior, o empurrando até onde o pai estava para então pular dentro dele e sentar ali com as pernas dobradas juntas do corpo com um sorrisinho sapeca, antes de colocar na boca a chupeta lilás que levava consigo para todos os lugares que ia.
Louis fingiu que não estava prestando atenção nela e que não estava ligando nenhum pouco para sua presença, começando a empurrar o carrinho na direção do corredor de congelados. Durante todo aquele momento em que estava olhando os produtos e pegava o que lembrava estar precisando em casa, ignorava a maneira que Harriet sutilmente abria as pernas para si, fazendo a saia cinza do uniforme escolar levantar um pouco e expor sua calcinha rosa bebê. Em certo momento Harriet puxou seu celular do bolso frontal de sua calça e colocado em um aplicativo para assistir aqueles vídeos bobos, abrindo e fechando as pernas distraidamente ao que chupava a chupeta com pequenos barulhinhos estalados, Louis precisando ter muita força de vontade para ignorar quando alguns homens passavam e ficavam a observando sua bebê por tempo demais com sorrisinhos perversos.
Teve um momento que Louis estava empurrando o carrinho já com algumas coisas tranquilamente, acompanhando pelo relógio as notificações que chegavam de vez em quando no seu celular, mas nunca algo muito importante para precisar pegá-lo. Harriet, que até aquele momento estava dando toda a sua atenção para o que assistia, de repente se deu conta do setor em que estavam e os seus olhos brilharam.
Antes de abrir a boca para qualquer coisa, ela deu uma boa olhada nas coisas que já tinham dentro do carrinho, e simplesmente não encontrou nada que fosse de seu interesse. Então ela bloqueou o celular e o deixou sobre o colo, começando a prestar atenção no que tinha nas prateleiras.
— Papai. — Harriet chamou um pouco embolado por causa da chupeta e talvez Louis tenha fingido que não a escutou, porque sabia que coisa boa não vinha pela frente. — Ei, papai. — Harriet voltou a chamar com mais clareza quando tirou a chupeta da boca.
— Hum.
— Eu posso pedir só uma coisinha? — Ela pediu piscando os grandes olhos.
— Não, eu falei que você não ia ter direito a pedir nada e você concordou. — Louis disse em um tom tranquilo, realmente não querendo perder a linha na frente daquelas pessoas.
— Mas é só uma coisinha. — Harriet continuou em um choramingo, já olhando na direção do chocolate que gostava muito. — E não é tão caro assim. Faz tempo que eu comi.
— Harriet, não. — Louis viu que ela ia voltar a falar e parou de repente de empurrar o carrinho e andar, olhando sério na sua direção. — Harriet, eu já falei que não. Falei que não e acabou, encerra assunto. — Falou com firmeza e aquele bico voltou para os lábios dela, os olhos brilhando do modo que denunciava que ela iria chorar mais uma vez naquele dia.
Quando Harriet se calou diante de sua ordem, Louis realmente pensou que tinha se enganado e não foi tão ruim quanto havia imaginado. Pois bem…
— Primeiro você defende a idiota da Meredith que quem vê pensa que você é o pai dela. — Harriet começou com a birra daquele jeitinho familiar com os braços cruzados e a expressão fechada no rosto. — E agora tá sendo mal assim comigo por causa daquela bobagem. Por isso que não gosto de você! — Falou um pouquinho mais alto, atraindo a atenção de umas poucas pessoas que estavam no mesmo corredor.
Louis engoliu em seco de um modo, que parecia estar engolindo aquela vontade de fazer algo idiota em público. Ignorou aqueles olhares que estavam direcionados para os dois, tendo certeza de que Harriet continuava falando coisas, mas estava ocupado demais em se manter calmo durante todo o trajeto até o caixa e depois levar as compras até o carro para prestar a mínima atenção em sua tagarelice boba.
E foi quando Louis estava colocando as sacolas dentro do porta-malas com Harriet ainda chorando baixinho deitada de bruços nos três bancos de trás, que Louis a ouviu dizer no meio do choro:
— Eu não te amo mais, seu idiota. Eu vou embora morar em Paris com minha mãe e o namorado Pete dela.
Louis fechou o porta-malas com tamanha força que o barulho alto ecoou por toda parte no estacionamento, fazendo o carro balançar um pouco com o impacto. Ele empurrou o carrinho de compras e se afastou para entrar no carro pela porta de trás, encontrando Harriet surpresa com sua atitude repentina de entrar daquele jeito.
O mais velho não pensou muito quando puxou com força a filha para seu colo, a bunda dela ficando empinada para cima sobre suas coxas e levantou sua saia, começando a desferir tapas fortes e estalados em suas nádegas uma vez após a outra. Harriet tinha os olhos arregalados em choque e cheios de lágrimas, o rosto já totalmente corado e um pouquinho inchado por estar chorando por um tempinho.
Sua boquinha rosada estava aberta em ofegos e choramingos de dor, implorando para o papai parar, enquanto balançava o bumbum e as pernas tentando se desvencilhar da maneira que ele a segurava apertado para continuar atingindo sua bunda cada vez mais forte.
— Nunca mais diga isso. — Louis rosnava pausadamente a cada golpe desferido em seu bumbum, ouvindo Harriet chorar e tremer em seus braços, os dedos magros apertando o banco do carro. — Está ouvindo, Harriet?! Você é minha! Vai sempre ficar comigo, porque seu lugar é comigo. Eu quem cuido de você!
— Sim, papai! Sim! — Harriet gritava com as lágrimas caindo feito cascatas, respirando aliviada quando Louis parou por um momento, a mão apenas deslizando e massageando seu bumbum já tão vermelho àquela altura. — Desculpa! — Ela pediu chorosa, apertando os olhos com força quando mais tapas voltaram a atingir sua bunda e marcá-la ainda mais por tamanha força que seu papai aplicava.
— Não, eu não desculpo. — Louis parou por um momento e fez ela se erguer um pouco e se posicionar de quatro sobre seu corpo, agarrando os cabelos presos em uma trança para fazê-la olhar em seus olhos. — Em casa vamos continuar e você vai aceitar calada, está ouvindo? Você me tirou da porra do sério hoje. — A garota se limitou a balançar a cabeça em afirmação, ignorando o quanto ainda chorava aos montes e a bunda ardia de modo que não fazia há muito tempo.
Louis então, que ainda não estava de todo mal, alcançou a chupeta dela que estava largada sobre o banco e levou até seus lábios para silenciá-la e acalmar o seu choro, antes de fazê-la sentar corretamente no banco com o cinto de segurança e descer do carro para entrar pela porta do motorista e dirigir rumo para casa. Ignorou totalmente o choramingo dolorido que ela deixou escapar por estar sendo obrigada a sentar se sentindo dolorida de tal jeito.
O coração de Louis ainda estava batendo forte no peito e as mãos suando no volante pela euforia do que tinha acabado de acontecer. Já fazia um tempo que não tinha sido necessário ele acertar uns bons tapas em Harriet, porque, novamente, ele tinha uma filha boazinha que só estava escolhendo ser insolente nos últimos dias.
Durante todo o caminho para casa, ele tentou evitar olhar para o retrovisor a fim de ter uma vista do banco de trás e da garota sentada ali. Ela ainda soluçava e fungava baixinho, fazendo o possível para se manter o mais quietinha possível com a cabeça abaixada.
Quando chegaram em casa, Louis estacionou o carro na garagem e abriu o porta-malas para pegar o que tinha dentro, vendo Harriet descer do carro e andar devagarzinho arrastando a mochila para dentro de casa, provavelmente ainda sentindo o bumbum doer. Quando entrou com todas as sacolas, não viu a filha em lugar nenhum, supondo que ela tinha subido para o quarto e que precisaria ir atrás dela depois.
Com as compras guardadas e tudo em seu devido lugar, Louis subiu as escadas e se direcionou até o quarto da filha, vendo ela deitada no meio da cama e um pouco encolhida ainda usando as roupas da escola. No momento em que ela notou sua presença, já sabia o porque estava ali, e obedientemente sentou no meio da cama, desfazendo os primeiros botões da camisa branca para puxá-la sobre a cabeça, depois tirando o sutiã branco de renda que ainda mostrava um pouco o biquinho amarronzado de seus peitinhos.
Ela piscou os olhos um pouco amedrontada quando Louis, a observando com atenção e em silêncio, desafivelou o cinto de couro caro e se aproximou mais da cama com ele em mãos.
Harriet fungou um pouco e se aproximou mais da beirada da cama, deitando de bruços ali com a bunda já vermelhinha empinada e à mercê de qualquer coisa que seu papai fosse fazer. De imediato ela estremeceu assustada quando sentiu os dedos de Louis tocarem superficialmente sua bunda, sendo que ele ainda estava se ocupando em levantar sobre os quadris a saia que ainda usava e em abaixar sua calcinha até seus joelhos.
— Você me decepcionou tanto hoje. — Louis murmurou apertando com ambas as mãos o cinto, olhos muito atentos na bunda redondinha e lisa, já vermelha com o formato de suas mãos.
— Eu sei. — Harriet respondeu em um sussurro, sendo pega de surpresa quando o primeiro golpe cortante e seco veio, fazendo-a agarrar a beirada do colchão com força e apertar os olhos.
— Você falar que não me ama mais, que vai embora, não adianta absolutamente nada. — Acertou sua bunda mais duas vezes, vendo ela se encolher e choramingar agoniada. — Você acha que vai adiantar de algo, Harriet?! — Louis gritou acertando daquela vez um tapa estalado com a própria mão, antes de agarrar seus cabelos e fazê-la olhar para si com aqueles olhos brilhantes de boneca e um beicinho. — Acha que isso vai fazer eles te amarem? Ninguém vai te amar mais do que eu, Harriet, nunca. Nem mesmo sua mãe ou o idiota do namorado dela. Está entendendo?!
— Sim, papai. — Harriet fungou, voltando a chorar alto quando as cintadas voltaram uma atrás da outra, e ficaram simplesmente piores quando passaram a ter como foco aquela região abaixo das nádegas (local que na opinião de Harriet, era onde mais doía e tinha quase certeza de que Louis secretamente sabia disso). — Papai! Para, por favor! — Ela berrava chorosa, levando as mãos para trás do corpo, esfregando o local dolorido que ardia e queimava de modo insuportável quando Louis fazia pequenas pausas.
Louis só parou com a sessão de cintadas quando sentiu que o braço estava cansado e merecia parar um pouco, os olhos fechados com os sons de choro da filha ao fundo, uma mecha da franja puxada para trás com um gel acabando por cair em sua testa. Assistiu em silêncio ela se virar com dificuldade para deitar de costas e olhar em seus olhos com o rostinho vermelho e um pouco inchado, as costas da mão se esfregando ali para secar aquela bagunça de lágrimas.
— Eu sinto muito, papai. — Harriet disse fungando pelo choro.
— Eu não acredito mais em você. — Louis respondeu cortante e Harriet se encolheu um pouquinho. — Eu estive te desculpando ao longo da semana e tenho me decepcionado cada vez mais. Você me decepcionou, Harriet.
— Papai. — Harriet parecia um pouco chocada com o modo sério que Louis dizia aquelas palavras, chegando a sentar e engatinhar para pertinho dele, se apoiando nos joelhos para abraçá-lo apertado pelo pescoço, mesmo que esse não tenha retribuído e mantido os braços parados nos lados do corpo. — Não diga isso. Eu sei que fui boba falando aquilo antes, mas eu amo muito, muito você. Só tem vezes que eu me sinto- não sei, me sinto tão brava! Mas nada daquilo foi sério.
— Eu não ligo. — Louis a afastou e Harriet paralisou, esperando que em algum momento ele voltasse atrás, mas por sua expressão séria, ele realmente parecia irreversível com aquilo, pelo menos por ora. Ele voltou a segurar as bochechas de Harriet daquele modo já conhecido, indicando que queria ela prestando bem atenção em suas palavras. — Eu sou a única pessoa que ama você de verdade, que nunca deixaria você. Mas eu também tenho um limite e talvez chegue um dia que eu vou parar de querer você, assim como sua mãe fez… e então, Harriet? Quem vai restar no mundo pra amar você desse jeito?
Louis então a soltou e se afastou para pegar o cinto largado no chão, antes de sair do quarto deixando-a sozinha para trás sem ousar olhar uma outra vez para ela. No momento que fechou a porta, ficou parado ali por um momento e a escutou começar a chorar baixinho, só então se afastando para ir até o escritório, sabendo que parte do que precisava fazer para tratar daquele assunto já tinha sido feito.
