for even kings of winters and wars have hearts, have loves, have summers i’d fight for our entire kingdom –
— AUGUSTUS LOVED HIS SISTER | M.J.

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there's a room where the light won't find you || audrey&draco
@mxleficentcore
Não era do costume de Audrey andar pelos lugares desacompanhada, por ser de sua preferencia ter um amigo consigo, mas ao ir para aquele festival de Hamelin Gold, ela estava sozinha, ainda que houvesse algumas pessoas ao seu lado. De fato, ela não esperava que os Guardiões fossem deixar que os alunos experimentassem o Halloween este ano depois do acontecido, não que estivesse reclamando, era apenas estranho. Se aquela não fosse uma excelente oportunidade para escapar do castelo por alguns instantes, ela teria negado o festival que tanto adorava, por não ter cabeça e nem animo para tal. Com tantas coisas em sua cabeça nestes últimos dias, a ultima coisa que conseguia pensar em fazer era festejar. Ainda assim, quando aquele vento gélido passou pelo seu corpo ela soube que estava fora do instituto, com aquele falso sentimento de liberdade que já lhe era o suficiente.
A decoração tipica fez com que um sorriso nostálgico aparecesse no rosto da Roseflare devido a lembrança de épocas que nunca voltariam, um pequeno Asher correndo junto dela, fantasias sempre combinando enquanto eles corriam para buscar doces e causar travessuras. Por um tempo, depois do ocorrido que ela não gostava de lembrar, Audrey recusava-se a sair quando a noite caísse, porém ao conhecer Asher aquilo mudara completamente, e ela pôde voltar a ser aquela criança que sempre fora. Em suas brincadeiras, ele era o dragão que ela derrotava, quando na verdade ele fora o seu salvador, desde o inicio. Havia algumas bebidas de cores estranhas sendo servidas que acabaram chamando atenção da Roseflare devido a sua estranheza convidativa. Sua mãe pecara em muitas coisas em sua criação, que a ama tratou de concertar enquanto havia tempo, porém aquela tipica frase de não aceitar coisas de estranhos escapara de sua mente tão distraída devido as memórias. Ora, não poderia haver nada de ruim naquilo, certo? Errado. Audrey nem teve tempo de reagir contra a sonolência, pois se tivesse com certeza ela teria tentado a combater, como fazia quando criança, quando não desejava entrar no mundo de tormentos que eram seus sonhos. Ela não sentiu o chão, porém sabia que caíra.
No principio, havia trevas sob o abismo, porém a luz não veio e, ao ver-se em um lugar completamente escuro, Audrey recuou, ainda que não houvesse lugar para onde correr. Olhou inutilmente para o céu, tentando encontrar a lua ou até uma pequena estrela, mas estava um breu. Podia ouvir os batimentos de seu coração, fortes e desesperados, já não mais conseguia respirar normalmente devido ao desespero devido a aquilo que as pessoas poderiam chamar de escotofobia. Respire, Audrey, respire, uma voz comandava em sua cabeça, mas a Roseflare não conseguia compreender. Sua visão ainda não havia se acostumado com o local, talvez por que Audrey ficasse fechando os olhos a todo instante, como um desejo silencioso de que aquilo era apenas um sonho, como tantos que lhe atormentava. Mas não, aquilo era real demais, quieto demais. — Mova-se, Audrey, logo! — sussurrou, tentando se convencer a andar. Ela não quis pensar que estava sozinha, sabia que aquilo seria pior, sabia muito bem dos estágios de seu medo, primeiro vinha a paralisia, e depois... A histeria.
