PASSAMOS A VIDA TODA À ESPERA, E DE REPENTE, QUANDO DAMOS POR ISSO, JÁ PASSOU
A rezar para que chegue o fim-de-semana, o final do mês. O calor e as férias de Verão. O Natal, a passagem de Ano. À espera de novas caras, novas emoções. Ou de que um dia, finalmente, se encontre O Tal.
Separando o trigo do joio, enquanto nos esquecemos de nós próprios. Enquanto nos perdemos mais um pouco. Com fins de tarde e dias de praia, cocktails e jantares, filmes e séries de televisão. Um pé de dança, enquanto dançamos sozinhos.
Um novo hobby, uma nova paixão. Um novo trabalho, uma nova casa, um novo projecto. Uma nova moda, uma nova esplanada, um novo rooftop. Um novo amigo colorido. Mas tudo nos sabe a cinzento.
Transformando cada estímulo em torpor, cada esperança em decepção. Todos queremos encontrar o arco-íris, mas não passa tudo de mais uma ilusão. Mais uma distracção.
Mas afinal, o que é que andamos aqui a fazer?
Andrew Bird, Tin Foiled