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Já fazia horas que Louis estava no seu escritório em casa. Ele nem mesmo tinha saído para acompanhar a filha no jantar, mesmo que essa tenha vindo informar que ela mesma tinha preparado e queria comer junto a ele.
Louis continuava um pouco frio em relação a Harriet, mas também sabia os momentos certos para pegar um pouco mais leve e fazê-la se dobrar aos pouquinhos ao seu modo de querer as coisas. Quando, por exemplo, ela vinha até ele para mostrar algo que tinha feito em busca de sua atenção ou aprovação, Louis mostrava pouco interesse para depois dar um gesto muito pequeno de aprovação como “muito bem, bebê” o que conseguia ser mais que o suficiente para deixá-la em chamas buscando mais e mais.
Louis tirou a atenção dos papéis que estava lendo quando ouviu batidinhas na porta, sorrindo consigo mesmo para a pequena evolução, antes de murmurar um “entre”. Harriet apareceu já usando pijamas e prontinha para dormir, a mantinha rosa em mãos e a chupeta na boca.
— Tá na hora de dormir. — Harriet informou um pouco embolado por causa da chupeta e Louis a olhou sobre a armação dos óculos deslizando pela ponte de seu nariz.
— Hum. — Ele olhou rapidamente para o relógio de pulso e assentiu, se voltando para os papéis que ainda segurava. — Verdade. Boa noite, Harriet.
Louis tinha se voltado para aqueles papéis importantes que antes estava lendo, mas ainda era capaz de sentir o olhar confuso da filha queimando sobre si. Mesmo com aquele seu pouco caso, ela não tinha movido um passo para sair de onde estava, e até parecia que ainda estava digerindo tamanha indiferença.
— Papai não vai me colocar pra na cama? — Harriet finalmente perguntou quando tirou a chupeta da boca, a confusão gritando em sua voz. — O papai sempre me coloca pra dormir.
— É verdade. — Louis respondeu. — Mas depois de suas últimas ceninhas, o modo que tem me estressado tanto, comecei a pensar que já tem toda uma atitude de garotinha grande que pode se virar sozinha. Entende o que estou dizendo?
— Acho… acho que sim. — Ela falou claramente desapontada, mordendo o lábio. — Então boa noite… te amo, papai.
— Boa noite, Harriet. — Foi o que Louis se limitou a dizer, digitando algo no computador e só voltou a olhar na direção dela quando essa saiu fechando a porta lentamente atrás de si.
Claro que Louis não estava totalmente tranquilo sobre aquela decisão. Desde sempre ele tem sido aquele a proteger sua garotinha, amá-la e mimar com tanta atenção nunca vista, que com certeza aquela decisão estava doendo tanto nele quanto nela.
Mas claro que ele não se manteria 100% firme naquilo de forma tão intensa. Por isso que quando terminou o que precisava fazer do trabalho, desligou o computador e as luzes do escritório, saindo fechando a porta para andar silenciosamente pelo extenso corredor.
Louis parou em frente à porta do quarto de Harriet e girou a maçaneta lentamente, abrindo a porta para encontrar uma luz curiosa sob a coberta rosa bebê no quarto completamente escuro.
— Harriet? – Louis chamou baixo e viu ela abaixar o cobertor, mostrando que estava com uma lanterna e um livro no colo. — Pensei que já estivesse dormindo.
— Desculpa, eu não consegui. — Ela pediu com a vozinha baixa, a chupeta lilás na boca. A garota esfregou os pés na cama em clara empolgação quando Louis fechou a porta e se aproximou da cama, sentando ali tirando os sapatos para sentar bem ao seu lado. — Eu to lendo aquele livro que você sempre lê pra mim, oh. — Entregou o livro pra ele e Louis segurou, passando o outro braço sob sua cabeça para que ela deitasse juntinho de si.
Antes que Harriet pudesse perguntar qualquer coisa, suspirou aliviada quando o papai começou a ler a página que ela estava em um tom baixinho, usando a mão para acariciar gentilmente seus cabelos. Ela não se conteve e sorriu tolamente, passando o braço no abdômen dele para abraçá-lo apertadinho e esfregar o rostinho em seu peitoral, olhando pelo canto do olho na direção das ilustrações na página.
Os dois ficaram por minutos naquele mundinho e em determinado momento, Harriet até se sentiu confortável o suficiente para se esticar um pouquinho, tirar a chupeta da boca e deixar um beijinho bem molhado na bochecha de seu papai. Depois disso Louis interrompeu a leitura um pouco e olhou por alguns segundos para ela, sendo pego de surpresa quando ela avançou de modo apressado e deixou mais um beijinho, desta vez sobre seus lábios entreabertos.
— Obrigada, papai. — Ela agradeceu baixinho voltando a colocar a chupeta na boca.
— Dormir, Harriet. — Louis largou o livro fechado sobre a mesinha de cabeceira e a soltou para que deitasse sozinha, vendo seus olhinhos de cachorro. — Você sabe que é hora de dormir.
— E-Eu sei… tudo bem. — Ela deixou claro que ainda queria dizer algo, mas que não queria deixar seu papai irritado, então se encolheu sob as cobertas. Louis reconheceu a filha se esforçando para ser boazinha e não deixou de ficar orgulhoso.
— O que está pensando? — Louis perguntou, curioso para saber o que tinha se passado por sua cabeça e ela queria lhe falar.
— É que… eu estou me sentindo um pouco inquieta e não consegui dormir. Mas eu juro que vou ficar quieta e vou tentar muito, papai. — Harriet garantiu imediatamente, temendo que seu papai entendesse tudo errado e ela levasse uma bronca.
— Inquieta? Sobre o que está pensando? — Louis perguntou, começando a fazer um carinho sutil em sua barriguinha sob o tecido macio de seu pijama, a ponta dos dedos deslizando com cuidado para dentro do shortinho antes de voltar para fora.
— Sobre como eu fui má com você. — Ela sussurrou, temendo falar aquilo um pouco mais alto e soar pior do que já era. — Que você ainda tá muito, muito bravo comigo e dormir assim não ia dar pra mim, papai.
— Hum… — Louis cantarolou em entendimento, deslizando a mão para para baixo e começou a fazer um carinho bem sobre sua buceta, ainda através do tecido fino do short. — Não me entenda errado, Harriet, papai ainda tá muito chateado…
— Eu sei. — Ela assentiu rapidamente, abrindo um pouquinho mais as pernas para seu papai ter um pouco mais de liberdade em fazer um carinho gostoso ali.
— Mas, eu assumo que muitas das coisas que eu disse, eu não tinha realmente a intenção de dizer. — Louis falou baixinho, daquela vez colocando a mão para dentro de sua calcinha e com a ponta dos dedos começou a dedilhar entre os lábios de sua bucetinha, se segurando para não soar feito o maior dos canalhas com o fato de que ela já estava tão meladinha.
— É- é mesmo? — Harriet perguntou um pouco fora de órbita, piscando os longos cílios pretos com a sensação daqueles dedos se movendo em movimentos circulares sobre seu grelinho esfoladinho e proeminente entre os grandes lábios de sua buceta. — Como o quê?
— Sim, é mesmo. — Louis assentiu, não parando de esfregar ali delicadamente. — Como… eu sempre vou te amar, meu bem. Já falamos sobre talvez chegar um dia em que algum garoto estúpido apareça na sua vida fazendo propostas, falando que vai ser o melhor pra você… Mas isso não é verdade. Ninguém vai te amar do jeito que o papai ama, princesa. Você pode quebrar o meu coração, ser malvada comigo e falar todas aquelas coisas idiotas que tem me dito ultimamente, mas você sempre vai ser minha e eu sempre vou ser seu. Entende isso?
Os olhinhos verdes de Harriet se marejaram e ela assentiu, por conta própria, puxando o shortinho e calcinha para baixo a fim de mais liberdade para o que seu papai fazia.
— V-Você ainda tá bravo? — Harriet perguntou com um beicinho, ficando cada vez mais molhada nos dedos dele.
— Sim, filha, muito bravo. — Louis assentiu, se afastando um pouco para dar uma olhada no que os próprios dedos faziam, antes de se voltar para pertinho do rosto dela. — Mas você conhece o papai. Sabe que ele sempre vai cuidar de você direitinho, mesmo que você não mereça isso.
— Eu sei. — Harriet sussurrou com um pequeno sorriso, abrindo os lábios para um gemidinho com aquela sensação na buceta ficando cada vez mais gostosinha. — Era assim que você fazia com a mamãe?
— Não, meu bem, não chega nem perto. — Louis sorriu um tanto sádico, deixando um beijinho na testa dela, ao mesmo tempo que os dedos começavam a se mover de modo mais urgente. — Não chega nem perto de tudo que eu faço por você. De você eu cuido como se fosse a minha vida. Por que acha que ela quis ir? Ela via como eu nunca seria capaz de amá-la do jeito que eu te amo e não aguentou isso.
Harriet voltou a gemer e a cabeça pendeu um pouquinho para trás, os dedos agarrando forte o pulso de seu papai. As reações bonitas e desesperadinhas de seu corpo deixavam cada vez mais claro o quanto ela estava perto de finalmente gozar.
— Ela tinha ciúme de você. Do que você era capaz de fazer comigo, de me fazer começar discussões e sempre favorecer seu lado, mesmo quando não merecia, porque de novo… você é tudo para mim, boneca.
— Papai! Papai, papai… — Harriet começou a gemer sem parar, em claro aviso de que estava cada vez mais perto. Louis rapidamente alcançou sua
chupeta largada sobre a cama e colocou em sua boquinha, esfregando os dedos depressa e ainda na mesma posição, fazendo-a finalmente gozar com espasmos bonitos correndo por todo o seu corpinho.
Com Harriet gozando, os dedos de Louis continuaram a se mover sobre seu grelinho a fim de prolongar seu orgasmo. Até mesmo teve um momento que a garota não aguentou mais a estimulação e segurou seu pulso com força, o puxando para tirar a mão dali e abraçou seu braço contra o peito como se fosse um de seus ursinhos.
Depois do orgasmo gostoso, as pernas bonitas ficaram um pouco moles e seu corpo inteiro relaxou, as palavras de seu papai ainda ecoando em sua cabeça como a melhor melodia que poderia escutar.
— Hora de dormir. — Louis a fez soltar seu braço e substituiu por um dos ursinhos jogados em cima da cama, antes de começar a arrumar o short e a calcinha devidamente em seu corpo, e em seguida o cobertor sobre seu corpinho. — Boa noite. — Louis beijou o topo de sua cabeça e sorriu vendo ela estremecer mais um pouquinho, murmurando “boa noite, papai”.
🌟
— A Lacey então me disse que não queria mais participar do meu grupo porque a Michele estava nele, e ficou fazendo uma palestra sobre a Michele nunca cumprir com as suas partes do trabalho e coisas do tipo, e que eu só chamava a Michele porque éramos muito amigas. — Harriet tagarelava no celular, sentada na banheira em meio a toda aquela espuma. Louis estava no mesmo banheiro, frente ao espelho fazendo a barba. — Então eu fiquei tipo “é claro que chamo a Michele porque ela é minha amiga, mas ela também tem ideias incríveis para as apresentações. Eu não tenho culpa se você é burra e se propõe a fazer sua parte e a dela”. — Harriet se interrompeu no que dizia quando sentiu o olhar de Louis sobre si logo após aquela fala. — Claro que eu não usei essas palavras e fui mais gentil… é, ele está aqui. — Harriet tinha um sorriso amarelo, ainda olhando para o pai.
— Diga pra Amber que você precisa desligar. — Louis mandou molhando a navalha na água da pia e Harriet fez beicinho, mas não contestou.
— Preciso ir, Amber. Nos falamos depois do jantar… tudo bem, tchau. — Harriet então desligou e jogou o celular sobre a pilha de roupas no cesto que tinha logo ao lado, se afundando um pouco mais na água em um ponto que só tinha o rosto e as orelhas para fora. — Não vai brigar comigo, vai?
— Não. — Louis respondeu prestando atenção ao que fazia. — Só não acho que seja hora de ficar no celular.
— Porque você me quer só pra você. — Harriet brincou soprando aquelas bolhas perto de sua boca, sabendo que tinha uma grande parcela de verdade naquela brincadeira.
— Sim. — Louis afirmou com um sorriso e começou a lavar o creme de barbear do rosto quando terminou.
— Agora você vai cuidar de mim, não é? — Harriet perguntou, levantando uma das pernas para fora da água com espumas e sais de banho, para indicar sobre o que está falando. — Isso me faz pensar que já faz muito tempo que você não cuida de mim desse jeito. — Ela falou em um tom acusador, vendo Louis se aproximar com uma navalha nova e um outro tipo de creme.
