Chapter 1: Reliving The Feelings
‘Você pode tentar, mas jamais irá esquecer.’
“Rose Malfoy Point Of View”
Me olhava mais uma vez ao espelho contente com o via, finalmente poderia usar roupas normais. Afinal qual adolescente de 16 anos gostaria de viver com saia até abaixo dos joelhos e blusas de manga comprida e com gola alta, sem falar naquela fita horrorosa que tinha ficar em meus cabelos. Chegava a ter calafrios ao pensar nisso, mas o bom é que as férias de Verão haviam chego e não tinha mais que me preocupar com isso.
– Senhorita Malfoy, sua mãe está lhe aguardando. – me virei tendo a visão de madre Teresa.
– Tudo bem madre, estou indo. – disse fechando uma das malas.
– Não demore. – assenti e assim ela saiu.
Iria levar apenas duas malas, pois não trazia muitas para o convento já que se usava sempre a “mesma” roupa e na minha casa haviam mais então não tinha com o que me preocupar. Fechei a última mala e ajeitei minha roupa olhando o quarto em geral. Com certeza eu não sentiria falta daqui.
Com as malas na mão sai do cómodo, caminhando pelos grandes e longos corredores até chegar na saída. Haviam alguns carros estacionados, talvez dos pais das alunas já que aqui apenas estudavam mulheres, as madres dizem que os únicos homens que devemos manter convivência são os nossos pais e Deus, o que é completamente ridículo. Algumas madres conversavam com os pais falando sobre o comportamento das alunas ou então sobre o pagamento do colégio, e os minha mãe não ficava atrás disso.
Assim que ela me viu abriu um sorriso sendo correspondido por mim, corri em sua direcção abraçando seu corpo com força deixando as malas de lado. Consegui ver a madre que minha mãe algum tempo atrás conversava sorrir.
– Querida estava com tantas saudades. – ela alisou meu rosto.
– Eu também mamãe. – olhei em volta. – Cadê o papai? – perguntei sentindo falta de sua presença.
– Você se esqueceu? – arqueei a sobrancelha confusa. – Rose a última vez que nos vimos eu disse que iríamos fazer um jantar para comemorar esse tempo que irá ficar com a gente. – colocou uma mão na cintura.
– Desculpe, realmente não havia me lembrado. – dei um sorriso fraco e ela assentiu logo se virando para a madre.
– Bom obrigada madre, temos que ir pois o jantar de família nos espera. – minha mãe disse e assim foi colocar as malas no carro.
– Deus que as guie. Até daqui a 2 meses menina Rose. – madre disse enquanto eu apenas acenei entrando no carro.
Me sentei no banco do passageiro enquanto observava minha mãe trocar umas últimas palavras com a madre. Ela entrou no carro e me encarou com um sorriso no rosto.
– Eu prometi que lhe devolveria nas férias... – ela vasculhou algo no bolso de sua calça. – Então aqui está. – me entregou o meu celular.
– A senhora não se esqueceu. – ri pegando o objecto da sua mão.
– Promessa é promessa. – disse e girou a chave do carro não demorando muito para sair do local.
Muitas pessoas podem achar que meus pais são malvados por me colocarem em um colégio de freiras, mas sinceramente eu os entendo. A família Bieber esconde muita coisa das pessoas que pode me deixar em risco ou a qualquer outro integrante, não sou uma Bieber e talvez nunca serei. Fui adoptada quando tinha apenas 2 anos o que para mim é totalmente normal, já que pais são quem criam. Eu entendo porque eles me afastaram de todos e também não á muito o que fazer, apenas aceitar.
Liguei o aparelho nas minhas mãos, vendo na tela de bloqueio uma foto minha e de Justin quando crianças. Ver aquela foto me trouxe uma tristeza, talvez porque aquele garotinho da foto não seja o mesmo e nunca mais vai voltar a ser. De repente uma certa duvida tomou conta do meu corpo.
– Hum mamãe? – ela me olhou por breves segundos logo voltando a atenção na estrada murmurando um “fala”. – Tia Pattie e Tio Jeremy vão vir para o jantar? – Perguntei meio receosa ainda não chegando no ponto que queria.
– Claro, por essas horas já devem ter chego. – Ela disse sorridente. Assenti.
