Mesmo protestando dizendo ser pesquisadora, Primrose não conseguiu fugir da tarefa dada pelo chefe de ajudar a organizar as pessoas que entravam, já eram muitas e estavam começando a perder o controle, então quanto mais funcionários estivessem lá, melhor seria. Foi o que seu chefe falou, ao menos. Pois logo assim que chegou, uma mulher com um bebê no colo agarrou em seu jaleco pedindo para deixá-la entrar ou se pelo menos poderia deixar seu filho com ela, já entregando o bebê no colo dela antes mesmo de uma resposta. O menino chorava por causa da gritaria e confusão, Primrose não teve nem tempo de acalmá-lo ou dizer algo para a moça porque logo um pacificador a colocou para fora, deixando a pesquisadora com o bebê. “Senhorita Pierce, de quem é a criança?” Perguntou seu colega de trabalho a quem ela nem mesmo conhecia, mas com seu nome estampado no jaleco, qualquer um poderia identificá-la por seu nome e como funcionária da empresa. Ela tremia, não sabia o que responder, apenas apontou para a mulher lá fora mas apertou a criança contra seu peito, quereno que ela ficasse, mas o pacificador não teve nem um pouco de piedade ao arrancar a criança do seu colo com agressividade e entregar de novo para a mãe, deixando Primrose de coração partido e braços vazios dentro do cofre. Aquilo bastou para ela. Saiu apressada da confusão da entrada do cofre até o corredor mais vazio que pôde encontrar para enfim chorar, tremer, deixar fluir tudo o que estava sentindo naquele momento. O que não sabia, porém, era que @natsokolova havia acabado de virar em sua direção. Ao olhar a mulher, ela secou rapidamente as lágrimas com as mãos trêmulas. “Me desculpe, eu não posso...” A loira balançou a cabeça totalmente envergonhada, mas sentiu a necessidade de ser sincera com ela, por algum motivo.