— Também não fale como se minha princesa estivesse merecendo algum tipo de tratamento especial nos últimos dias. — Louis apontou com os olhos semicerrados em acusação, puxando o banco de madeira para sentar bem perto da banheira. — Eu sempre te digo: só quem se comporta bem merece minha atenção. — Louis colocou uma toalha sobre o colo e deu batidinhas, indicando que Harriet deveria colocar uma das pernas ali, o que a garota não demorou a fazer.
— Humf. — Ela cantarolou contrariada, cruzando os braços sob a água, sentindo as mãos fortes de seu papai espalharem o creme por toda a sua perna. — Eu não deixaria de cuidar de você por ter me magoado. Você faz parecer muito fácil, me negligenciar. — Louis riu para a escolha de palavras dela e Harriet até esqueceu por um momento a conversa que estavam tendo para observar admirada o seu papai sorrir daquele jeito por sua causa.
— Não é fácil, Harriet, mas às vezes é necessário. — Louis começou a falar naquele mesmo tom calmo e controlado, deslizando suavemente a navalha por sua longa perna para se livrar daqueles pelinhos. — O que temos é como uma via de mão dupla. Eu quero cuidar de você, mas também quero ser cuidado em troca. E também não é como se você não conseguisse me magoar com aquelas ceninhas que gosta de fazer de vez em quando.
— Mas isso é meio que culpa sua, papai. — Harriet deu de ombros, os dedos brincando com a beirada da banheira, juntando ali um pouco de espuma. Após sua fala, ela notou que seu papai parou por um momento o que fazia para olhar bem na sua direção e saber onde queria chegar. — Às vezes parece que você prefere ficar preso no trabalho do que passando tempo comigo. Então eu tenho que arrumar um jeitinho de ter sua atenção. — Harriet explicou dengosa com um dar de ombros, piscando algumas vezes os longos cílios.
— Você é muito espertinha. — Louis limpou o creme na toalha gasta que tinha sobre o colo quando terminou aquela perna, fazendo um gesto indicando que Harriet deveria mudar a posição para colocar a outra sobre suas coxas. — Em falar nisso, espero que esteja se concentrando nos exames do final do ano. Já basta ter repetido um ano, não acha?
— Não quero conversar sobre isso. — Harriet genuinamente parecia magoada. — Quando fala desse assunto, você faz eu me sentir burra.
— Harriet. — Louis a repreendeu, parando por um momento de passar o creme em sua outra perna. — Eu não faço filhos burros. Você é como uma dessas pessoas inteligentes que acham que algumas coisas não merecem seu esforço e depois acabam se prejudicando. E eu preciso que você se esforce, porque tudo que estou construindo agora, um dia vai ser tudo seu para preservar.
— Mentira. — Harriet sorriu pequeno com aquela fala, observando seu papai fazer movimentos ágeis com a navalha ao longo de sua perna. — O Johnny é seu primogênito. Tudo será dele para administrar.
— E eu te pergunto: onde está Johnny? — Louis perguntou com um sorrisinho sarcástico e Harriet respondeu baixinho “com a mamãe”. — É, acho que já faz dois anos que ele foi com sua mãe para a França, ficar sob a asa do poderoso namorado Pete dela, porque os dois viram nisso uma oportunidade de ouro. Eles nos deixaram em um monte de merda, meu amor…
— Deixaram?
— Oh sim, deixaram. — Louis respondeu com ênfase, e Harriet tinha um bico um tanto confuso. — Eu estava passando por alguns problemas financeiros na empresa e sua mãe estava jurando que eu iria à falência. Nesse meio tempo ela conheceu o Pete, que estava querendo comprar minhas ações na época, jogou as coisas na mala para ir embora com ele e o final você já sabe… Agora ele quem entra em contato pedindo suporte às escondidas, Johnny está como empregado de outros recebendo uma miséria para uma mente tão brilhante e sua mãe se fodeu pra caralho apostando no cavalo errado. — Louis contava com um sorrisinho discreto nos lábios, os olhos verdinhos de Harriet bem atentos naquela expressão dele, concentrado em lavar sua perna.
— Eu não sabia que as coisas estavam assim. — Ela disse em um tom baixinho e o modo que sua voz soou fez com que Louis parasse o que fazia para olhar na sua direção.
— Não ouse se sentir triste por eles, meu bem. — Louis falou deslizando as mãos por sua perna lisa em um carinho. — Eu ainda lembro quando sua mãe falou que você deveria arrumar suas coisas, pois vocês iriam embora e você perguntou “e o papai?” e ela disse que não estávamos mais juntos e que você iria com ela. Mas você disse…
— Eu não vou. Eu vou ficar com o papai. — Harriet completou, dizendo exatamente o que tinha dito naquela noite e Louis sorriu orgulhoso, como se fosse a primeira vez que a filha disse algo do tipo. — Depois disso ela me disse coisas horríveis. — Murmurou pensativa, como se o momento estivesse se passando naquele exato instante em sua cabeça.
— Eu já disse, você a deixava maluca. — Louis deu de ombros. — Ela poderia ter sido uma mãe melhor e ter insistido que a própria filha ficasse do seu lado querendo ou não, mas não fez isso, fez? — Harriet balançou a cabeça em negação, digerindo cada palavra do pai. — Hoje que ela de vez em quando manda mensagens confusas que mexem com a sua cabeça, tentando uma aproximação, porque sabe que tudo o que eu tenho conseguido até hoje, vai pra você. Você não é tola, amor, você sabe disso. No fundo sabe.
— Eu sei. — Harriet sussurrou, assistindo Louis ficar de pé deixando as coisas de lado para se livrar da cueca e entrar na banheira com muita espuma e bolhas junto de si, sentando recostado na outra ponta lhe arrancando imediatamente a reação de chegar mais pertinho para sentar em seu colo, onde logo foi recebida prontamente.
— Daquela vez, você escolheu ficar e me deu força pra me dedicar muito e te dar todas essas coisas boas e bonitas, porque tudo foi por você. — Louis sussurrava rente ao ouvido dela, os dedos dedilhando a curva na base de suas costas, sentindo a maciez do bumbum dela se movendo quase sutilmente sobre seu pau. — E é por isso que você deve ficar comigo. Ficar comigo e ser minha.
— Eu já sou sua. — Harriet respondeu baixinho e se afastou o suficiente para olhá-lo nos olhos, segurando ambos lados de seu rosto com as mãos molhadas com um pouco de espuma. — E eu sempre vou ficar. — Os dois estavam tão próximos, que seus lábios se encostavam conforme Harriet falava.
— Eu sei. — Louis tinha um sorriso um tanto sádico. — Minha boa garota.
Harriet se moveu um tanto empolgada sobre o colo dele, juntando seus lábios de um jeito desesperado e afoito. Louis foi bonzinho e permitiu que ela continuasse do modo que desejasse até que quisesse parar por conta própria.
— Agora sente-se direito, pois o papai tem que terminar de dar banho em você. — Harriet até queria protestar, pois fazia muito tempo que ela não sentava no colo do seu papai e eles ficavam se beijando daquele jeitinho.
Porém, a garota estava em uma missão de ser boazinha, por isso não demorou para obedecer sua ordem e voltar a sentar entre suas pernas ficando de costas para ele.
Louis logo juntou espuma nas mãos e começou a deslizar pelas costas de Harriet, esfregando ali cuidadosamente e criando ainda mais espuma, apreciando como a pele leitosa era simplesmente tão macia sob seu toque. O tempo todo a garota ficou calada e paradinha, sentindo os toques um tanto firmes por suas costas e braços, só ficando um pouco mais ouriçada e inquieta quando as mãos foram para a sua clavícula e desceram um pouquinho até seus peitinhos.
— Tão bonita. — O papai sussurrou rente a sua orelha, a trazendo um pouquinho mais para perto pra relaxar encostada em seu peitoral. — Papai ama quando você é boazinha. — Louis continuou e aquele ponto as mãos já deslizavam e apertavam seus peitinhos pequenos, os biquinhos marrons lindamente arrebitados.
— Uhum... — Harriet tinha os olhos fechados com a sensação das mãos dele apertando seu corpo, virando o rosto na direção dele e logo tendo os lábios tomados em um beijo desajeitado.
Harriet posicionou as mãos sobre as dele para que continuasse brincando com seus peitos, mas Louis de qualquer forma deslizou uma delas por sua barriguinha até a região entre suas pernas entreabertas, os dedos grossos começando a dedilhar a região com afinco, sentindo ali alguns pelinhos.
— Hum, acho que o papai esqueceu uma parte. — Louis murmurou deslizando o polegar sobre o seu monte de vênus com alguns pelinhos para que ela entendesse do que estava falando, fazendo-a rir com os olhos ainda fechados e as covinhas surgindo nas bochechas.
— E justo a mais interessante. — Harriet brincou acertando tapinhas de leve em sua bochecha, Louis a olhando com os olhos semicerrados. — Papai bobo.
🌟🌟🌟
— Eu tenho a impressão de que você não gosta quando as pessoas fazem esse tipo de observação, mas é um pouco impossível quando eu estou vendo bem na minha frente. — Donna, a mulher baixa na faixa dos cinquenta anos, de cabelos loiros curtinhos comentava dando uma boa olhada em Harriet logo ao lado do pai. — Harriet, você está muito parecida com a Amélie quando fazia aqueles jobs aos dezessete, dezoito anos. Esses olhos tão verdes, o cabelo e esse sorriso… Você também teria se dado muito bem nesse meio.
Ela dava uma sequência de elogios e as bochechas da garota ficavam cada vez mais coradas, se encolhendo para ficar mais juntinho do pai que tinha um braço protetor em seus ombros magros – nunca em sua cintura quando tão expostos.
Louis tinha decidido que Harriet já tinha aprendido parte de sua lição e estava boazinha o suficiente, por isso permitiu que ela o acompanhasse em um jantar beneficente promovido pela empresa. Fora que todos os seus sócios e algumas funcionárias de anos falavam que há muito tempo não viam a garota adorável e que queriam vê-la naquela noite sem falta, logo dependia de Louis aquele encontro.
Não havia muito o que dizer, Harriet estava mais do que linda naquele vestido rosa bebê de cetim pouco abaixo de seus joelhos, as alças finas dando destaque para sua clavícula ressaltada, o colar dourado delicado em seu pescoço alvo. No tecido delicado ficava marcado em seu busto os mamilos arrebitados dos peitinhos pequenos, também tinham pulseiras douradas em seus pulsos.
Naquela noite, os cabelos longos e castanhos cor chocolate de Harriet, que tinham poucos cachos nas pontas e em algumas mechas, estava metade preso e ainda assim caiam feito cascatas por suas omoplatas. Ela era uma visão e tanto, chegava a ser preocupante o tanto que Louis se gabava e ao mesmo tempo se preocupava com isso.
— Você tem razão, Donna. — Louis começou a falar, chamando a atenção das duas. — Eu não gosto quando falam isso. — Falou em um tom humorado fazendo a mulher rir, Harriet pressionando os lábios para conter um sorrisinho porque sabia que tinha uma parcela de verdade.
— Oh, querido, isso são fatos! Infelizmente não tem muito o que você possa fazer sobre isso. — Ela ainda ria um pouquinho e se voltou para Harriet. — Querida, lembra das gêmeas Rachel e Molly? Elas estão aqui hoje junto a outros amigos e você pode ir lá ficar com elas. Deixe os velhos conversarem sobre assuntos chatos de velhos.
— Ah… tá bom. — Harriet disse olhando na direção do pai, que sorriu pequeno indicando que ela deveria ir em frente.
Harriet distanciou alguns passos e olhou para trás, vendo Louis sibilar um “comporte-se” e a garota já entendeu bem o que o pai quis dizer somente com aquilo: não beba e não faça nenhuma cena que me envergonhe.
Os dois só ficariam ali por pelo menos duas ou três horas. Não tinha como causar naquele meio tempo… ou tinha?
🌟🌟🌟
Tinha.
Tudo estava correndo perfeitamente bem. Harriet estava conversando e rindo com o grupo de meninas e alguns rapazes que tinham acabado de se aproximar tentando um assunto. Pelo menos três deles deixaram bem claras as suas intenções, se aproximando muito de Harriet e tentando ter sua atenção a todo custo, mas a garota se limitava a responder todos com educação e fingir que nada demais estava acontecendo.
Mas bastou uma das garotas do grupo, Tasha, com seus cabelos ruivos e um vestido de tubinho cor bronze, começar a falar sobre Louis para o clima das coisas mudarem um pouco.
