O dia é uma surpresa. Sentir seu sol e olhar a si mesmo. Nunca somos o suficiente, Por isso um novo dia de novo. Só pra ser melhor que ontem.
Ww. In Desagrafos
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O dia é uma surpresa. Sentir seu sol e olhar a si mesmo. Nunca somos o suficiente, Por isso um novo dia de novo. Só pra ser melhor que ontem.
Ww. In Desagrafos
brigar com alguém que gostamos é horrível... e nessa brincadeira de briga de gente grande, a gente se acostuma com o que vira, sobrevive sem o outro; pois não somos nós quem obrigamos os sentimentos; se ele vai, infelizmente ele só volta sem que queira. brigar com um amigo é indescritível de ruim, é – sem metáforas adversas – pedir pra que ele ocupe nossa mente mais que antes o luto. brigar com quem amamos é perto o inferno — apesar de que não o conheça à medir —, voltar depois que o tempo abafa é pisar o céu; mas sem metáforas diria a metamorfose do amanhã; pois só há saber de quem ama quem insiste a briga inteira; parei de ir encontro ao amor e o vi — feito beija-flor – nas insatisfeitas peças minhas e os seus incômodos, afinal só incomodamos se prestamos atenção; nas indignações, na fingida saudade já que a minha mente pensa tanto que de você possuo muito; — acredito que a saudade só a mim mesmo — e mesmo que eu pense, já que briguei com quem amei, já que não sei como ainda amo; e à um passo de ter a prova se é amor mesmo, espero; pois as brigas nos revelam o que não há, e quando acabam testificam que mesmo amo. afinal, o amor está em quem brigamos e modificamos, em quem parte e nos muda inteiro; em quem faz mais falta que a de mim mesmo; o amor, meus queridos, se alimenta das brigas passageiras, e quem ama sempre espera que enfim veja; surgir mais gotas dágua afim de que ainda haja o sentimento. brigar com alguém que gostamos é horrível; se não for horrível é desaforo e não tem amor, amor, amor.
ww.
Caos, caco, rosa, flor. Dor, afagos, angustia, amor. Sopro, muita, o dobro em dor. Secos, secos, secos e sem cor. Coração partido; rumo um novo amor que o cole; tentativas. A falha e a desgraça, o amor de pessoa se feliz, um irritante maluco se estressado. Alguém que tenta agradar; mas o outro nunca se suficienta. A morte em pessoa; a dor e o amor, o amor e seu frescor; a dor e sua rigidez; Caos, choro e expressões confusas. Sou uma yakuza, um desgraçado; planta fedida e grama molhada. Placa de perigo; aviso de não entre; sou o pare, um estacionamento, sou o próprio afogamento. Mas ainda assim; eu dou risadas que não são falsas; o bom de toda melancolia viva é que os risos quando acontecidos são com graça; são reais, não são uma farsa.
Ww.
você pode descobrir em pequenas coisas que o sentido da tua vida é um conjunto de simples pistas que você mesmo deixou;
ww.
as pessoas, e até eu mesmo, pensam e eu pensava que escrever se relacionava com ser lido, conhecido, entendido e divulgado; ainda bem que conheci a fuga, o esconderijo e a necessidade de só escrever por me livrar, — não para exaltar —; e de assinatura em assinatura a gente chega a ser somente nosso, onde o que eu escrevo é também vosso, mas de certa forma sou o narrador e o eu lírico de branco; sem que hajam opiniões que me impeçam de escrever; sem que haja medo em confessar (talvez depois queimar); sem que as pessoas não se importem com nossas naturezas, e não que eu não me importe com as minhas por elas. afinal, a palavra, a literatura e a arte do vivo são pensadas para gerações alheias, na tentativa falha e astuta de sumir da geração presente;
ww.
Quanto ao amor; você acha que está sobre o controle da situação. Que é mecânica a nossa escolha; como apertar um botão de incêndio ou puxar uma alavanca... O amor não é sexo que a gente da uma esquentada e corre o risco de deitar-ses. Não. O amor é insistir até quando você acha que já está sem tentativas; não que isso seja bom ou ruim ou bom e ruim ou nem bom nem ruim... É como descascar a própria agonia e adorar o sabor que ela propicia. Veja, a gente sente um aperto meu amigo; a gente sente desejo em não ir; não chamar... mas mesmo que evitemos de insistir hoje; nós queríamos insistir. “Se humilhar” à um amor — como tanto dizes — é etapa; é virtuoso e é significante. É sair das palavras que dizes tanto que sente e estar a provar estar sentindo. Inclusive; chamar mesmo que haja silêncio; ficar mesmo que o outro não esteja; esperar mesmo que acabe o filme e ninguém apareça... é o caminho perfeito e justo pra esquecer ou não mais sentir nada por alguém que esquecido, não provou do sabor de ser amado verdadeiramente. Inclusive dizem os meus pensamentos; que um amor de verdade é preciso de tempo, mas de muito mais tempo. esfriando; esvaindo; evitando; sucumbindo; caindo e caindo em suspiros de “tudo bem eu vou indo” — e os pulmões cheios secar. — Só que aí você não avisou; não mandou mensagens; e apenas se retirou do banco e quando o amor chegou esperando ter-o nos braços, você já não estava e notou que é amando quem não te ama que se esquece. Porque deixar de insistir é como ter mentido cada eu te amo.
Ww.
Não é que me encanta isso. Me assusta. Uma espécie de girassol que segue tudo menos o sol.
Ww.
Querer em silêncio é como ser corpo desconhecendo o espírito. A mente que consiste no que é dito; sofrer entre paredes com espinhos invisíveis; e amar coisas que duvidosamente não sabemos bem se é tão digno de... Querer. Querer a imensidão do pouco; o imensurável desejo rouco; a falta daquilo que nem sequer nos temos. E como toda e qualquer liberdade: aquilo que nós sequer se temos. E se tivermos, tentarmos, jogáriamos à nossa própria desgraça os próprios sonhos ao saborear a ilustre sensação de querer... Quer? Afinal quem seriam os homens se não soubessem desejar o apreço? O afeto? O começo de qualquer laço que faça jus ao amor. Nunca saberei dizer como conseguiria estar nessa corda bamba. Afinal as confusões só existem para passar o tempo; só existem para quem perde tempo. Gosto mesmo de gostar; e quanto mais sinistro for o sentimento, mais perto da pureza estaremos.
Ww. Willians Souza