Quando sua visão começou a se acostumar com o escuro, Audrey olhou em volta por alguns instantes. Era uma clareira enorme, e ao longe poderiam ser vistas algumas árvores, porém estas estavam longe demais para serem alcançadas. Ela preferiu não olhar mais porém, se o tivesse feito, ao norte teria observado uma enorme barreira de espinhos. Resolvera olhar para o lado das árvores e, mais ao longe, conseguia ver o seu reino, este que era tão grande que conseguia ser visto com perfeição, ainda que longe. Um sentimento de alivio percorreu o seu corpo, tanto que Audrey suspirou tão fundo que este se tornara o único som presente em tamanha quietude. Se aquilo era um sonho ou uma realidade transportada, pelo menos ela estava perto de Stallia, perto de casa. Seu alivio não durou muito quando, mesmo ao longe, conseguiu perceber que o castelo estava tremendo. — Não... — a jovem disse, porém não alto o suficiente, de qualquer forma os seus protestos não mudariam muita coisa. Não era preciso observar muito para que Audrey entendesse o que estava acontecendo: Ele estava caindo, ruindo como uma construção antiga. Seus olhos estavam marejados com tal visão, as lágrimas recusavam-se a sair por que ela não as permitia, e nada podia fazer para ajudar aquelas vozes desesperadas que gritavam em sua cabeça. Cada vida que perdia, vidas que estavam em suas mãos, sua responsabilidade, ruindo como o castelo, esmagadas pelas torres. — Parem! — gritou para as vozes em sua cabeça, não poderia ser real. Não poderia. — Me desculpem... Por favor... — implorou, em um sussurro desesperado, carregado de culpa. Teria corrido se pudesse, mas a paralisia de sua fobia a impedia de sair do lugar. Então observava tudo ruir sem poder impedir, deixando a raiva de si mesma a dominar... Até perceber que não estava mais sozinha.
danse macabre || audrey&draco
Era algo possível de notar que Audrey adorava bailes, a saia de seu arrastava-se pelo chão enquanto a jovem passeava com graça pelo salão, observando tudo e a todos com um sorriso doce em seus lábios vermelhos, cumprimento alguns com um aceno gracioso de sua cabeça. Quem via, percebia que ela era realmente uma princesa em todos os sentidos possíveis, estava parecendo mais com sua mãe do que gostaria de dizer, apesar de ter consciência de tal fato. Conseguia ainda ouvir a voz de Aurora, dizendo-a como precisava parecer com uma dama como ela nascera para ser. Ah, se soubessem que os sorrisos e a pose da jovem Roseflare eram mais falsos do que a propaganda de Madeline sobre um chá aparentemente inofensivo. Aos poucos o seu olhar denunciava a diversão que sentia, segurava-se para não rir de seus amigos sofrendo os efeitos colaterais, ou revirar os olhos para pessoas que não gostaria tanto de ver. E mais, tudo que ela desejava naquele instante era fazer alguma coisa que a tirasse do tédio.
Ouviu a melodia que indicava que a próxima dança começaria e soube naquele instante que aquela seria a dança coletiva- que eram muito mais divertidas do que as danças a dois, onde tudo o que faziam era dar dois passos para cá e dois passos para lá, onde estava a graça nisto?. Segurou a saia do vestido um pouco acima de seus pés para posicionar-se na fileira designada as mulheres, olhando de um lado para outra a fim de ver se conseguia identificar um rosto familiar de algumas de suas amigas. Tentava lembrar dos passos corretos que aprendera em uma das suas aulas, alguns anos atrás, a fim de não errar a sequencia de pares e movimentos. Aquele era um tipo de dança comum em bailes mais simples, então seu instrutor não focara tanto em tais passos. Quando percebeu, a fileira feminina já estava completa então virou-se para ver quem era o seu par inicial. Não o reconheceu, mas ainda assim sorriu gentilmente para o mesmo.
Assim que a música começara, Audrey fez um cumprimento, dobrando um pouco os joelhos como em uma reverencia breve e esperou para que sua vez de executar os passos começasse. Olhou de relance para os pares, percebendo que, felizmente, sabia aquela dança. A próxima leva era a sua, Audrey foi para a frente e deu alguns passos ao lado de seu par, rodopiou brevemente e voltou ao seu lugar, esperando para que a próxima leva de pares começasse.