— A Amélie era, tipo, uma das minhas modelos favoritas quando eu era mais nova. Droga, eu via as fotos dela te levando pra passear no shopping e ficava ardendo de inveja! — Tasha falava um pouco embolado, pois tinha secretamente jogado um pouco de uísque dentro do copo que era para conter apenas suco. — Aqui entre nós, mas todos falam sobre como ela foi tão burra em ter deixado seu pai. Fala sério, olha aquele homem. — Falou olhando na direção em que Louis estava com uma taça em uma das mãos, a outra no bolso frontal da calça social, conversando com um grupo de pessoas e a atenção de todos voltada para ele como sempre costumava acontecer.
Era um pouco difícil de manter os olhos longe de Louis Tomlinson quando esse estava na sala.
— Tasha… — Uma das garotas que Harriet não lembrava o nome repreendeu a amiga, que riu encolhendo os ombros.
— Mas, gente? Isso são fatos. Não é porque a Harriet é filha dele que vai ser burra e cega. O pai dela é gostoso e acabou, e ninguém entende também porque ele nunca mais se envolveu com outra pessoa.
— Eu acho que você tá um pouco atrasada, Tasha. — Um dos garotos falou passando o braço pelos ombros dela, que revirou olhos para aquele toque desnecessário. — Pois o senhor Tomlinson parece que manda bem sim, mas no sigilo. — Indicou com o queixo novamente onde ele estava e todos olharam naquela direção, inclusive Harriet.
Louis não estava mais perto daquele grupo com quem conversava e sim no bar, parecendo esperar por uma bebida. Uma mulher loira tinha se aproximado, cumprimentou com abraço e um beijo no rosto, continuando por perto porque Louis ainda mantinha uma mão na cintura dela com os olhos bem atentos em seu rosto.
Aquela cena com certeza não tinha agradado Harriet, mas ainda não tinha sido o suficiente para fazer seu peito arder daquele jeito característico que premeditava desastre. O que tinha feito Harriet pirar foi assistir Louis a puxando um pouco para perto novamente naquele toque cuidadoso em sua cintura, para falar algo rente em seu ouvido que a fez rir levando a mão ao rosto, logo depois a levando para apoiar em seu ombro e deixando-a por ali de modo tão casual e comum para os dois.
E aquela proximidade não foi interrompida de modo algum. Seus rostos continuaram próximos e ele não parava de tocar a porra do quadril dela e Harriet quis gritar, espernear e fazer literalmente um escândalo na frente de todas aquelas pessoas idiotas que nas quais ela não conhecia e muito menos se importava.
Seu papai detestava quando havia garotos idiotas a rondando. Ele ficava maluco até mesmo quando homens de seu trabalho ficavam a rondando como se fosse a coisinha mais brilhante e curiosa da sala, desejando em seu íntimo a chance de ficarem minimamente a sós com ela para tentar ter sua atenção. Se fosse Harriet, no lugar daquela mulher, com qualquer outro homem desinteressante daquele elegante salão, Louis já teria a pegado e feito um barulho por causa disso.
Harriet se sentia em seu devido direito de estar chateada, furiosa e enciumada pela situação.
— Idiota… — Harriet murmurou consigo mesma, ainda assistindo a cena. Então ela bateu o pé e avançou na direção dos três garotos que estavam dando em cima dela antes, olhou no rosto de cada um, mas não conseguiu se recordar qual exatamente que procurava. — Qual de vocês manés que trouxe maconha? — Perguntou impaciente e revirou os olhos ao que os três levantaram a mão juntos. — Os três vão servir. Vamos
Harriet seguiu andando na frente com os três no seu encalço, ouvindo as gêmeas falarem em uníssono que queriam ir juntas e logo puxou uma delas pelo braço para segui-los em silêncio e sem chamar atenção de quem estava ali.
E isso aconteceu há alguns minutos. Tinha se encerrado a conversa entre Louis e Susan, sua funcionária e já um tipo de amiga, que tinha pedido há algumas semanas férias antecipadas por causa do casamento com a esposa, Tara, e Louis concedeu sem maiores problemas. Louis tinha lamentado não poder comparecer a cerimônia e perguntou se elas tinham gostado do presente que ele enviou, perguntou como estava na nova casa e coisas do gênero. Os dois encerraram com ela informando que voltaria para o escritório em uma semana e ele foi rápido em dizer para ela aproveitasse e que mandasse lembranças para Tara.
Depois disso Louis olhou na direção que sabia que a filha estava, mas não a encontrou ali de jeito nenhum. Ele franziu o cenho um pouco confuso, mas não se preocupou tanto sobre aquilo,
imaginando que ela deveria ter ido ao banheiro. Mas acontece que os minutos estavam passando e nada dela aparecer novamente e ele já estava começando a ficar um pouco cansado de procurar por ela naquele mar de rostos desconhecidos.
— Com licença. — Louis pediu em voz baixa, se afastando do grupo e andando entre as pessoas na direção de uma das portas que levava ao lado de fora.
À princípio, tudo que ele viu foi o mais completo nada, além de árvores e arbustos que cercavam a luxuosa casa que havia sido alugada para aquele evento. Ele estava prestes a entrar para dentro, quando escutou mais ao longe risadas que vinham exatamente dessas árvores e então ele se deu conta de que não somente Harriet havia “sumido” como também algumas pessoas que estavam no grupo em que ela conversava.
O que você já está aprontando de novo, Harriet? Foi a primeira coisa que Louis pensou, descendo os degraus para seguir o caminho de pedras que levava até a origem das risadas e conversas indistintas.
Louis se aproximou de um lugar em específico e viu um grupo de adolescentes sentado na grama e conversando, fumando o que parecia ser um baseado e alguns até mesmo estavam se beijando e trocando carícias nada discretas para o local. Mas foi mais vozes um pouco mais adiante que chamaram a atenção de Tomlinson e ele logo seguiu até elas.
— Eu vou ser o seu melhor, Harriet Styles. — Foi uma das coisas que Louis conseguiu ouvir e rapidamente se aproximou mais, tentando ser o mais silencioso possível mesmo que o sangue já começasse a esquentar em suas veias. — E você não vai conseguir esquecer…
— Droga, você é tão convencido que tá começando a me dar enjoo. — Ouviu a voz mais arrastada que o comum da filha e espiou entre as folhas do arbusto alto, conseguindo ver ela deitada na cama com a cabeça recostada no tronco caído de uma árvore e um garoto sentado logo ao lado dela, meio que se debruçando sobre seu corpo.
— Claro que estou convencido. Fui escolhido pela famosa Harriet Styles, que ninguém nunca conseguiu ter uma chance sequer.
— Sim, porque eu já tenho alguém. — Harriet falou com um sorriso sapeca, como se aqueles beijos que o garoto começou a distribuir por seu pescoço não surtissem efeito algum. — E se ele descobre como nós dois estamos aqui, ele provavelmente mataria você. Na verdade, acho que ele me mataria também, porque eu não tenho me comportado muito bem…
— Não tem como você calar a boca um pouco e aproveitar? — Ele perguntou em um tom irritadiço e Harriet suspirou cansada e o empurrou para conseguir se desvencilhar de seu toque e do modo que estava encurralada. — Qual foi, Harriet?
— Cala a boca. — A garota ficou de pé com um pouco de dificuldade, se apoiando em uma árvore quando se sentiu muito tonta e como se estivesse perto de voltar ao chão novamente. — Talvez eu devesse ter escolhido seu irmão tonto. Bem que papai diz que tenho dedo podre para algumas coisas.
Louis ainda em silêncio assistiu ela com certa dificuldade andar para sair daquele local escondido e afastado, ouvindo o garoto chamar sem parar para que ela voltasse e pudessem se resolver, que ele sentia muito em ter falado daquele jeito. Pelo modo que Harriet respondia e parecia um tanto fora de órbita, ficava um pouco claro que algo ela deveria ter bebido ou “usado”, e Louis nunca esteve tão decepcionado com tamanha rebeldia.
Ele não adentrou aquele mato para buscá-la ou fez um escândalo para que ela viesse logo. Só se manteve parado ali, esperando que ela saísse e viesse ao seu encontro sem nem mesmo ter ideia, porque sabia que no momento em que ela colocasse os olhos em si justo naquele lugar, se daria conta do tamanho da encrenca que se meteu.
E foi exatamente o que aconteceu quando ela surgiu com os cabelos emaranhados, rosto corado e olhos verdes arregalados. A droga dos lábios bonitos dela estavam sem o batom, porém avermelhados do jeito que costumavam ficar quando Louis a beijava.
— Pai…
— Vamos pra casa. — Louis disse seco, sem acrescentar qualquer outra palavra, e assim como tinha feito dias antes quando foi buscá-la na escola após a confusão, saiu andando na frente para que o seguisse.
Isso afetou Harriet, ela não gostou da ideia de que tudo aquilo estava se repetindo. Qual era a porra do problema dela? Qual era o problema deles dois, na verdade, para sempre se voltarem para aquele tipo de situação.
— Não. — Ela falou alto e isso fez ele parar de andar e se virar para olhar na sua direção de modo fuzilador.
— Não? “Não”, o quê?
— Você tá errado dessa vez. Eu vi você lá dentro com aquela loira nojenta! E eu tenho certeza que é esse tipo de coisa que deve tá fazendo quando vai pro trabalho, ou pra essas tais reuniões e jantares beneficentes. Não é? — Harriet berrava com os olhos cheios de lágrimas e parecia ter esquecido que seu novo grupo de amigos de uma só noite estava ali entre as árvores.
— Que porra você tá falando? — Louis tinha uma expressão incrédula no rosto, imaginando que a filha tava inventando coisas só para ter o gosto de iniciar uma nova discussão acalorada entre os dois, assim como tem feito quase sempre nos últimos dias.
— Estou louca agora? Não tava lá dentro conversando bem íntimo com aquela mulher no bar? Vai dizer que sou idiota feito a mamãe?!
— Você não vai querer comprar essa discussão comigo, Harriet. — Louis falou em um tom assustadoramente calmo, lhe apontando um dedo indicador ameaçador. — Eu não vou deixar. Então é melhor você ficar quieta agora e o que tiver pra falar, vai falar comigo em casa. Não na frente dessas pessoas. — Indicou com um gesto vago os arbustos e árvores, ouvindo no mesmo momento o farfalhar de algumas folhas, como se alguém tivesse se mexido no mesmo instante.
— Tudo bem. Continue se escondendo. — Harriet falou olhando furiosa para ele, caminhando em passos largos para passar na sua frente, mas teve o cotovelo segurado com força e o corpo puxado para se chocar contra o dele. — Ei!
— Só pra lembrar que quem tava se escondendo no mato com as pernas abertas feito uma puta pra um qualquer não era eu. Então é melhor você se colocar no seu lugar e lembrar com quem está falando, porque você sabe como é duro com o papai fora do sério dentro de casa.
— Humf. — Harriet deu de ombros. — Relaxa que a surra de antes ainda arde. — Respondeu sarcástica e se soltou do aperto para voltar a andar, engolindo em seco quando ouviu ele dizer atrás de si “e a que vai levar quando chegar em casa vou fazer questão de que arda ainda mais”.
•••
No momento em que os dois chegaram em casa, Harriet nem teve tempo de dar uma escapadinha para o quarto, pois Louis a agarrou de jeito um tanto agressivo pelos cabelos e a guiou até o sofá da sala, ignorando seus protestos.
Quando eles tinham entrado no carro para voltar para casa e tinha ficado todo aquele silêncio, a mente e o coração de Harriet estavam começando a se acalmar e ela pensou que talvez não devesse ter ido tão longe, pois seu papai estava mais zangado do que nunca esteve.
Um medo que ela nunca sentiu de estar com ele, decidiu começar a correr por suas veias justo naquele momento, pois ele não seria misericordioso e não tinha razão para ser diante de tamanha desobediência. Então um instinto berrou dentro de Harriet que a fez arranhar o braço dele com tamanha força, que ele só a soltou por um momento antes de voltar a agarrá-la mais forte grunhindo um palavrão.
Harriet foi empurrada e caiu curvada sobre o braço acolchoado do sofá, tendo o vestido levantado e a calcinha minúscula arrancada com força, chegando ao ponto de rasgar e ficar aos trapos no chão.
— Para com is- Ai! — Harriet foi interrompida com um tapa agressivo.
— Cala a boca! — Louis gritou acertando novamente sua bunda com tamanha força, que ela balançou um pouquinho com o impacto e o local imediatamente ficou vermelho.
