agitado pela respiração acelerada respirando o branco que se esvai coração dispara pede, implora e faz pirraça agita o corpo, esquenta o sangue
escorre pelas narinas a euforia de um corpo agoniado em achar-te.
p.

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@p-o-e-s-i-a-s
agitado pela respiração acelerada respirando o branco que se esvai coração dispara pede, implora e faz pirraça agita o corpo, esquenta o sangue
escorre pelas narinas a euforia de um corpo agoniado em achar-te.
p.
ciclos
o acordar, o sentir partir o não aguentar o sucumbir.
p.
“Não preciso do abismo Para aprender a voar”
— Edison Botelho
Boooooom Diaaaaa Lu 💙 saudades...
Bom dia, mocinha!!Saudade grande <3
Como tas?
Você segura minha mão e eu como planeta anão me perco na orbita dos seus anéis
Piano Velho
A verdade reside no drama individual. Se realmente sofro, sofro mais do que um indivíduo, ultrapasso a esfera do meu eu, junto-me à essência dos outros. A única maneira de nos encaminharmos para o universal é ocuparmo-nos exclusivamente do que nos diz respeito.
Emil Cioran
not you
na mistura das palavras procurando como te dizer, às mais difíceis formas tenho que recorrer. não precisa mais falar não há para que continuar parece cruel, mas você sabe não me diga mais frases onde não cabe.
já nos permitimos o poder da tentativa então não me peça para viver uma mentira pois não importa o que você faça, não importa qualquer que seja a palavra afinal, meu coração é inteiro dela e nada seu.
p.
“O pássaro é livre / na prisão do ar. / O espírito é livre / na prisão do corpo. / Mas livre, bem livre, / é mesmo estar morto.”
— Carlos Drummond de Andrade em Liberdade
Os corredores ecoam seu nome.
Teu cheiro está entranhado por todo canto. Memórias, lembranças, momentos… (Benditos momentos!)
Receio em tudo cair no esquecimento, e não saber mais a cor dos seus olhos
E além das milhares de sensações que me transmitia ao toque de suas mãos em minha pele. Aos seus abraços mais acolhedores e aconchegantes.
Ao seu jeito sem jeito,
e seus olhos que sorriam ao meu encontro.
Receio em não lembrar seu rosto, teu sorriso, o riso, sua voz doce e serena em meu ouvido… Receio em não lembrar mais como foi te sentir.
Eu tenho medo. (Bendito medo!) Medo das quedas, mas principalmente, o medo de saber que dessa vez, eu não serei salva. De saber que dessa vez, você não irá abraçar os meus temores. De saber que estou te perdendo. Me perdendo.
Em mim se faz tempestade. Turbulenta. Cinza. Tinta e pincel não colore os dias, muito menos a dor.
Hoje eu descobri que suas juras foram em vão. Que todo amor que você dizia sentir, está escasso. Eu só quero fingir e alimentar o amor que ainda tenho aqui.
E eu te enxerguei vindo em minha direção
Oh, não! Você desviou.
Pra onde vais, meu bem? Eu grito! Você silencia.
Por que não me respondes? Lágrimas escorrem no meu rosto.
Não se recordas de mim?
Ocorre uma ardência em meu peito. Eu fui apagada.
Eu permaneço aqui quando já deveria partir. Com a minha insistência de achar que ainda vai lembrar de mim. E em meio ao deserto, enquanto corro, lhe canto: “Ainda penso naquelas palavras que tu jogou fora Em mim cuspiu e nem sentiu E o meu erro foi acreditar em toda nossa história Me iludi e então morri a sós.”
v.c e e.c
Um poema quase feito, Charles Bukowski
É como quando alguém deve ser enforcado. Se efetivamente é pendurado, está morto e tudo se acabou. Mas se deve assistir a todos os preparativos para execução e é informado de seu indulto somente quando o laço com o nó corrediço lhe balança diante dos olhos, é provável que tenha de sofrer por isso durante toda a vida.
Franz Kafka, Carta a Meu Pai (1919)
te encontrei nas últimas notas daquela bossa, nos últimos versos do melhor poema do rapaz que rimava enquanto voltava pra casa. nas cores do fim da tarde, no último gole de café quente, na última chuva de verão. você sempre me parecia aquelas coisas bonitas da vida que vem depois de um dia tumultuado, nos fazem sorrir e logo se perdem no caos.
e então eu te perdi.
enterrado no fundo à procura de brechas, frestas ou alguma coisa dessas que me ajude a não sufocar, a não precisar tanto assim, do teu ar.
pois cá já estou a estrangular meus últimos suspiros que me ajudariam a voltar a não desabar, a não parar.
permaneço sendo mais um a sentar, pensar e falhar.
p.
Páramo.
(…) E hoje, tenho a certeza: toda liberdade é fictícia, nenhuma escolha é permitida; já então, a mão secreta, a coisa interior que nos movimenta pelos caminhos árduos e certos, foi ela que me obrigou a aceitar. O mais-fundo de mim mesmo não tem pena de mim; e o mais-fundo de meus pensamentos nem entende as minhas palavras.
Guimarães Rosa.