3ª Temporada - 13º Cap. - De volta á Floripa (parte 2)
[Narração Daniel]
Ao acabarmos de almoçar, Mari havia nos mandando uma mensagem que já havia chegado no hotel, junto de Taus. Saimos do restaurante, e fomos ao encontro deles.
- Desculpa o atraso, meninos. Tivemos um imprevisto. - Mari se desculpava cumprimentando-nos.
- Sem problemas! - Anderson respondeu enquanto ajudava com as malas.
Deixamos que todos fossem em nossa frente, e segurei a mão de Elidio.
- Hoje será complicado de irmos á praia. Promete não ficar magoado? - pedi fazendo manha enquanto deslizava minha mão pelo seu queixo.
- Não ficarei, DanDan. - Lico sorriu de lado á lado. - O que você acha de darmos uma escapadinha e comprarmos algodão doce? - ele finalizara pedindo.
- Lico, você sabe que não é fácil de achar isso. Mas sorvete a gente pode pensar no caso. - respondi olhando em seus olhos e sorrindo de lado.
- Ei meninos, não vão subir? - Tauszig voltara para perguntar-nos.
- Nós iremos tomar sorvete, e já voltamos. Depois a gente explica. - Elidio disse firme, tentando disfarçar para não haver motivos de desconfiança. Tauszig assinalou com um "ok", e subiu para o hotel novamente.
- Você já sabe quem vai nos dar sermão. - falei com Elidio, fitando o chão.
- Esquece o Andy um pouquinho... - Lico dissera dócilmente. - Lembra que hoje á noite você terá mais um "teste", então vamos aproveitar um ao outro. - ele finalizara abraçando-me de lado.
- Meu celular, espere, Lico... - interrompi tirando o mesmo do bolso. - O que houve, Anderson? - perguntei ao atender.
- Daniel, eu espero que estejam aqui em uma hora. Eu dou UMA HORA para vocês voltarem! - Anderson esbravejava.
- Nossa, Anderson... Só vamos tomar sorvete. Você fala como se estivéssemos indo provocar a Terceira Guerra Mundial. - respondi ironicamente.
- Isso, zombe. Ironize. Mas vocês não estejam aqui ás 16:30, e conto tudo á Mariana e Taus. Do meu jeito. - ele ameaçara, e então encerrou a ligação.
- Anderson morre de ciúmes. Não tem outra justificativa pra isso, Daniel. - Elidio respondeu irritado apontando para meu celular.
- Não vamos estragar a tarde que nem começou, Lico. Por favor! - implorei, fazendo uma cara de quem estava implorando.
- Posso ir de cavalinho? - Elidio perguntou animado batendo palmas. Ri daquela cena, e acenei que sim. Elidio subiu em minhas costas, e as pessoas olhavam aquilo rindo e até mesmo, fotografando.
- A sorveteria ali, Lico. Vamos entrar como pessoas normais. - disse, e então dei um leve tapa na bunda de Elidio sinalizando que era pra ele descer.
- Você deve ser o único namorado que mima tanto a namorad.. - Elidio dizia, até parar pra pensar. - Namorado, né. - ele riu sem graça.
Revirei meus olhos e sorri de lado e entramos no estabelecimento. Dei uma nota de R$50 ao vendedor e disse: "para pagar o que ele pedir". O vendedor arregalou os olhos e pediu para o Elidio fazer o pedido.
- Quero desse, desse e aquele ali. - Elidio dizia apontando para o vidro, até que vi uma vasilha totalmente preenchida de sorvete.
- Sente aqui, Lico. - falei puxando uma cadeira para que se sentasse. - Você terá uma trabalhão para tomar isso tudo. - finalizei arregalando os olhos.
- Você me mima, e é nisso que dá. - Elidio falava olhando para o sorvete, até com os olhos brilhando.
- Você já sabe de todas as coisas que prometi á você, querido. - disse firme. - Sou o único cara que sairia ás 3:30 em busca de sorvete pra você. Me valorize. - finalizei rindo.