Fora que tinha aquele tom que Louis gritou aquela ordem que fez algo no inferior de Harriet tremer e se revirar de um jeito que não fazia há muito tempo. Com ambas as mãos ele empurrou suas pernas para lados opostos indicando que as queria bem abertas e a boquinha de Harriet se abriu em um gemido silencioso, sentindo os dedos dele abrirem com agressividade os lábios de sua buceta, e ele estava tão perto que era possível sentir a respiração quente dele bater contra sua intimidade.
— O que- o que tá fazendo? — Ela perguntou confusa e com a voz já embargada pelo choro iminente, gemendo dolorida quando ele sem aviso algum deslizou dois dedos para dentro de si. — Papai! — Harriet o repreendeu, os dedos apertando o estofado do sofá.
— Me assegurando que ninguém mexeu no que é meu. — Louis respondeu em um grunhido, curvando com força os dois dedos dentro dela e em seguida os separando em movimentos de tesoura, antes de puxar para fora novamente e observar bem para ter certeza de que não havia nada de errado.
— Não fizemos nada! — Harriet se remexeu para se afastar do toque dele, mas ele imediatamente voltou a deslizar a ponta de dois dedos de ambas as mãos, puxando os lábios da xotinha para lados opostos a fim de ver melhor e a garota estremeceu. — Eu já disse que não aconteceu nada! Para com isso! — Ela choramingava balançando as pernas inquieta e só conseguiu as fechar quando Louis finalmente se afastou, se instalando um pequeno silêncio no cômodo que tinha de fundo apenas suas respirações um pouco descompassadas.
— Hoje você me emputeceu pra caralho, Harriet. Não tem ideia do quanto eu estou louco pra… porra… — Harriet percebeu que ele realmente estava furioso em tal nível, que nem mesmo conseguia organizar as palavras e dizer de modo coerente.
O corpo de Harriet petrificou quando escutou o familiar barulho da fivela do cinto sendo retirado da calça. Logo veio na cabeça de Harriet que ela deveria correr imediatamente e se esconder. Correr o mais rápido que conseguisse, mas ela sabia que no momento em que fizesse aquilo, Louis se tornaria mais irritadiço e as coisas poderiam ficar ainda piores.
Mas ela também não queria ficar ali parada, levando uma surra que ainda não achava merecer. Ela fazia absolutamente tudo que estava no seu alcance para ser uma menina boa e perfeita, do jeito que seu papai queria e precisava que ela fosse, só que ficava um pouco difícil de acontecer dessa maneira quando o mais velho constantemente fazia coisas que deixavam a sua cabeça confusa.
Não era segredo nenhum: muitas pessoas queriam ter a chance de ficar com seu pai e Harriet era perfeitamente capaz de entender isso. Além dele ser um homem atraente e bem sucedido, não haviam coisas negativas a se dizer sobre ele, que sempre se mostrou alguém respeitoso que contribui para com a sociedade fazendo grandes doações ou campanhas no próprio trabalho. Ele era um homem de nome reconhecido e muitas mulheres, até mesmo homens, tentavam cair matando em cima para ter pelo menos uma casquinha.
E Harriet, como a garotinha ciumenta que era – porque não tinha como negar, ela conseguia às vezes soar mais complicada do que o próprio pai – não se sentia capaz de lidar bem com tudo aquilo e coisas como o que aconteceu naquela noite, tendiam a acontecer de uma forma ou de outra.
Mas nunca foi tão gritante assim. Harriet nunca extrapolou os limites daquela maneira, indo às escondidas para um lugar reservado com rapazes e muito menos confrontando Louis pelo ciúmes sabendo que tinha pessoas escutando e poderiam descobrir sobre o que acontecia às escondidas.
Em resumo: Louis, que não tinha necessariamente feito algo de errado do modo que a filha acreditava, estava puto porque toda aquela birra sem sentido tinha voltado. E Harriet, acreditando nos próprios motivos dela, sentia que uma grande injustiça estava lhe acontecendo e seu pai estava sendo ridículo.
Então ela decidiu que não iria de modo algum ficar parada e simplesmente aceitar aquela surra iminente. Ela em um movimento ágil engatinhou rapidamente no sofá e pulou o braço estofado, correndo descalço e depressa na direção das escadas que levavam ao segundo andar.
Louis ainda tentou segurá-la, mas quando não a alcançou, permaneceu parado onde estava para assistir a silhueta dela sumir de vista e ouvir atentamente seus passos rápidos correndo escada acima.
Louis aproveitou aquele momento para respirar fundo por um instante e depois seguir na direção em que ela tinha ido, à sua procura para resolver aquela situação de uma vez por todas. Assim que pisou no primeiro degrau para subir as escadas, escutou o barulho de uma porta batendo com força mais ao final do corredor do andar de cima, então soube que ela tinha ido se esconder no próprio quarto.
Louis, em um calma que não existia de fato, se aproximou da porta fechada do quarto dela e parou logo na frente dando algumas batidas. Parou por um momento para ver se conseguia ouvir algo vindo lá de dentro, mas não escutou absolutamente nada.
— Harriet-
— Vai embora! — Ouviu ela gritar e sua voz soou abafada por estar no cômodo trancado.
— Abra a porta, Harriet. — Louis mandou dando algumas batidas, e a garota aparentemente decidiu ignorar. — Eu não estou brincando. Abra agora mesmo, preciso falar com você. — Naquele ponto ele não estava conseguindo esconder que ainda se encontrava puto, logo Harriet não seria tola de abrir com o risco de se deparar com sua ira mais intensa que antes.
— “Falar comigo”? Você não quer falar comigo, quer bater em mim! — Harriet devolveu acertando a porta com algum objeto, pois Louis até recuou um passo com o barulho. — Você não precisa se preocupar com mais nada. Dessa vez eu vejo que eu preciso ir mesmo embora, e você não vai ter que ficar esquentando sua cabeça tendo alguém como eu ao seu lado. Aí sim vai poder se divertir com aquela loira nojenta que conversou na festa, vai poder fazer o que quiser com ela, sem precisar esquentar a cabeça pensando que ainda estou por aqui.
— De que porra você tá falando?
— Não se faça de desentendido! Não se faça de bobo comigo! — Louis percebeu que daquela vez ela estava mais próximo da porta, porque sua voz soava mais alta e clara. — Não só eu, mas todo mundo percebeu o jeito que vocês estavam olhando um pro outro e como você segurou ela… você é nojento! Nojento!
Juntando aquelas informações que Harriet estava dando, fora com o que estava se lembrando dos eventos de quase uma hora atrás, se deu conta de que a filha estava falando de Susan, sua funcionária do escritório.
— Esta falando da Susan? Ela trabalha para mim, Harriet, deixe de ser tão estúpida. — Louis acertou com o punho fechado na porta, ficando indignado que tinham chegado naquele ponto de novo por causa de algo tão idiota.
— Bom, isso explica porque agora você passa mais tempo no trabalho do que em casa. Deve estar muito ocupado fodendo com a vadia ridícula. — A garota parecia ter acertado golpe similar na porta, porque fez um som alto igual e Louis sentia o sangue esquentando mais nas veias, porque simplesmente odiava quando Harriet começava a falar daquele jeito e ainda usando aquele tipo de palavras.
E não satisfeita, Harriet continuou a falar sem parar um monte de suposições absurdas do que Louis deveria estar fazendo quando não estava com ela em casa, parecendo fazer certa questão de usar o máximo de palavras sujas que nas quais tinha conhecimento.
Em certo ponto, se limitando a escutar o escândalo que a menina estava fazendo – Harriet claramente se aproveitando do seu silêncio questionador para dizer tudo que queria – Louis se movimentou pelo corredor até um tipo de cômoda pequena que continha chaves reservas de todas as portas da casa, inclusive da porta de Harriet, que tinha trocado não havia muito tempo e ele fez questão de ter uma chave pra si.
Louis pagaria para ver a surpresa no rosto da filha quando colocou a chave reserva na fechadura e girou para destrancar a porta, a abrindo e tendo tempo de ver ela pulando na cama e se encolhendo no meio do montante de pelúcias e travesseiros.
— Agora vamos conversar, Harriet. — Louis disse entrando no quarto e fechando a porta logo atrás de si, não se esquecendo de trancá-la e tirar a chave para guardar no bolso da calça.
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— Papai… — A pobre Harriet se encolhia e chorava, o corpo tremendo dos pés a cabeça com a sensação terrível de ardência da bunda sendo atingida mais vezes do que era capaz de contar.
Ela não se lembrava de algum dia já ter apanhado tanto e estar doendo tanto quanto doía naquele momento. Talvez a pior parte fosse que Louis não falava absolutamente nada, além de abusar da força com as cintadas em seu bumbum.
Já havia minutos que eles estavam naquela situação e Harriet de todas as maneiras possíveis implorou muito para seu papai pegar um pouco mais leve ou parar de uma vez por todas com aquilo, porque já tinha sido o suficiente para ela entender como se comportou mal. Mas não estava adiantando, seu pai estava furioso de modo que nunca esteve antes e parecia irreversível sobre aquela lição.
Absolutamente nada era dito pelo mais velho e ele só deixava escapar grunhidos irritados, a respiração um pouco pesada pelo esforço que estava fazendo conforme acertava suas nádegas já com tantos vergões que quase se aproximavam de um tom arroxeado.
Harriet estava deitada de bruços sobre as coxas dele, o bumbum bem empinado sobre seu colo dando um livre acesso para fazer o que desejasse. Papai amarrou seus pulsos juntos com uma corda, os braços bem esticados em direção a cabeceira da cama, o que não a permitia fazer muita coisa além de apertar o lençol ou alguns dos travesseiros quando a dor ficava um pouco mais difícil de lidar.
E em determinado momento ela percebeu quando Louis deixou o cinto de lado e a fez abrir mais as pernas, os dedos começando a se esfregar em sua bucetinha lisa com afinco.
Antes que Harriet pudesse dizer qualquer coisa, foi pega de surpresa quando tapas começaram a ser desferidos bem sobre os grandes lábios da sua buceta. O corpo dela ficou completamente paralisado, os dedos dos pés se curvaram com força e ela se agarrou ainda mais ao travesseiro, soluçando com os olhos se enchendo de lágrimas.
Os tapas eram fortes com aquela mão forte e firme e os sons estalados preenchiam o quarto junto aos seus choramingos de dor. Louis só fazia uma pausa quando, com ambos os polegares, puxava sua bucetinha para os lados e a abria para cuspir diretamente ali, e só então continuar a atingindo uma vez atrás da outra.
De repente um outro som soou pelo cômodo e se tratava do celular de Louis tocando.
— Fica bem quieta. Tá entendendo? — Louis disse em um tom cortante, a palma da mão atingindo sua bunda e permanecendo ali apertando a pele machucada.
— Sim. — Harriet respondeu baixinho, abaixando a cabeça encostando a testa no colchão da cama, aproveitando o momento para tentar ficar mais calminha.
A pessoa que Louis atendeu começou a falar sobre algo relacionado ao trabalho e que aparentemente não tinha como esperar outro momento para ser debatido. Louis estava em silêncio ouvindo o que essa pessoa tinha a dizer, se distraindo com os dedos dedilhando e brincando com a bucetinha molhada e tão avermelhada por todos aqueles tapas.
Teve um momento que Louis apenas deixou a mão sobre sua bucetinha, a cobrindo perfeitamente e sem fazer qualquer movimento, apenas a deixando pousada por ali. Mas isso parecia ter sido o suficiente para Harriet, que em um pequeno incomodo por já estar a tanto tempo na posição, balançou um pouco os quadris e a xotinha roçou gostoso naquela palma levemente molhada.
Foi quase a mesma sensação de quando Harriet montava somente a coxa do seu papai ou até mesmo um de seus travesseiros que tinham o tamanho e forma ideal para aquela brincadeirinha gostosa.
E honestamente? Um único movimento como aquele, foi o suficiente para fazer Harriet gemer baixinho e dengosa, porque só tinha sido muito bom algo sem querer estimular seu clitoris sensível, inchadinho e negligenciado.
Mesmo com um pouco de medo de qual poderia ser a reação do papai com sua brincadeirinha libidinosa, afinal ela não merecia nem um pouquinho afligir prazer a si mesma diante das circunstâncias em que estava, Harriet voltou a se empurrar contra a palma daquela mão e esfregar a bucetinha com afinco e deliciosamente. E honestamente, os sons cada vez mais molhados que essa fazia conforme se esfregava feito uma putinha louca por prazer, estava começando a pirar até mesmo Louis, que nem se sentia mais capaz de prestar atenção ao que seu funcionário dizia, pois estava ocupado olhando para aquela linda cena.
