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Aqua Utopia|海の底で記憶を紡ぐ
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@suaves-devaneios
Se a vida é uma montanha russa eu tô naquela parte do túnel subterrâneo
Antes de me ofender, antes de se afastar. Gosto de você, pra começar. Gosto de você, pra começar. Antes de entristecer, e antes de me culpar; Gosto de você, branquinha. Antes de envelhecer, antes de se lembrar. Gosto de você, agora. Quando você voltar pra casa, pequena, não há tristeza que valha a pena. Quando você voltar pra casa, pequena não há tristeza que valha a pena.
Cícero. (via introspectou)
Cara, olha pra ela. Mas olha de verdade, bem fundo, até ultrapassar a pele e a carne e o ego e chegar lá dentro, onde o coração bate e os pensamentos fervilham e os sentimentos aquecem. Agora cê tá vendo? Não é tão ruim quanto parece, né? Nem tão triste ou solitário. Tem até umas margaridas ali no canto que ela guarda pra fazer bem-me-quer-mal-me-quer, de vez em quando ela burla as regras e arranca duas pétalas de uma vez só pra dar certo no final, sabe? No fundo ela não foi feita pra sofrer. Talvez seja essa falta de aptidão pra dias ruins que tenha a deixado assim. Ela sorri com os olhos muito mais que com os lábios, é preciso prestar atenção, enquanto seu rosto permanece congelado naquela expressão de quem vive indiferente à tudo e à todos, são as duas bolas castanhas que denunciam: de fria, ela não tem nada. E nem quer ter. Olha pra ela, cara, mas olha como quem quer desvendar os segredos do mundo. Ela é um poço fundo arquitetado com incógnitas que assustam e fazem a gente querer sair correndo escalando os tijolinhos escorregadios que parecem armadilhas para os descuidados – e é. Mas quem tem coragem de ir até o final descobre que a vista compensa. É bonito lá dentro, cara, a gente até consegue entender o porquê é que ela criou essa espécie de proteção que afasta tanta gente, tem lugares que não são feitos pra qualquer um entrar, e o coração dela é um deles. Tem mais poesia ali do que em qualquer poema do Drummond, cara, coisa que seria capaz de deixar Fernando Pessoa boquiaberto, você só precisa conseguir ler o que ela aprendeu, depois de muita ferida e muita cicatriz, a emudecer. Olha pra ela, cara, mas olha de verdade, olha pro jeito como ela mexe no cabelo e nesse vicio que ela tem de estar sempre mordendo a boca, mas não olha como se essas fossem só manias bobas, tem muito mais dela em cada uma dessas atitudes do que você pode imaginar. Olha como ela fala pouco e escuta muito até que, de repente, jorra uma tempestade de palavras e depois volta a se calar. Como se você tivesse que entender tudo naquele vai e vem de excesso e escassez de palavras, e tem, é só prestar atenção, cara, porque ela sempre te diz tudo. Olha para os sinais que ela te dá, olha para o que ela esqueceu de falar, mas te disse, em segredo, enquanto te olhava de canto conversando com os seus amigos e sorria de um jeito que raramente faz, olha para as entrelinhas que ela te dá e entenda que é o jeito dela de fazer você saber o que ela já sabe. Olha pra dentro dela, cara, olha pra além dessa armadura que ela criou como uma tentativa de não voltar a se machucar, olha pra onde o sangue pulsa e as artérias vibram e as veias dilatam. Olha como ela te olha, sem carta na mesa e sem blefar, sem nenhum tipo de jogo, pelo menos dessa vez, só um fondue de chocolate com morango e um vinho francês, talvez um pouco de mpb, ela ama o Chico, coloca o vinil pra rodar e chama ela pra dançar pela sala iluminada só pelo abajur e olha bem fundo daqueles globos preenchidos com rímel e enxerga o que ela tem pra te dar, escuta naquele quase silêncio celestial os gritos que os olhos dela tem dado, e sorri, sem dizer nada, que ela vai entender que você também disse que dessa vez é de verdade. Olha pra ela, cara, que ela já tá olhando pra você.
Gabriela Freitas. (via introspectou)
Encontro-me em estado de decomposição. Jogado ao chão sujo de solidão, vestindo tristeza exalando autodestruição.
Eu estou farta de viver, estou farta dessa rotina, dessa vida que nunca muda, dessas coisas que só dão errado e nas raras vezes que aparentemente dão certo, no final, como sempre, dão errado.
Eu estou farta desses amores que não são amores, são palavras ditas ao vento apenas para ter algo em benefício próprio, um mar de mentiras que paira sobre esses amores, que por fim, me cansam.
Gostaria de ter coragem o suficiente para acabar com a minha vida, mas infelizmente essa é uma coragem que não tenho.
Bem mais que o tempo que nós perdemos, ficou pra trás também o que nos juntou.
Resposta - Skank
Se vc soubesse que só tem um dia de vida, o que faria?
Amaria menos, por que quanto maior o amor, maior o sofrimento.
Deveriam te prender por homicídio doloso, por fazer promessas e não cumpri-las e ainda sair assim, com esse sorriso na cara.
Divino Orgasmo
O amor é puto
o mundo é puto
o verso na pele é puto
os pensamentos são putos
te amar sem pensar é muito puto
a vida sem rima é deliciosamente puta
o universo se putariliza e continuamos vivos
e nós mesmos nos putarilizamos eternamente felizes
um viva a humanidade mais puta de todos os tempos!
Elisa Bartlett
releve porque a saudade me deve e a dor não é leve
Amor com Vinho