open up.
( @byeonight )
encontrar a armação redonda à postos (em seu rosto) acontece, geralmente, em dois momentos: quando estudando e trabalhando. o caso daquela noite é o segundo. aquele óculos tem uma história curta, mas uma história. o quanto sobreviveu aos anos é algo como um recorde. intae é só mais sucessor, tendo seu bisavó como o começo e seu pai como um desvio, já que este sempre teve a visão perfeita. intae imagina que o objeto de aparência tão frágil somente dura até então, pois as coisas antigamente costumavam serem feitas para durar - e isso não só com bens materiais. ele acredita que é possível ver também nos laços entre pessoas, ainda que a prática do conjúgio em sua maioria não fosse regado com amor. ao menos não à priori.
não é como se pudesse falar sobre, de qualquer maneira. nasceu e cresceu em um mundo onde mates é a razão e a ardência. não adianta fugir, simplesmente, e ao menos que queira para sempre angústia, juntar-se à seu mate é a solução. a não ser, claro, que este esteja morto. aí, o imã perde a força com o tempo e com a dor imensurável vem de certa forma o livre arbítrio. (todavia, há um castigo: o cheiro te acompanhará para sempre, assim lembrando que ninguém nunca será perfeito para você). intae disto sim entende e muito gostaria que isto sim não durasse como seus óculos irá.
em silêncio, ele tenta focar em um dos laudos ao mesmo tempo que divide a atenção para o caminho que segue no corredor praticamente, graças, vazio. o preto da caneta marcam x’s e é de repente que para; que ergue o olhar da prancheta e que se dedica, por aquele instante, à audição. é um som que reconhece facilmente bem como o cheiro qual seu olfato aprendeu há um tempo que o faz apressar os passos para a pequena salinha usada para descanso. estaria vazia se não fosse por boyeon. o beta não demora para fechar a porta atrás de si e largar a prancheta no pequeno sofá. — ei, ei, ei...— ele se aproxima, agachando para que pudesse afastar do rosto da garota qualquer fio do cabelo comprido que pudesse estar a se bagunçar no vômito. aquele é um dos momentos quais intae odeia ter o olfato como seu sentido mais aguçado (e por escolha própria).