- Ás 3:30? Passarei a colocar um despertador para eu pedir isso á você todos os dias. - Lico disse com a boca tomada por sorvete e calda de chocolate.
- Coma igual gente. Por favor, meu amor. - tentei falar em meio á risadas. Peguei um guardanapo e guiei-o até a boca de Elidio para limpar.
- Moço, por favor uma casquinh... ELIDIO! - uma voz feminina falava atrás da gente.
- É uma fã né, DanDan? Fudeu. - Lico disse mostrando preocupação.
- Por favor Elidio, tire uma foto comigo. - a menina pedia já em prantos, e eu estático só olhava aquela cena sem saber o que dizer.
- Não chore, é claro que tiro. - Elidio concordara, e ao me reconhecer, a garota pediu que eu tirasse também. Combinamos que cada um iria bater uma foto. Quando fui tirar a foto da garota com Lico, sinalizei com os olhos para que ele escondesse a aliança, e ele então pôs sua mão no bolso. Ao chegar minha vez, fiz o mesmo.
- Amo vocês. Obrigada. - a garota agradeceu, e apesar da tremedeira conseguira guardar o celular no bolso e se retirou do estabelecimento.
- Lico, acabe o sorvete lá no hotel. 16:10 já. - pedi apressando-o.
Lico revirou os olhos, porém, aceitou minha proposta. Seu rosto estava todo lambuzado, assim como suas mãos, e fui o caminho todo rindo daquela cena.
- Vamos contar á Mari e Taus sobre a gente, Dani? - Elidio pedia ao subirmos para nosso quarto no hotel.
- Você acha que devemos fazer isso já, Lico? - perguntei com a voz falha. - Lembrando que: o que você quiser que seja feito, será. - finalizei abraçando-o pela cintura, fortemente.
- Acho que devemos contar. O modo como você reagiu ontem á noite me deixou bastante triste. Não por ser sua culpa, mas por não poder ter dito á mais ninguém. - Elidio prosseguia.
- Foi culpa minha, né, Lico? - respondi com a voz ainda falhada.
- Você não tem culpa. De nada. Por isso devemos deixar que nossos amigos saibam. - Lico finalizou.
Engoli á seco, e entramos para nosso quarto.
- Precisamos falar com vocês todos. Onde está Mariana? - Lico dizia olhando para todos os cantos do quarto.
- Está tomando banho, é algo grave? - Tauszig questionou.
- Não... É algo maravilhoso. - Elidio disse sorrindo de canto a canto, e pousou seus olhos nos meus.
- Sim, e é algo que tinhamos que ter contado há muito tempo atrás. - retribui o sorriso, e disse animado.
- Ah, já imagino o que seja. Sente-se, Gio. Mais um capítulo da novela para vermos. - Anderson disse, e puxou Giovana para sentar-se na cama.
- Elidio, antes de contar... Lave sua boca, e mãos. Parece que vomitaram em você. - Giovana comentou em meio á risadas.
Segurei para não rir de Elidio, e Mariana saiu do banho, e enquanto secava seu cabelo com uma toalha pediu que contássemos.
- Eu ou você, Lili? - perguntei nervoso.
- Você. Você fala mais bonito. - Elidio disse enquanto suas bochechas se avermelhavam.
Sorri envergonhado, e sentei-me na beirada da cama enquanto todos olhavam para nós. Elidio sentou-se no "meio" de minhas pernas, e preparei-me para começar.
- Então, gente... Há 2 anos... - eu tentava achar uma maneira de começar a contar a tal notícia. - Eu e Camila nos separamos, fiquei muito deprimido. E enfim, Elidio acolheu-me, e passamos mais tempo juntos. Tempo que nos mostrou por quem sempre fomos apaixonados todos esses anos. - soltei de uma vez.
- Descobri que sempre fui apaixonado pelo DanDan. - Elidio disse e agarrou-se mais á mim. - E pra minha sorte, ele também é por mim. E estamos namorando desde então.
