“Excepcional era o teu amor.” 2 Samuel 1.26
Venham, queridos leitores, que cada um de nós fale por si mesmo do amor excepcional, não de Jônatas, mas de Jesus. Não vamos relatar o que nos disseram, mas coisas que provamos e vivenciamos do amor de Cristo. “Teu amor por mim, ó Jesus, foi excepcional quando eu era um estrangeiro vageando tão longe de Ti, realizando os desejos da carne e da mente. Teu amor evitou que eu cometesse o pecado que me levaria à morte, e deteve a minha autodestruição. Teu amor afastou o machado quando a Justiça disse: ‘Corte! por que isso ainda ocupa a terra?’ Teu amor me conduziu para o deserto, me desnudou lá e me fez sentir a culpa do meu pecado e o fardo da minha iniquidade. Teu amor falou comigo confortavelmente quando eu estava dolorosamente desanimado - ‘Vinde a mim e eu os aliviarei’. Ah, como Teu amor é incomparável quando, num momento, lavaste meus pecados e fizeste a minha alma poluída, que era escarlate do meu nascimento e escura como breu da sujeira das minhas transgressões, ficar mais alva que a neve e mais pura que a mais fina lã. Como elogiar o Teu amor quando sussurras ao meu ouvido, ‘Eu sou teu, e tu és meu’. Amável foi Tua voz quando dissestes: ‘O próprio Pai vos ama’. E doces momentos, mais que doces, quando declarastes a mim ‘o amor do Espírito’. Minha alma jamais esquecerá aqueles lugares de comunhão onde te revelastes para mim. Tinha Moisés sua fenda na rocha, onde viu a glória, as costas de seu Deus? Nós também, temos nossas fendas na rocha, por onde temos visto todo o esplendor da divindade na pessoa de Cristo. Davi lembrava das trilhas das cabras montanhesas, da terra do Jordão e do monte Hermon? Nós também, podemos lembrar momentos à memória querida, equivalentes a esses em bem-aventuranças. Precioso Senhor Jesus, dá-nos um gole fresco do Teu maravilhoso amor com o qual comecemos o mês. Amém!”
— C. H. Spurgeon, no livro Dia a dia com Spurgeon.