— Harriet. — Louis conseguiu repreender em um grunhido curto, mas isso só fez a garota olhar em sua direção sobre o ombro com os olhos marejados, rostinho corado e destruído.
— Papai. — Harriet sibilou de modo falho, porque a partir daquele ponto, o próprio Louis esfregava um dedo em particular entre os grandes lábios de sua bucetinha dolorida. — Fode, papai. — Harriet choramingou e voltou a enfiar o rosto no colchão para conter os gemidinhos manhosos, choramingando quando tapas estalados voltaram a ser deixados sobre sua xotinha.
Louis começou a falar algo na ligação que Harriet não estava se importando minimamente de entender do que se tratava, pois ele agia como se não estivesse tratando de algo importante naquele mesmo momento que atingia sem parar tapas e mais tapas sobre sua buceta avermelhada.
— Amanhã pela manhã discutimos um pouco mais sobre isso, antes de enviar pela tarde os planejamentos. — Louis disse, pronto para encerrar a ligação, aproveitando para tirar Harriet de seu colo e fazê-la deitar completamente no meio da cama. Ele ficou de pé, dando uma analisada no corpo totalmente exposto e o rosto dela totalmente corado e um pouquinho inchado do tanto que chorou. — No momento estou muito ocupado com outros assuntos e não posso discutir mais… — Nesse momento Louis tinha apoiado o celular no ombro contra o rosto, enquanto desabotoava a calça para abaixá-la um pouco, os olhos verdinhos de Harriet atentos em cada movimento dele.
A ligação foi encerrada e Louis se aproximou mais da cama, segurando as panturrilhas da garota para fazê-la virar de bruços com facilidade. Harriet se apoiou nos antebraços, mas se manteve quietinha, a cabeça abaixada encarando a coberta macia sob si, sabendo que Louis observava cada uma das manchas que tinha causado por sua bunda e coxas.
Ela estremeceu e se arrepiou por inteiro com o contato da ponta dos dedos dele deslizando por seus tornozelos, subindo por sua panturrilhas até chegar às suas nádegas doloridas e marcadas pelas cintadas e palmadas. Seus olhos se fecharam e ela mordeu o lábio em precipitação com as pernas sendo abertas e Louis subindo no colchão para se encaixar entre elas
— Você sabe como eu amo comer essa buceta, Harriet. — Louis murmurava em um tom tão baixo, que Harriet mal se sentia capaz de ouvir, tendo o coração batendo tão forte em seus ouvidos em precipitação. — E você torna as coisas difíceis para mim, pois…
— Garotas que não se comportam, só merecem isso se for por trás. — Harriet sussurrou aquele ensinamento que ela já conhecia muito bem, e no mesmo instante sentiu um líquido gelado escorrer ao longo da sua bunda, tendo as nádegas puxadas pelas mãos rudes de seu papai para os lados para que esse líquido melasse seu cuzinho e a buceta por toda parte.
— Isso mesmo… e isso tende a acontecer tanto, que eu até desconfio que você prefere quando o papai faz assim. — Harriet escutava perfeitamente sons molhados de punheta, enquanto isso Louis propositalmente esfregando a cabecinha do pau em sua entradinha apertada ameaçando entrar, mas nunca seguindo em frente. — Que você gosta quando o papai fica bravo e faz isso com força.
— N-Não. — Na verdade, ela gostava um pouquinho, porque em todas essas vezes em seguida seu papai cuidava muito bem dela, sabendo de seu estado frágil e vulnerável, fazendo-a se sentir tão amada e querida.
Harriet sempre ficava muito dolorida quando era fodida por trás. Era fofo quando seu papai fazia certa questão de garantir que ela fosse recompensada por ter sido boazinha em levar tudo que Louis tinha para si.
Ali Harriet soube o exato momento que seu papai iria parar de provocar e seguir em frente, tendo uma das nádegas sendo agarrada com mais força para o lado, a glande quente e gorda se pressionando com mais força em seu buraco. Os dedos magros de Harriet agarraram o lençol da cama com força e seus olhos se estreitaram com a sensação de ardência ao ser invadida, não contendo um gemido delicioso quando as mãos de Louis se posicionaram sobre as suas e seus dedos se entrelaçaram.
— P-Porra. — A garota não conteve o palavrão choramingado, olhando sobre o ombro na direção de seu papai só para ter os lábios tomados em um beijo afoito.
— Shh… — Louis sussurrou rente aos seus lábios e empurrou os quadris em uma estocada forte contra sua bunda, ambos gemendo em meio ao som estalado das peles se chocando e da cabeceira atingindo a parede. — Você sabe que merece. — Louis falou baixinho e com certa dificuldade rente a orelha dela, que balançou a cabeça em afirmação várias vezes, fios longos do cabelo ficando bagunçados em seu rosto.
— Eu sei. — Ela sussurrou trêmula, encostando a testa em suas mãos ainda entrelaçadas e mordendo o próprio lábio com força para conter os gemidos doloridos um pouco altos.
Louis àquele ponto já tinha começado a se mover com tamanha força para dentro e para fora de seu cuzinho, gemendo todas as vezes que havia aquela resistência quando ia deslizar para dentro por inteiro e mesmo quando puxava os quadris para fora. Sua prova de que a lição estava sendo bem recebida, era que em momento algum a filha fez mais algum tipo de birra, ou implorou para ser livrada do castigo. Ela só continuava ali, paradinha recebendo tudo e choramingando dolorida quando as estocadas conseguiam ser ainda mais fortes.
— Eu amo você. — Louis rosnou rente a orelha dela, uma mão em sua garganta para que mantivesse a cabeça erguida.
— Eu te amo. — Harriet disse com um pouquinho de dificuldade, fazendo um esforcinho para olhar em seu rosto novamente. — Me desculpa. E-eu não… eu não sei porque estou sempre sendo má com você. — Após essa fala os olhos dela se encheram de lágrimas e ela enfiou o rosto no colchão, no mesmo instante Louis parando com os movimentos, o pau enfiado até o fundo em seu cuzinho.
— Ei… — Louis acariciou a nuca dela com a ponta dos dedos, distribuindo beijinhos por suas costas e ombros, mas ela continuou com o rosto escondido. — Amor, olhe pra mim. — Louis finalmente deslizou para fora com cuidado, vendo o corpinho dela tremer um pouco, então a fez se virar para ficar com as costas no colchão e virada na sua direção, o rosto totalmente vermelho e chegando a chorar de soluçar.
— Minhas amigas, outras mulheres… todo mundo mataria pra ter um pouquinho de você, e eu fico agindo assim. — Ela fungou, esfregando o nariz com as costas da mão. — Não sei porque eu fico agindo como se não fosse o suficiente. Como se- como se faltasse algo.
É porque falta, Louis não evitou o pensamento e sorriu pequeno para ela, acariciando sua bochecha molhada pelas lágrimas.
Era de uma mãe que Harriet precisava.
— Vamos tentar resolver isso. — Louis disse baixinho, ajudando ela a desamarrar os pulsos, reparando em seu bico confuso.
— Mas você já fez de tudo. — Harriet murmurou em um tipo de derrota, ficando satisfeita quando Louis deitou com a cabeça sobre os travesseiros e a trouxe junto para deitar pertinho de si.
— Você vive dizendo que quer sua mãe, não é? — Louis sentiu o exato momento que o corpo dela ficou tenso contra o seu e ela apoiou uma das mãos sobre seu peitoral, olhando direto em seu rosto.
— Onde quer chegar? — Ela então sentou e passou uma das pernas sobre seu quadril, sentando bem sobre suas coxas. — Você vai me mandar embora?
— Sim… — Louis suspirou fechando os olhos e esfregando as mãos no rosto, sentindo o olhar preocupado de Harriet ainda queimando em si. — Você fica constantemente falando sobre querer ir para a casa de sua mãe e estou começando a achar que é o melhor a ser feito… Talvez você precise ser cuidada por uma mãe, comigo não está funcionando.
Harriet ficou em silêncio, olhando para o pai como se ele tivesse acabado de falar um dos maiores absurdos que ele já falou na vida. Onde estava aquele homem que se recusava a deixá-la ir embora, ainda mais para a casa da mãe em outro país com a chance de não se verem mais em muito tempo?
— Você não me quer mais? Eu me comporto mal e você não me quer mais. — Harriet não o deixou responder e já concluiu por conta própria, os olhos voltando a se encher de lágrimas.
— Você sabe que não é isso. — Louis sentou e as mãos tocaram em suas bochechas para ter sua atenção. — Por mim, você ficaria pelo resto da vida ao meu lado, virando tudo de cabeça para baixo ou não, e sabe disso. Mas, se está tão infeliz e acha tanto que deve ir embora, eu não vou mais te prender aqui comigo. Se ao lado dela sente que vai ser mais feliz, garanto que não precisa se preocupar e eu daqui vou continuar fazendo por você tudo que quiser e precisar. Entende o que digo?
Harriet engoliu em seco e balançou a cabeça em afirmação. Antes que pudesse dizer mais qualquer coisa, o celular de Louis voltou a tocar e ele a tirou com cuidado de cima de si, ordenando que fosse tomar banho porque ele precisava resolver coisas urgentes do trabalho.
E a deixou para trás, como se não tivesse acabado de dizer que ela agora estava livre para ir, se assim quisesse
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Já fazia alguns dias desde a última conversa de peso que havia acontecido entre Harriet e Louis.
Harriet já tinha voltado para o colégio e sua rotina comum e tinha feito de sua missão pessoal focar tanto nos testes, que não pensaria sobre as coisas atualmente estarem estranhas entre ela e o pai. Ela tinha tentado enganar a si mesma chegando animada em casa e indo direto até seu escritório para falar sobre a prova que tinha tido, ou a nota que havia tirado e dentre outros assuntos que podiam não ser tão interessantes, mas que Louis sempre arranjava um tempinho para escutá-los. Porém, Louis era sempre um ouvinte mais que silencioso e às vezes a interrompia para dizer que precisava resolver alguns assuntos importantes, mas que eles podiam continuar “aquilo” depois.
Harriet sempre se sentia tão idiota por não aprender sua lição de uma vez por todas e ficar quieta. Estava na cara que Louis não queria conversar com ela e muito menos fingir que não havia um clima pesado entre os dois.
Naquele momento a garota estava deitada no meio da cama usando um shortinho rosa minúsculo para dormir e uma regatinha branca alguns números maiores que o que costumava usar. Ela tinha a chupeta na boca, fones grandes nos ouvidos e assistia no tablet sobre uma rotina de skin care de uma modelo predileta. Tão distraída ela estava, que nem se deu conta das batidinhas na porta, só reparando quando essa foi aberta lentamente por seu pai, que ainda usava os óculos de leitura do trabalho.
Ela no mesmo instante pausou o vídeo e tirou os fones do ouvido, permanecendo deitada indicando que ele poderia se aproximar.
— Vim conferi como você está. — Ele comentou sentando na beirada da cama e Harriet sorriu um pouquinho, mesmo sabendo que aquilo não era verdade. — Fez o trabalho de literatura que comentou mais cedo?
— Comecei. — Harriet respondeu baixinho, sentando para engatinhar na cama e alcançar a mochila do colégio jogada no chão, tirando dali uma pasta rosa e a entregou para o pai.
Harriet voltou a deitar do mesmo jeito que estava antes, brincando distraída com os dois cordões do shortinho, enquanto o pai lia atenciosamente em silêncio o seu trabalho, que estava mais para um tipo de rascunho. Ela espiou ele um pouco pelo canto do olho e não se impediu de sorrir satisfeita quando ele alcançou um marca-texto amarelo que estava jogado sobre sua mesinha de cabeceira e começou a grifar partes que ela deveria revisar e corrigir.
— Tá fazendo esse sozinha? — Ele perguntou de repente e Harriet piscou os olhos algumas vezes, despertando dos pensamentos.
— Não. Esse eu e a Meredith estamos fazendo juntas. — Harriet notou o momento que o pai arqueou uma sobrancelha e balançou a cabeça em afirmação, confirmando seus pensamentos. — Sim, a Meredith que empurrei. A coordenadora quer ter certeza de que estamos de bem, ou algo assim.
— E você vai se comportar? — Louis perguntou de um jeito que fez algo no estômago de Harriet se revirar no melhor dos sentidos.
— Sim, papai. — Ela respondeu baixinho e percebeu o modo que Louis pigarreou e se mexeu desconfortável onde estava sentado após sua resposta. Viu ele fechar a pasta e colocar sobre sua mesinha de cabeceira com o marca-texto tampado, se movendo para chegar um pouco mais perto de si.
