— E eu tenho culpa? A dona viu esse meu porte atlético e deve ter achado que eu queria ser lutador ou algo assim, sei lá — disse ele rindo, enquanto girava uma espada com habilidade, mas sem a mínima noção de segurança. Maurício tinha acabado no Dragon Fire Warrior Institute depois de vagar pelo Reino dos Perdidos. Puxou conversa com uma moça que, provavelmente, era a recepcionista, e quando se deu conta, já estava dentro de algo que parecia uma sala de treinamento. O lugar era maneiríssimo, parecia ter saído direto de um filme do Bruce Lee, com armaduras e armas que ele mal sabia nomear. Curioso e inquieto como sempre, foi investigar de perto o suporte de armas. Um movimento descuidado e...CLANG! Todas as espadas e equipamentos que ele nem reconhecia desabaram no no chão com um estrondo. O barulho foi tão alto que ecoou pelas paredes e, certamente, tinha sido o que atraiu a presença daquele homem. Maurício não sabia o nome dele, mas tinha porte de chefe e devia ser o responsável pelo lugar.