– Hm... – Abaixei a cabeça. – E Justin? – Perguntei em forma de sussurro com um certo medo.
De repente sua cara fechou ficando com um semblante sério. Endireitou sua postura e pigarreou antes de responder.
– Talvez, Justin é um garoto ocupado, sabe disso. – Ela respondeu grossa me fazendo ficar arrependida por ter perguntado.
Não disse mais nada apenas foquei no celular em minhas mãos vasculhando algumas fotos e mensagens a quais tinha recebido de alguns amigos que deixei para trás como Stacy e Madison. Minhas melhores amigas, sentia tanta falta delas e de suas loucuras. Deixei um sorriso escapar lembrando de tudo o que já fizemos juntas. Nem notei quando chegamos em casa. Os grandes portões verde musgo se abriram dando a visão de uma grama bem cuidada com alguns arbustos com flores e árvores tapando a parte traseira da casa pintada totalmente de branco. Até a garagem havia um grande caminho de pedrinhas, fazendo um certo barulho enquanto o carro passava. Alguns seguranças rondavam a casa com semblantes sérios. Talvez tivesse uns cinco. Não vou negar, minha família sempre teve dinheiro o que não significava nada, já que eles conseguiam ser bem simples, tá bom, nem tanto assim mas eles conseguiam.
Sai do carro assim que minha mãe estacionou, deixando as malas para trás pois tinha certeza que algum segurança as pegaria depois. Esperei pela minha mãe e saímos da garagem indo em direcção á porta principal. Assim que abri a porta havia uma total bagunça. Pattie conversava com meu pai, Jeremy corria feito louco atrás das crianças, simplificando Jazzy e Jaxon, Stacy conversava com Bryden meu irmão, juntamente com Tom e Maddie.
– Filha! – Meu pai foi o primeiro a me ver.
Ele deu uma breve corridinha até meu encontro me abraçando com força. Eu sentia tanta falta daquele abraço acolhedor.
– Olha só como você cresceu. – Tio Jeremy disse se aproximando de mim, me recebendo também com um abraço.
Jazzy veio correndo em minha direcção. Ela era tão linda. Me encheu de beijos e digamos que Jaxon não ficou atrás. Vi meus amigos se aproximarem juntamente com meu irmão, bom ele também é meu amigo mas, bem vocês sabem, é estranho.
– Espero que você tenha ficado menos chata pirralha. – Bryden me deu um abraço de urso.
– Bry ser um ano mais velho que eu não te faz adulto. – Lhe mostrei a língua.
– E ai piranha? Ficou mais gostosa. – Maddie veio até mim gritando fazendo minha mãe lhe olhar feio.
– Madison olhe os modos por favor. – Maddie assentiu com um sorriso de canto.
– Você sabe que eu sou assim mesmo e você está mais gostosa sim. – Ela sussurrou em meu ouvido enquanto me abraçava. Fui obrigada a rir.
Senti Stacy se juntar a nós formando um abraço triplo. Me afastei com a desculpa que estava ficando sem ar. Tom estava me encarando com um sorriso de canto no rosto. Senti-me corar. Me aproximei dele fazendo com que ele rodeasse seus braços em minha volta de um modo confortável.
– Pensei que iria ficar só olhando. – Disse ainda o abraçando.
– Impossível baixinha. – Ele murmurou depositando um leve beijo no topo da minha cabeça.
Após um tempo toda a bagunça voltou e eu notei que ainda não tinha cumprimentado Tia Pattie que no momento se encontrava sozinha em um canto falando ao celular, ela parecia brava. Com cautela me aproximei dela e esperei ela finalizar a ligação, quando ela me notou tomou um pequeno susto rindo em seguida. A abracei e logo depois resolvi lhe perguntar o que estava me matando desde que sai daquele colégio.
– Como está meu primo? – Perguntei me referindo a Justin. Ela suspirou.
– Seguindo a medida do possível, você o conhece Justin é viciado em tudo que lhe faz mal. E também não é nada bom ter alguém querendo te matar a cada passo que der. – Ela disse com um sorriso triste e meu coração se apertou.
– Ele vem aqui hoje? – Pattie estava prestes a falar quando foi interrompida pela porta de entrada se abrindo.
E em um piscar de olhos eu senti tudo o que eu pensava que tinha esquecido voltar como uma bomba prestes a explodir.









