A mensagem de Íris piscou, revelando sr. D segurando um copo de suco de uva (e claramente não estava feliz com isso). Os tempos estavam difíceis para os deuses, para os mortais... e para os semideuses também. Dionísio só podia estar presente para tentar ajudar os filhos quando eles surgiam com questões sérias, mas às vezes, as coisas não estavam em seu alcance. — Evelyn, minha garotinha, você sabe que enlouquecer faz parte do processo, certo? É quase a nossa marca registrada. — Ele deu um gole na bebida, fazendo uma careta. — Então, parabéns, você está no caminho certo. — Ele revirou os olhos, claramente querendo encurtar a conversa, mas hesitou, um raro traço de empatia surgindo. — Olha... quanto ao Brooklyn... é, eu sei que não é fácil. A morte nunca é, blá blá blá, mas ficar remoendo não vai mudar nada. Então, faça um favor a você mesma e tente não se afogar nisso, tá? — Ele gesticulou vagamente, como se não soubesse bem o que mais dizer, mas tentou suavizar o tom. — A gente lida com isso do jeito que sabe. Loucura ou não, faz parte. Agora, vai fazer algo útil para si mesma... ou pelo menos para de me chamar pra crises existenciais. — Concluiu com um tom impaciente, mas havia uma ponta de preocupação escondida nas palavras e em seu olhar.