- Ah meninos, piada tem hora! - Mari levantou-se rindo. - Falem sério, e não fiquem brincando com esse tipo de coisa. - ela finalizara.
- Lico, vamos mostrar á ela. - respondi esticando minha mão, e Elidio então também esticou.
- Vocês já tem aliança! Que coisa gay! - Taus brincou. - Agora falando sério, vocês podiam ter me contado antes. Está escancarado que algo havia mudado em vocês. E agora vejo, que é isso. Estão felizes.
- Então é coisa séria... - Mari comentou boquiaberta. - Meninos, parabéns! Que lindos! - ela prosseguia quase que emocionada.
- Ah meu Deus, ninguém morreu. Não chorem! - Giovana comentava.
- Eles já são super grudados, vocês ainda começam a chorar. Vão ficar mais gays ainda. - Andy brincou.
- Mas então... Vocês já...? - Mariana perguntou tentando não rir.
- Gente, não vamos falar disso. Lili tem vergonha. - falei abraçando Elidio contra meu corpo, fazendo-o se "esconder".
- E o Anderson não sentiu ciúmes disso tudo, não? - Mariana perguntou fitando Anderson, ainda rindo.
- Eu... Vou... Ali... - Giovana disse séria, se afastando para a varanda do nosso quarto.
- Não comente disso envolvendo eu e Andy. Por favor, Mari. - cochichei no ouvido de Mariana.
[Narração Anderson]
Assim que Gio se afastou, dirigindo-se á varanda, segui-a e abracei-a por trás.
- Até quando isso vai te incomodar? - perguntei calmo.
- Não me incomoda. Em nada. - Gio tentava mudar o curso do assunto.
- Ah, Gio... Eu sinceramente não sei mais o que fazer. - respondi escorando minha cabeça em seu ombro.
- Não estou brava, Anderson. - Giovana virou-se de frente, ergueu meu queixo e fitou meus olhos. - Eu só quero seu amor todo pra mim, e ainda dói lembrar do... passado. - ela se explicava.
- Ele é todo seu. Me dá um beijo e esqueça do Daniel. - pedi sem tirar meus olhos dos seus. Gio sorriu e então, o fez.
- Você não tem muito do que reclamar no quesito "ciúmes". Nem deixar que eu jogasse vôlei deixou. - Gio falava entristecida.
- Contanto que eu vá, e você jogue apenas com garotas. - respondi de imediato. Gio só revirou os olhos e voltamos para o quarto.
- Pediu para que voltássemos cedo porque, Anderson? O Improvável é ás 18:00. - Daniel questionava.
- Porque sua mulher sempre atrasa. Quando não é a si mesma, é á você. - respondi com o olhar fixo em Elidio que terminara de tomar seu sorvete e se lambuzara novamente.
- Você tem mania de culpar o Elidio por tudo. Você também não é perfeito. - Daniel retrucou mostrando língua.
- Quando foi que vocês ficaram tão maduros e eu não percebi? - Tauszig perguntava ironizando.
[Narração Elidio]
- Dani, vamos tomar banho. Para não nos atrasarmos. - propus enquanto colocava a vasilha de sorvete vazia em uma mesinha.
- Então corre, se não vou te pegar. - Daniel cochichou em meu ouvido. Larguei na frente de Daniel e corri para que não pudesse me alcançar, e ainda sim, Daniel me alcançou e pegou-me no colo.
- Eu sempre consigo. Maravilhoso. - Daniel sorriu ao pegar-me em seu colo, e então beijou-me mesmo eu estando lambuzado de sorvete.
- Eles sempre são assim? - escutei Mari questionar.
- Não. Tem vez que é pior. - Anderson respondeu.
Tomamos banho juntos, e então vestimos nossa roupa, e todos já estavam arrumados. 17:00 e tinhamos que sair para o teatro. Combinamos de encontrarmos com Andrei lá, então ao chegarmos no mesmo, ensaiamos e ajeitamos os últimos detalhes até que ele se iniciou.