— Vim aqui também pra te falar uma coisa. — Harriet piscou curiosa e logo balançou a cabeça em afirmação, incentivando ele a ir em frente. — Esses dias estive em contato com sua mãe. Falei sobre sua vontade de visitar ela, e quem sabe até morar, dependendo do que aconteça.
Harriet ficou em silêncio e engoliu em seco. Ela não imaginou que seu pai realmente fosse atrás daquilo, depois de tantas vezes ter dito que ela nunca, jamais iria para longe dele.
Depois da informação ela rapidamente sentou e ficou um pouco mais alerta, mostrando que estava prestando bem atenção em suas palavras. Ela viu Louis suspirar e tirar os óculos antes de continuar.
— Ela disse que ela, seu irmão e Pete ficariam felizes de receber você por um tempo. E caso desejasse ficar, assim seria. — Louis dizia em um tom baixo e calmo, não fazendo questão alguma de disfarçar seu desânimo em passar tal informação. — Só impôs algumas condições e dentre outras coisas, mas que sou capaz de providenciar.
Aquela última parte sem dúvidas chamou a atenção da garota e a deixou sem dúvidas curiosa.
— Condições?
— É. Ela disse que eu deveria arcar totalmente com seus estudos e dentre outras despesas como médicas ou até roupas… Auxiliar no aluguel de uma casa mais confortável onde você possa morar com eles e outras coisas do tipo.
Harriet não sabia bem porque, mas aquilo tinha a deixado um pouco desconfortável. Sua própria mãe não podia a oferecer roupas que queria ou até mesmo pagar por suas consultas ao médico ou remédios como qualquer outra mãe? Ela teve a impressão de que a mãe estava na verdade se aproveitando de seu pai, que jamais lhe negaria aquelas coisas básicas.
— E tem outra coisa. — Louis chamou sua atenção novamente. — Ela disse que eu não poderia te visitar lá, ou viajar até lá para que você pudesse me encontrar. Ela quer “evitar problemas”.
— Mas- Mas isso é ridículo. — Harriet disse em um tom indignado e Louis balançou a cabeça em afirmação.
— Eu concordo, mas é o que ela quer.
— E você estaria disposto a fazer isso? — Harriet tinha um tom irritado na voz e ela até chegou a cruzar os braços daquele jeitinho marrento já conhecido por Louis, que não evitou um sorriso. — Simplesmente não ir me ver porque Amélie quis assim.
— Harriet, precisa entender que isso aqui não é sobre o que eu ou sua mãe queremos, mas sobre uma coisa que você quer. Se for de sua vontade viver com sua mãe sabendo dessas condições, tudo bem, eu irei aceitar.
— Por quê? — Harriet tinha um beiço e tava se segurando tolamente para não começar a chorar feito uma idiota.
— Porque quero que você seja boa e esteja feliz. E se pra ser uma boa menina e estar feliz precise morar com sua mãe em outro país sem podermos nos ver, eu vou ter que engolir meu orgulho e aceitar isso. — Louis acariciou seu rosto com o polegar e Harriet se inclinou mais em direção ao seu toque, fechando os olhos em precipitação quando ele se inclinou mais na sua direção, mas tudo que fez foi beijar carinhosamente sua testa. — Você ainda tem tempo para pensar sobre isso. Agora tá na hora de você dormir e eu tenho que terminar umas coisas…
— Não vai. — Harriet pediu com um beicinho, os olhos ainda brilhantes por estarem cheios de lágrimas. — Me coloca pra dormir.
— Não, boneca. Papai tem que trabalhar. — Louis se desvencilhou do toque dela e pegou seu tablet junto aos fones que estavam jogados ali, os colocando na gaveta da mesinha. Ele logo se voltou para a cama fazendo-a deitar confortável sobre os travesseiros fofos e a cobriu devidamente com o cobertor, ligando o abajur que tinha logo ao lado. — Durma bem.
Louis mais uma vez se inclinou para beijar sua testa, Harriet, porém, segurou docemente suas bochechas e ao invés disso juntou seus lábios em um selinho delicado. Ela tinha os olhos fechados e suspirou alegremente deslizando mais os lábios contra os dele, que permaneceram parados e ele logo segurou suas mãos para poder se afastar como se aquilo simplesmente não tivesse acontecido.
— Boa noite, Harriet. — Ele disse indo até a porta e desligando a luz no interruptor, em seguida saindo e deixando Harriet sozinha com o coração acelerado e uma vontade quase incontrolável de berrar para que ele ficasse junto dela.
A garota ficou deitada em meio ao silêncio no quarto parcialmente escuro pensando em todas as coisas que seu pai havia a dito. Agora que ele estava a dando mais liberdade para tomar esse tipo de decisão complicada e importante, mais do que nunca ela desejou ardentemente voltar pra quando ela era a garotinha boba do papai que precisava de sua total ajuda para decisões. Quer dizer, até um dia desses era exatamente isso que ainda acontecia e então do nada Louis a estava dando aquela liberdade para escolher ir morar com Amélie e Harriet no fundo sentia que ele estava fazendo aquilo de propósito, para deixá-la em um tipo de encruzilhada – ou era apenas impressão e coisas de sua cabeça.
Pelas informações que Louis tinha a passado, ela sentia que sem dúvidas sua mãe não era nada confiável e talvez estivesse a usando para que Louis indiretamente a desse um tipo de conforto que tanto almejava ter novamente. Fora que tinha um pequeno/grande detalhe: Amélie queria impedir que ela e Louis tivessem grande contato.
Harriet não era de todo boba e reconhecia que a relação entre ela e o pai tendia a ser um pouco caótica na maior parte das vezes. Eles discutiam e berravam um com o outro, ficavam por um tempo se evitando, mas rapidamente tudo aquilo passava e estavam juntinhos novamente.
Ela amava Louis com todo o seu coração e era tão apegada a ele de forma que nunca seria com qualquer outra pessoa do mundo. Ele quem cuidava tão bem dela e a tratava como uma princesa e sabia a maneira certa de fazer isso porque a conhecia melhor do que ninguém.
Harriet não acreditava que um dia sua mãe fosse capaz de amá-la do modo que Louis fazia tão facilmente. E ela acreditava muito menos que seria capaz de lidar com a distância e a saudade de seu papai, sendo dolorido imaginar que não poderiam ficar se encontrando com frequência.
Diante daquilo, ela já tinha feito sua decisão.
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O relógio de seu tablet marcava 00:15 quando Harriet estava totalmente decidida, reuniu coragem o suficiente e levantou cuidadosamente da cama e na ponta dos pés saiu do quarto, andando pelo corredor até a porta fechada do quarto de Louis.
Ali ela ouviu sons abafados que indicavam que a televisão estava ligada. Ela deu algumas batidinhas na porta, porém não teve resposta, então a abriu e encontrou seu papai adormecido na cama usando apenas a cueca branca, os óculos de leitura no rosto e ao lado o notebook ligado mostrando que havia caído no sono lendo algo.
Harriet fechou a porta evitando fazer qualquer barulho e se aproximou mais da cama, abaixando a tela do notebook com cuidado e subindo ali devagar, chegando mais pertinho do seu papai para se certificar de que ele dormia mesmo.
A garota reparou que nos últimos dias ele esteve trabalhando muito e preocupado com algumas coisas – que agora imaginava se tratar de sua decisão sobre morar ou não com a mãe – e sempre que Louis se encontrava em momentos assim, tendia a cair no sono facilmente e de tão cansado não conseguia despertar com facilidade.
Harriet não resistiu e chegou um pouquinho mais perto dele, segurando sua bochecha que já estava com a barba por fazer, e juntou seus lábios em um beijinho molhado e estalado. Ela logo em seguida se afastou e olhou bem para seu rosto, esperando que a qualquer momento ele fosse acordar, mas isso não aconteceu e ela acabou deixando uma risadinha gostosa escapar pela situação.
Foi quando que, ainda dormindo, seu papai deixou um pequeno gemido escapar e inconscientemente levou a mão até o pau bem marcado no cueca branca e que já curiosamente se encontrava levemente duro. Harriet então se aproximou um pouquinho mais da ereção dele e afastou cuidadosamente a mão dele dali, antes de começar a fazer certo esforço para conseguir abaixar sua cueca e expor a cabecinha vermelha e melada de seu pênis.
Ali, Harriet se inclinou e começou a deixar beijinhos delicados em todas as partes da cabecinha rubra, enquanto os dedos ainda trabalhavam em abaixar bem mais a sua cueca até que essa já estivesse em suas pernas, logo toda a sua virilha estava exposta.
Já fazia dias que ela e seu papai não brincavam, a última vez sendo quando tomaram aquele banho juntos e nem se podia dizer que muitas coisas interessantes aconteceram além de umas carícias. Naquele momento talvez ela não estivesse sendo uma garota comportada e boazinha, mas queria que seu papai interpretasse aquilo da melhor maneira possível.
Ele mesmo já tinha a dito várias vezes que brincar daquele jeito com ela conseguia deixá-lo mais aliviado e feliz. Tudo o que Harriet queria era deixar seu papai satisfeito e mostrar que tinha o escolhido, que queria ficar com ele e ponto, encerrar aquela história.
Harriet então segurou com cuidado a ereção grossa e pesada no punho que mal conseguia se fechar envolta do comprimento e o levou até a boca quente e aveludada, começando a mamar na cabecinha com língua se movendo contra a fenda preguiçosamente. Ela ouviu o gemido rouco e falho que Louis deixou escapar, se movendo um pouco inquieto em seu sono.
Harriet cuspiu na cabecinha e viu a saliva deslizar por toda parte, começando a mover então o punho para cima e para baixo com cuidado, lembrando-se perfeitamente de tudo que seu papai já havia a ensinado.
Antes de continuar naquela brincadeira, Harriet se posicionou de joelhos e tirou a regata sobre a cabeça e em seguida o shortinho junto a calcinha de algodão, estando completamente nua ao que se voltava para a punheta lenta.
Tomando cuidado com os dentes e querendo se dedicar em ser perfeita ao fazer aquilo, Harriet enfiou o máximo que conseguia da ereção dentro da boca, gemendo dengosa quando sentiu o canto dos lábios arderem um pouco e o pau pulsar gostoso contra sua língua. Ela sentiu o exato momento que seu papai se moveu um pouco inquieto e rapidamente se afastou, tomando cuidado para que ele não despertasse justo naquele momento.
Ela esperou um pouquinho e ficou olhando bem para ele, só se voltando para sua pequena travessura quando ele tinha parado de se mexer e respirava lentamente em um sono tranquilo. Harriet voltou a se apoiar nos joelhos, mas dessa vez as pernas estavam espaçadas. Ela cuspiu na ponta dos dedos magros em uma bagunça de saliva e os levou até a própria buceta, começando a melar ali em toda parte, a boquinha entreaberta deixando escapar pequenos ofegos conforme se tocava observando seu papai ainda dormir tranquilamente, o pau ereto é completamente babado.
Sentindo que já estava molhada o suficiente e aquele pau tanto quanto, Harriet moveu com cuidado as coxas de Louis e então passou uma das pernas sobre seu quadril, pairando sobre seu colo. Ela levou uma das mãos atrás das costas e tateou em busca do pau dele, mordendo o lábio em concentração quando o segurou pela cabecinha e guiou até sua xoxota apertada, apertando os olhos se esforçando para encaixá-la direitinho ali.
— Hum… — Harriet gemeu dolorida mordendo o próprio lábio com força, a bucetinha se contraindo com força envolta da cabecinha gorda quando essa entrou por inteiro.
Ela estava precisando ter muito cuidado para não apoiar o peso do corpo sobre Louis e então acordá-lo, mas também estava sendo tão difícil encaixar todo aquele pau dentro de si completamente sozinha, quando sempre tinha Louis para auxiliá-la de um jeito tão gostoso e capaz de fazê-la se derreter.
Levando as mãos para a própria bunda, apertando e a puxando com força para os lados, Harriet começou a deslizar cada vez mais para baixo aos pouquinhos e então subia só para se acalmar um pouquinho e continuar descendo logo em seguida. No momento que sentiu as nádegas tocarem a pélvis de Louis, os olhos dela se reviraram e a cabeça pendeu para trás com a sensação de pressão constante em seu baixo ventre por estar tão bem preenchida.
— Meu Deus. — Ela sussurrou agoniada, esfregando os dedos no próprio baixo ventre com a sensação incrível de ter Louis tão fundo.
Harriet então começou a subir e descer por toda aquela ereção, mesmo sentindo a bucetinha tão dolorida sendo a forçada a se alargar envolta dele. Ela ainda precisava de manter calma e em movimentos tranquilos, pois não queria que seu papai acordasse tão de repente.
