Nincs még egy város, ahol a múlt és a jelen ilyen tökéletes ritmusban élne együtt.
Ahol a macskaköves, meredek utcákon megfér egymás mellett a patinás 28-as villamos, a jövő-menő tuk-tukok és a száradó ruhák illata a tipikus csempés falak tövében. A háttérben büszkén magasodó Sé de Lisboa pedig már a XII. század óta emlékeztet minket, hogy ezek az utcák évszázadok óta mesélnek a föniciaiakról, keltákról, mórokról, spanyolokról, angolokról - és persze a portugálokról. Ebben az utcában szinte minden épület suttog nekünk valami izgalmasat - és ezekből a történetekből egyre többet tudok. Találkozik itt a hősiesség, a horror, az irodalom. Élénk a fantáziám, úgyhogy bármelyik korba oda tudom képzelni magam, és talán meg sem lepne, ha egy utcasarkon I. Afonso király, Luís Camões Szent Antal, Vasco da Gama, Magellán vagy Fernando Pessoa toppanna elém. (Camões-sal egyébként személyes elszámolnivalóm is lenne. Nem csak azért, mert vagy 300 méterre van utolsó lakóhelye az otthonunktól, de úgy megcsavarta a portugál nyelvet, hogy semmilyen latin nyelv ismerete nem segít az elsajátításában.)
Egyszerűen képtelenség megunni ezt a lüktetést. ❤️
✧ . entrevista com vampiro (interview with the vampire) | loustat
✎ one shot : ⚠️🔞 soft-smut (nsfw)
𖥔 capa feita por mim & escrito por diversão ♡( ◡‿◡ )
✧ . em caso de inspiração, credite
★ agora também postado no spirit
𖦹🎈 NOTES: inspirado nesse post aqui
Os ecos de uma multidão enlouquecida ressoavam num coro quase perfeito, ricocheteando pelas arquibancadas do estádio. As luzes fortes e intensas do palco eram cegantes. A névoa gelada cobrindo numa espessura fina toda a superfície do palco. Seus gritos fervorosos que transmitiam antecipação, animação, desejo. Apenas um, e somente um nome. Não poderia ser diferente, estavam ali por ele. Naquele ambiente quase etéreo, irreal.
"LESTAT! LESTAT! LESTAT!" [ ... ]
Ritmado. Compassado. Feroz.
A loucura dos fãs era abafado por detrás das portas do camarim. Ainda presente, ainda enervante, mas não o suficiente para ser incômodo. Não o bastante para lhe tirar o foco. Lestat e sua rebeldia. Sempre desafiando, desprendido de senso comum, testando os limites até o limiar do aceitável. Irremediável. Garrafas meio vazias, bitucas de cigarro e corpos drenados estavam espalhados por toda parte. A vida de um rockstar marcada por cada centímetro, em todas as partes.
Seu torso perolado, estonteantemente belo, despido. Usava nada além de uma calça de couro de cintura baixa, apertada, que destacava a escultura que era sua fisionomia. O peito pressionando o corpo de seu acompanhante especial contra o espelho. Os lábios selvagens que iam e voltavam á medida que o tesão aumentava. Desajeitado. Necessitado. Molhado. Um calor que, uma vez provocado, ser nenhum seria capaz de intervir no que a carne ansiava.
O peso das eras poderiam se impor sob ambas as almas, mas aquele sempre seria o efeito que Louis teria naquele que ainda o amava e o almejava apesar de tudo. Acima de tudo. Até de si mesmo.
Louis nunca perdeu seu jeito rebelde que despertava o pior em Lestat, da melhor forma possível. Uma de suas mãos presa de forma possessiva naqueles cachos dourados, enquanto a outra lutava contra sua própria embriaguez para desabotoar e se desfazer logo das únicas peças que dificultavam a consumação daquilo que esperaram por tanto tempo. Ambas as intimidades se roçavam dolorosamente, enrijecidas além do que era considerado confortável. Mas Lestat não se demonstrava afetado, muito pelo contrário. Propositalmente tencionava sua cintura contra ele, dificultando a ação de Louis conforme mimicava o movimento de penetração. Estocando no mesmo ritmo dos gritos do lado de fora.