- E o primeiro jogo da noite é o "Cenas Improváveis". Todos jogam. - Andrei dizia, e explicara como o jogo funcionava. - "Piores jeitos de se terminar um namoro".
Daniel tomou á frente, chamou Mariana e Anderson.
- Amor, preciso terminar com você. - Daniel dizia á Mariana. - É que eu prefiro o Anderson. - ele finalizou. O teatro todo junto da gente caiu na risada.
Elu então, chamei Daniel para frente, fiquei atrás e simulei um chute.
- É, depois de tanto eu tomar na bunda, agora foi você. - finalizei a piada.
- Ok, próxima sugestão para mantermos o nível. - Andrei comentou segurando-se para não rir. - "O que não dizer na hora do seu casamento".
Anderson puxou Mari para frente, e chamou Daniel.
- Desculpa amor, é que eu prefiro o Daniel. - Anderson disse á Mari. Mais uma vez, todos nós rimos.
Chamei Daniel para frente, e fingi que estávamos casando.
- Antes que você faça eu tomar na bunda na lua-de-mel, eu farei primeiro. - prossegui e simulei um chute na bunda.
- Ok, chega. Próximo. - Andrei tentava dizer em meio á crise de risadas.
[Narração Daniel]
Acabados o Cenas e o espetáculo, preparamos para a sessão de fotos. Então, a mesma iniciou-se.
- Elidio! - uma garota gritava ao entrar. - Eu te amo! - ela dizia histérica. Ela então entregara 3 canecos de chopp, um do Corinthians para Elidio, um personalizado com nosso logo, e um dos Beatles para Anderson.
Agradecemos, então ela saira. Alguns minutos depois, a sessão se encerrara e combinamos de irmos á um churrasco ali perto, para "jantarmos".
- Achei o Cenas Improváveis super vida real hoje. - comentei.
- Eu não entendi algumas coisas, mas confesso que suspeito. - Andrei comentou.
Seguimos para a churrascaria, e contamos á Andrei também. Outro que, ainda bem, super nos apoiou. Saimos da churrascaria por volta das 01:30, despedimos de todos pois iriamos caminhar na praia.
- Não está muito tarde, DanDan? - Elidio agarrou-se á minha cintura enquanto iamos pra praia.
- Desde quando você tem medo? - perguntei rindo sem graça. - Esqueceu que seu super Daniel não deixa que nada lhe aconteça? - finalizei selando minha boca em sua testa.
- Impossivel esquecer. Você me prova isso todo santo dia. - Elidio sorriu e abraçou-me ainda mais forte.
- Estou preocupado de você não estar agasalhado. Se você adoecer... - disse abraçando Elidio forte, na tentativa de aquecê-lo.
- Eu não vou. As lembranças do que nos acontecera aqui antes ficam em minha mente o tempo todo. - Elidio comentava.
- Se lembra de quando quis voltar pra São Paulo? E me deixar aqui? - perguntei fitando seus olhos.
- Lembra quando provou que me ama? A melhor coisa que já fizeram por mim. - Elidio lembrara sorrindo.
- Lembro de tudo que envolva você. - comentei. Peguei Elidio em meu colo, e andei o resto do caminho selando sua boca.
- Quando vai parar com essa mania? Já lhe disse que sinto cócegas! - Lico dizia se encolhendo todo.
- Se quer continuar comigo, terá que aturar que eu te carregue sempre. - brinquei.
Chegamos na praia, então deitei-me na areia, e Elidio deitou-se em meu colo.
- Não durma. Não iremos ficar muito tempo aqui. - pedi enquanto passava minhas mãos pelo cabelo de Elidio.
- Eu... não... - Elidio tentou dizer, até que adormeceu em meu colo. Revirei os olhos, e abracei-o forte, tentando não deixá-lo adoecer. Enchi sua testa de selinhos, e então fiquei ali abraçado com Elidio, apenas observando-o dormir. A imagem mais linda que existe, e a sensação mais gostosa que há.