Mas acontece que aquela buceta tão apertada e molhada estava fazendo coisas com Louis. Aquele calor apertado envelopando sua ereção sensível o fazia se mover inquieto durante o sono, gemidos inconscientes escapavam de seus lábios e aos poucos ele despertava do mundo dos sonhos.
Chegou em um ponto que Harriet não conseguiu resistir mais e um gemido um pouco mais alto escapou de seus lábios em meio a suas pequenas reboladas, de modo desesperado se lançando para frente tirando rápido os óculos de seu papai deixando-os de lado, os lábios se encontrando com os de Louis e começou a beijá-lo meio desajeitada e dengosa.
Foi só então que Louis começou a despertar, a movimentação de Harriet sobre seu corpo sendo mais constante, sentindo sensações curiosas lá em baixos.
— Harriet? — Louis ainda piscava os olhos tentando os abrir, a voz saindo tão rouca que sua fala mal conseguia ser compreensível.
— Papai, eu quero ficar com você. — Harriet disse ofegante, ainda deixando beijinhos sobre seus lábios e o queixo, sentindo as mãos dele deslizando suavemente por suas costas nuas.
— Tá bom, deita com o papai… — Louis disse ainda fora de órbita, só se dando conta de que havia algo de muito curioso quando as mãos deslizaram mais até a bunda nua de Harriet e só então se deu conta daquele calor e aperto em seu pau. — Porra, amor… o que está fazendo? — Ele gemeu fechando os olhos com força.
Então Harriet sentou corretamente sobre Louis com as costas retas e ele pôde ver os peitinhos pequenos com os mamilos marrons arrebitados, o olhar descendo um pouco mais para baixo para se dar conta de como ela estava afundada em seu pau.
A cabeça de Louis rolou para trás pela vista daquele corpinho e a sensação prazerosa intensa que o consumiu, as mãos imediatamente agarrando os quadris dela para que continuasse se movendo.
— Eu não quero ir. Eu quero ficar com você, papai. — Harriet voltou a repetir, rebolando para frente e para trás naquele pau, fazendo pequenas pausas entre as palavras para deixar beijinhos adoráveis em seu rosto sonolento e confuso, os lindos peitinhos balançando. — Eu não quero ficar com minha mãe. Ela não vai cuidar tão bem de mim como você.
— É mesmo, bebê? — Um sorriso cretino cresceu nos lábios dele, que arrumou um travesseiro sobre a cabeça para observar melhor Harriet montar feito uma boa garota em seu pau, os movimentos tentando Louis a colocar aqueles peitos na boca. — Vai ficar pra sempre comigo?
— Sim! E eu vou ser tão boazinha. — Harriet garantiu com os grandes olhos verdes de corça brilhantes pelas lágrimas. — Eu juro que vou me comportar direitinho pra você querer ficar comigo.
— Oh, Harriet, você é uma menina tão boa pra mim. — Louis grunhiu excitado com ela montando incansavelmente em seu colo, apoiando as mãos em seu peitoral para ter estabilidade e se mover mais rápido. — M-Merda, eu vou gozar. — Louis alertou ao mesmo tempo que apoiava os pés na cama, segurava a cintura dela e começava a estocar mais forte para cima, sendo uma loucura de excitante o som das peles se chocando e da cama rangendo.
— Sim, papai! — Harriet tinha um sorriso enorme no rosto e os olhos fechados, sentindo o momento que o pau de Louis pulsou forte dentro de si. — Goza… goza em mim.
— P-Porra, não… — Louis despertou um pouco daquela onda enorme de prazer e agarrou a cintura de Harriet para puxá-la e fazê-la levantar do seu pau, mas a garota no mesmo instante apertou mais forte as pernas nas laterais do seu corpo e passou a rebolar mais gostoso ali. — Harriet, amor… — Louis agoniado tentou chamar sua atenção, acertou tapinhas em sua coxa e, novamente, tentou a tirar de cima de si.
— Dentro de mim. — Ela implorou dengosa, lambendo provocativa a linha de seu maxilar marcado. — Me enche com seu leitinho, papai. — Provocou lambendo o lóbulo de sua orelha e isso foi o suficiente para quebrar Louis, que não pensou muito quando mordeu com força seu ombro magro e arrancou um gritinho da garota trêmula sobre seu corpo, que tinha a buceta sendo devidamente preenchida por todo seu gozo.
Ambos os corpos estavam quentes e suados, o de Harriet um pouco mole sobre o de Louis, o rostinho corado escondido na curva do pescoço do mais velho. Em determinado momento ela foi colocada pra deitar de costas na cama e teve as pernas abertas por seu papai, que se encaixou ali com o rosto entre elas para comer sua buceta com o rosto se esfregando ali, como se fosse sua coisa favorita em todo o mundo.
Ali Louis chupou ao ponto de ficar em evidência os sons gostosos de sucção e enfiou os dedos tentando puxar para fora todos os resquícios de sua porra branquinha, limpando tudinho, cada mínima parte esfregando bem a língua.
— Papai, para… — Só chegou um momento em que Harriet não aguentou mais ser tão estimulada na buceta sensível e empurrou a cabeça dele, fechando as pernas contra a outra com força para impedi-lo de continuar.
Louis riu um pouquinho dela, mas ainda assim não se afastou exatamente. Apoiou um dos antebraços ao lado de sua cabeça e continuou sobre seu corpinho, encaixando com cuidado a cabecinha do pau ainda semi ereto e extremamente sensível dentro de sua bucetinha fodida, os olhos presos nos dela que tinha a boquinha aberta em um gemido silencioso.
Com seu papai novamente dentro dela, a cabeça de Harriet pendeu para trás e as unhas curtas se fincaram nos quadris de Louis para que ele mantivesse parado enfiado até fundo daquele jeito. Ela estava claramente tensa sob seu corpo e só começou a relaxar mais quando Louis começou a distribuir beijos por seu pescoço, aos pouquinhos descendo cada vez mais até colocar seu peitinho na boca, o mamando preguiçoso e usando a língua quente para brincar com o biquinho e deixá-la mais relaxada embaixo de si.
Louis, mesmo que tão sensível com o orgasmo recente, balançou os quadris preguiçosamente para frente e para trás em teste, se alternando em chupar e mordiscar ambos os seus peitinhos para em seguida se voltar para sua boquinha entreaberta pelos ofegos.
Os minutos estavam se passando com os dois naquela bolha. Quando chegou no ponto de Harriet começar a mover os próprios quadris inquieta, levando os dedos para estimular o próprio grelinho implorando por atenção, foi justo no momento em que Louis também se recuperou do orgasmo e começou a ser mais urgente nas estocadas contra sua buceta.
E Harriet logo ficou sem ar porque Louis estava fazendo aquilo do jeitinho que ela precisava que ele fizesse. Por mais problemático que isso fosse, Louis quem conhecia seu corpo melhor do que ela mesma e sabia como ele precisava fazer para tirá-la do eixo e a intensidade que deveria ter quando fazia aquilo.
Louis ia fundo batendo a pélvis contra sua virilha, mas deslizava para fora devagar só para voltar fundo com força. Harriet em todas essas vezes, se possível, abria ainda mais as pernas e ficava lá, paradinha recebendo tudo ao que os segundos se passavam e ela ficava cada vez mais imersa no prazer, os gemidos chorosos escapando de sua boquinha contra a orelha dele.
Aqueles movimentos controlados e ritmados só duraram até que em uma estocada em particular ele atingiu um pontinho dentro dela, capaz de fazer suas lindas pernas estremecerem e ela lhe agarrar apertado de um jeito agoniado. A partir dali, Louis fez de sua missão continuar acertando o mesmo ponto diversas vezes na mesma posição, as estocadas rápidas e fortes fazendo o corpinho dela balançar e a cabeça atingir a cabeceira acolchoada diversas vezes.
Ela tentava abrir a boca em palavras compreensíveis, mas tudo que saía eram choramingos excitados, que eram engolidos quando Louis devorava seus lábios em um beijo bagunçado com muita saliva e língua da parte de ambos.
De tanto estimular uma vez após a outra seu ponto G em tantas estocadas fortes, só houve um momento em que ela deixou um gritinho escapar e seu corpo estremeceu por inteiro, a buceta pulsando conforme esguichava envolta do pau grosso que a preenchia.
— Boa garota, Harriet… boa garota.
— Louis grunhiu com dificuldade, ainda socando gostoso na buceta que não parava de fazer uma bagunça nele, melando toda sua pélvis com aquele líquido incolor.
Louis só parou quando o pau escorregou sem querer para fora da xotinha encharcada, mas se aproveitou para segurar na base e bater com a ereção diversas vezes em seu grelinho avermelhado e esfoladinho, rindo sacana quando ela choramingava dolorida em todas essas vezes.
— Agora papai quer que você goze, hum? — Louis sussurrou no momento que enfiou dois dedos dentro dela, começando a curvar ambos com força de acordo com os movimentos de entrar e sair que fazia. — Você disse que agora vai ser boazinha. Então eu sei que vai obedecer, não vai?
— Sim. — Harriet respondeu imediatamente, focando nos movimentos que os dedos dele faziam. — Vou ser boazinha. — Ela disse com dificuldade, inconscientemente abrindo mais as pernas e Louis sorriu.
— E se você não for mais boazinha, Harriet? E se voltar a se comportar como nos últimos dias? Papai não vai saber o que fazer com você…
— Eu não vou! — Ela chorou desesperada, sentindo o orgasmo se construir com a sensação da buceta esquentando, papai dedando ela tão gostoso. — Eu juro… você pode deixar de me amar e me mandar embora, desistir de mim, se isso acontecer.
— Shh, tudo bem, tudo bem. — Louis voltou a falar em um tom sussurrado rente a boquinha aberta dela. — Isso é perfeito, meu bem. Estou orgulhoso de você.
Então o corpo inteiro de Harriet paralisou por alguns segundos em que até segurava a respiração, e só relaxou quando se liberou em um orgasmo intenso que fez a buceta se liberar em mais alguns jatos nos dedos de Louis, os lábios abertos em um gemido silencioso, se agarrando em seu papai para mantê-lo por perto.
Harriet voltou a agarrar o pulso dele e fechar às pernas, impedindo-o de continuar, pois àquela altura já tinha começado a chorar de sensível e de tamanha sensação incrível que a preenchia.
Louis então deitou de costas no colchão, puxando-a mais para pertinho de si, em seguida cobrindo os dois com um cobertor. Harriet não demorou a virar de costas para ele, se aconchegando mais contra seu corpo para uma conchinha em que puxou seu braço para agarrar seu corpinho e mantê-la aquecida.
— Eu amo você, boneca… e você sempre vai ser minha.
Harriet, que tinha os olhos fechados, sorriu timidamente com a frase sendo sussurrada em seu ouvido, nem mesmo imaginando o quão articulado seu papai teve que ser para nos últimos dias trabalhar nela até que achasse inviável a ideia de ir morar com a mãe e pensar definitivamente que deveria ficar para sempre com ele.
Talvez… apenas talvez, ele tivesse realmente entrado em contato com a mãe de Harriet sobre a possibilidade da garota morar lá. Mas as chances das coisas que Amélie supostamente impôs para Louis serem reais conseguiam ser no mínimo duvidosas e absolutamente ninguém precisava saber disso.
Ele não estava pronto para ter Harriet longe de si. O lugar da garota, era ficar bem ao seu lado e ele sabia que nem mesmo ela estaria pronta pra ir, se realmente fosse o caso.
Pois era exatamente assim que devia ser e ponto final.
E na manhã seguinte, os dois sentados no sofá ainda usando pijamas, Harriet estava sentada preguiçosamente com as pernas sobre a de seu papai com o telefone fixo na orelha conversando com a mãe – naquela manhã, Louis foi bonzinho e a deixou faltar a aula para ficar junto dele, afinal essa estava cansada da brincadeira que tiveram noite passada.
Mesmo que Louis tivesse os olhos presos na tela da televisão, assistindo o filme que Harriet tinha escolhido, ainda se mantinha bem atento na conversa que se desenrolava logo ao seu lado.
— Sim, mãe, tenho certeza. — Harriet garantiu pela terceira vez, balançando os pés indicando que Louis deveria voltar a massagear do modo que costumava fazer. — Vou só pra visitar, mas nas férias antes da faculdade… estou bem morando aqui com papai.
Louis não se conteve e sorriu consigo mesmo, olhando na direção de Harriet para descobrir que essa também já tinha um sorrisinho meigo nos lábios.
Porque era exatamente assim que devia ser entre os dois.

















