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Vivemos conectados
Já não há duvidas que cada vez mais nós somos reféns do mundo virtual, que se caracteriza como um fênomeno da nova era, a era da informação. A praticidade que os meios de comunicação trouxeram podem ser conceituados pelos pensadores:
"A este fenômeno Castells (1999) denomina “sociedade em rede”, que tem como lastro revolucionário a apropriação da Internet com seus usos e aspectos incorporados pelo sistema capitalista. A sociedade em rede também é analisada por Lévy (1999) sob o codinome de “cibercultura”, sendo, pois, este novo espaço de interações propiciado pela realidade virtual (criada a partir de uma cultura informática)."
Na cibercultura ou sociedade em rede, encontramos as novas formas de sociabilidade, que usa o meio virtual como "subtituição" dos meios de comunicação antigo. As pessoas estão cada vez mais preferindo resolver tudo pelo meio virtual ao invés do contato pessoal, tornando cada vez mais difícil o contato olho no olho, cara a cara.
um bom exemplo sobre as novas formas de sociabilidade é o Facebook, que é uma rede social de conexão entre amigos (no começo você só entrava através de um convite, não existindo mais hoje), mas que na verdade serve para muito mais: seja contatos profissionais, seja para "stalkear" um paquerinha da balada do dia anterior, seja para marketing pessoal.
Como consequência disso podemos ver pessoas que sofrem do mal de não conseguirem mais viver desconectados, sendo reféns do smartphone que atualiza sua timeline a cada segundo. A partir disso, descobrimos o projeto 100FACE:
“E se eu deletasse o meu Facebook?” Foi essa a pergunta que veio à cabeça de Felipe Teobaldo, de 25 anos, numa terça-feira tediosa qualquer. Ele rapidamente publicou o questionamento na rede social. Os comentários foram do mais entusiasta – “isso mesmo, a vida está lá fora” – ao mais pessimista – “você é louco?”. No meio de opiniões polarizadas, uma se destacou: “Saia, escreva um blog e divida com a gente o que está sentindo.”
e você, deletaria o seu, nem que fosse por 100 dias?
semFACE, comAMIGOS
"Por favor, me desculpem pelo transtorno!" foi essa a última linha do meu post de despedida no FaceBook. Eu já previa as dificuldades que estariam por vir no momento em que meu amigos fossem me enviar mensagens, taguear numa foto, mostrar um vídeo idiota, marca a balada da sexta, ... e se deparassem com meu FACEBOOKICÍDIO. E eu perderia tudo isso que eles teriam para compartilhar comigo. Hoje faz três dias que atravessei para o outro lado da vida e ainda bem que minhas previsões não estavam tão certas assim.
No domingo de manhã, primeiro dia da nova vida, pessoas indignadas, confusas, e orgulhosas de mim, mandaram sms por conta da pequena interrupção que fiz na minha linha-do-tempo-da-vida-do-face. Putz!! A curiosidade me corroía para saber o que estavam comentando no meu último post - ainda bem que já havia deletado o app do celular e não corri o risco de fraquejar. Ao longo do dia, além das ligações - bem desencorajantes digasse de passagem -, mais notificações chegaram, no entando não eram do facebook, e sim do whatsapp, do instagram e para minha enorme surpresa um email na minha caixa pessoal num santo Domingo!! Alguma coisa muito estranha estava acontecendo.
Meus amigos estavam migrando para outras mídias para entrar em contato comigo. Nunca pensei que ficaria tão feliz em receber um email - deve ser a mesma sensação de quem ainda espera receber cartas pelos Correios. Eu estava tão envolvido com a essa nova Experiência Social que não havia me dado conta do quanto afetaria a vida das outras pessoas ao meu redor. De certa formas meus amigos também estão nessa comigo. Muito bom ver que a nossa linha da vida sempre encontra um caminho pra se conectar com outras.
*Ah! Achei que facebookcídio era um neologismo meu, na verdade um monte de gente já está praticando isso e usando essa palavra. Vale a pena dar uma googada no termo ;)
Segundo dia
Texto aqui.
A Dieta Digital
Minhas impressões sobre o primeiro dia sem Facebook.