Não tinha pressa. Queria vivenciar aquela experiência com o máximo deleite e cuidado. Acima de tudo, queria que Louis relembrasse como era gostoso tê-lo dentro de si por inteiro.
— Suas mãos estão tremendo, mon cher... Seu coração parece que vai explodir no peito. Você quer isso tanto assim? — Provocou com seu típico tom debochado que Louis aprendeu a odiar. Duvidava que toda aquela dificuldade fosse apenas por conta do álcool. Da mesma forma que ele se reduzia ao seu estado mais primitivo na presença de seu amante eterno, sabia que era reciproco. Estava tão perto do rosto de seu amante, que o mesmo conseguia sentir todas as bebidas misturadas com sangue que ingeriu antes de começarem. Muitos cheiros. Muitas pessoas diferentes. E isso o enfurecia.
— Vai se foder... — Arfou como um animal sedento. — Tem gente aí fora que pagou pra te ver, vamos acabar logo com isso... — Queria soar como se ainda tivesse alguma grama de sanidade e lógica em seu corpo, mas até o humano mais desatento poderia ver a verdade por trás de suas palavras. Odiava ser feito como uma marionete cujo propósito era saciar os fetiches daquele egomaníaco, ao mesmo tempo que uma parte muito sombria e oculta de si era simplesmente obcecada em ser domado daquela forma suja.
— Pelo contrário, queria poder congelar esse momento no tempo. Ser alvo apenas do seu olhar. Ser cobiçado apenas por esse coração selvagem. Ser tocado apenas por essas mãos fortes. Ser vítima da sua fome. É isso que eu quero, jusqu'à la fin des temps... — Seu estoicismo tão falso quanto a repulsa de Louis. Se conheciam melhor que seus próprios reflexos. E aquelas orbes anormalmente azuis refletiam a face do único homem o qual direcionaria aquele tipo de sentimento. Cujo amor inebriava todos seus sentidos.
— Se continuar assim, vai ter que fazer seu show todo melado... — Riu levemente. Lioncourt nunca perdeu o dom para desarmá-lo com palavras. Não podia mentir que estava preocupado com o tempo passando, mas já que ele queria assim, então assim seja.
Ao invés de insistir numa batalha perdida, aproveitou que sua mão já estava ali embaixo e focou em massageá-lo. Aquela calça era tão propositalmente apertada que o formato de seu pênis estava perfeitamente moldado no tecido do couro. Apenas assim viu o loiro começar a se contorcer sob seu toque. Onde um gemido alto escapou, deixando a máscara cair e revelando o quão necessitado estava.
— Quem quer o que agora, mon cher? — Louis o provocou escolhendo o mesmo tom de deboche. Deleitou-se com como Lestat agora rebolava com a intenção de se masturbar. Apertando suas coxas e tencionando suas pernas para não desabar no chão.
"LESTAT!! LESTAT!! LESTAT!!" [ ... ]
O coro do lado de fora ia ficando mais agitado. Batidas insistentes e desesperadas eram desferidas na porta do camarim, muito provavelmente algum produtor querendo saber o que tanto Lioncourt fazia que não tinha se aprontado ainda. Contudo, como o mesmo disse, agora existiam apenas ele e Louis naquela pequena bolha de sentimentos complicados que criavam sempre que estavam juntos. Imperturbados. Incapazes de romper o vínculo.
E foi apenas quando Lestat fez o que Louis previu, e se derramou inteiro naquela posição tão lasciva, que seu olhar cintilou. Naquela expressão pós orgástica que o tornava adorável. A noite estava apenas começando...
— Venha até mim, mon amour — E as presas dele tornaram-se proeminentes. Não precisava falar duas vezes. DuLac moveu seu rosto para o lado, dando espaço para que os dentes dele pudessem fincar em sua pele oliva. Uma nova onda de prazer cruzou ambos os seres ao mesmo tempo, entrando naquela sincronia sobrenatural.
Mais uma vez, pertenciam um ao outro. Como sempre deveria ter sido...