Sentindo a presença mal-humorada de Cíaran meros passos atrás de si, Maeve decidiu que resignação seria o melhor caminho. Ela o havia ofendido, não de forma irreparável, mas de uma forma que seu orgulho fora ferido e isso talvez fosse pior do que uma ofensa mais grave.
Ceidwads acabavam por ser guerreiros, não importando quantas poesias e contos aprendessem, e apenas poucos guerreiros não eram acometidos por orgulho. Servindo como uma espécie de representação de seus senhores e senhoras, ter um ceidwad que mostrasse medo acabava por manchar tanto a figura do senhor quanto a do ceidwad. Ela estaria se humilhando diante daqueles homens através de Cíaran.
Endireitando os ombros, erguendo a cabeça, Maeve lamentou sua própria fraqueza já que preferia mil vezes esconder-se nas cobertas do quarto que lhe fora entregue. Apesar de que ela estranhara os aposentos, mal conseguia deitar a cabeça nos travesseiros devido os perfumes. Com um pensamento mesquinho, Maeve percebeu que até mesmo a comida era diferente.
Passando pelas enormes portas duplas que foram rapidamente abertas, Maeve deparou-se com a visão do que ela esperava ser o conselho inteiro. Empalidecendo ligeiramente, Maeve percebeu que a comparação de ela seria uma gata de rua no meio de cães famintos não seria grande exagero, apesar de que Cíaran provavelmente faria melhores comparações.
╾ Senhores. ╾ inclinando a cabeça respeitosamente, Maeve sentiu um profundo alívio em perceber que sua voz não saíra trêmula ou fraca. ╾ Vossa majestade imperial. ╾ fazendo uma reverência, Maeve procurou por uma oportunidade para não ter de fitar o homem nos olhos, ela duvidava que conseguiria não gaguejar com aquela presença.











