Então eu me dei conta de que estava vivendo bem porque eu tinha você. Tinha você estupidamente estranho, mas tinha! Era um tipo de alívio lembrar que você ainda permanecia em minha vida, como amigo, conhecido, vizinho, ex namorado ou seja lá o que for. O fato de poder falar que te conhecia já me tranquilizava, me acalmava. Falar que não me importava com você e que era um tanto faz na minha vida tinha virado hábito - pois é, peguei esse hábito feio de mentir para todo mundo, mesmo achando que era verdade. Hoje então me deparei com a realidade: eu preciso de você! Meio humilhante precisar de alguém, mas também um tanto quanto real. Eu não imaginava - ou não queria imaginar -, mas no fundo eu sempre soube de que isso era verdade. Uma verdade assustadora, tenebrante e muito fora do comum. Precisar de você era o que eu menos queria, o que eu menos esperava. Mas na maioria das vezes eu acabo gostando de coisas inesperadas. Tipo essa necessidade. Ou até mesmo de você, (in)felizmente.