Capitulo 10. Novidades.
Não sei se ele sentia o mesmo que eu sentia por ele, mas, eu estava decidida que pelo menos um beijo eu tiraria daqueles lábios.
Amy’s POV
O segundo dia na praia foi praticamente o mesmo que o primeiro, até decidirmos jogar jogo da verdade. Valia apenas verdade ou consequência. Ou você escolheria dizer uma verdade, ou teria que escolher entre duas consequências.
- Eu começo. – Disse Candi. Ela girou a garrafa, - Valentina pergunta pra Siva.
- Verdade ou consequência?
- Verdade.
- É verdade que você rodou um ano na escola?
- Não! Eu era um ótimo aluno! – Siva girou a garrafa. – Max pergunta para Nathan.
- Nath, verdade ou consequência?
- Consequência.
- Beije Valentina, ou invada uma casa da vizinhança dizendo que é um assalto. – Nath engoliu seco, olhou para Valentina, para Anna. – Valentina.
A garota não poupou, quase engoliu a cabeça de Nathan. Ele puxou o rosto rapidamente, pelo jeito não gostou do beijo.
Siva teve que escolher entre beijar o chão ou Valentina, escolheu o chão o que foi hilário.
Tudo ia bem até que, San perguntou para mim:
- Verdade ou consequência?
- Consequência.
- Beije Max, ou Tom. – Engoli seco, eu não queria beijar Tom na frente de todos, vai que eu não resistisse ou sei lá!
- Max. – Tom me olhou realmente brabo.
Beijei Max, foi uma coisa crua, ambos não queríamos. Logo o jogo acabou. Alguns ficaram no andar de baixo, eu subi e Nathan também.
Anna’s POV
Esperei um pouco e subi atrás de Nathan.
- Sykes, o que está fazendo? – Perguntei entrando no quarto dos garotos.
- Dezinsetanrro! – Ele fez um som assim.
- O que? – Falei entrando no banheiro. Ele estava com uma escova de dente quase arrancando a língua de tanto esfrega-la. Ele cuspiu na pia.
- Desinfetando. – Botou água na boca e cuspiu novamente.
- Ã?
- Desinfetando, aquela coisa tem gosto de textura de pedra. Eca.
Quando percebi que ele se referia a Valentina corri para abraça-lo. Levantei minha cabeça direcionando meu olhar para ele. Estava rolando aquele clima de novo. Estávamos abraçados, ele me olhava e me possuía com seus olhos verdes. Ele foi aproximando a boca da minha, estavam quase se tocando. Eu explodia de felicidade.
- O QUE FOI AQUILO AMANDA? – Ouvimos Tom gritar.
- Eles estão ficando? – Falei, saí do quarto para ver o que estava acontecendo.
- Não que eu saiba. – Nathan me acompanhou.
Logo Gui subiu as escadas.
- Se vocês vão brigar, briguem lá fora!
Tom botou Amy no ombro e desceu escada a baixo, abriu a porta e fechou com um empurrão. Fomos nos deitar.
- Acho melhor Vocês dormirem todos no mesmo quarto, quando eles voltarem vão querer ficar juntos. Se ajeitem aí e boa noite, qualquer coisa, vou estar no quarto com Ali.
- Eu não vou dormir com homem! – Disse Siva.
- O jeito, é dormirmos de casal! – Disse Jay puxando Ali para sua cama e deitando de conchinha com ela.
Olhei para Nathan, sem opção nos deitamos juntos, às vezes é bom não ter opção.
San deitou com Siva, no início ele ficou envergonhado, mas depois acabou que ela puxou a mão dele e botou em volta da própria cintura. Valentina se deitou na cama de Max e ficou olhando pra ele que, acabou deitando na cama de Tom. Foi engraçado.
Nathan se encaixou literalmente em mim, dormimos uma ótima noite.
Tom’s POV
Atravessei a rua com Amanda em meu ombro levando-a para a praia, afinal até agora quase todos nossos bons momentos foram na praia.
- Me fala, o que foi aquilo? – Disse deixando ela no chão.
- Nada.
- Como assim nada, você escolheu Max em vez de mim! MAX!
- Qual o problema? Que eu saiba não temos nada.
Fiquei em silêncio. Botei a mão na testa. Nós realmente não tínhamos nada sério, mas ambos sabíamos que tinha sim um sentimento entre nós.
- Você não pode dizer isso.
- Thomas, nós nos beijamos uma vez! E eu te pedi pra não falar nada!
- Eu não falei nada.
- Não, só fez, ou melhor, está fazendo um escândalo! Agora todos sabem!
- Se foi só um beijo, qual é o problema de todos saberem então!
- O problema é que eu não queria!
Ela me encarou por um tempo.
- Você tem agido muito estranho ultimamente! Fica o tempo todo me olhando como se fosse meu pai. Cada vez que eu inalo ar você se preocupa! - Disse ela.
- Eu já disse que vou cuidar de você! Não quero que nada aconteça contigo!
- Tudo bem isso, mas você não desgruda isso cansa!
- Amanda, eu te amo, eu amo te olhar, te olhar não cansa. Nunca vai cansar!
- Tom não vem com esse papo!
- Agora tenho que esconder tudo, até meus sentimentos?
- Não é esconder, é a ocasião errada.
- Ah, então vai lá no Max, ele não vai “errar a ocasião” contigo né?
- Qual o problema? Eu não queria que ninguém descobrisse!
- Qual o problema se descobrissem?
- Qual o seu problema! Se nós nos beijamos UMA vez, não que dizer que sejamos casados!
- Mas também não precisava beijar meu melhor amigo!
- E se eu quisesse beijar o Max?
- Eu sei que você não queria!
- Como sabe? Quem te disse?
- Amanda, eu sei que você não queria beijar o Max por que eu disse.
Ela me olhou por um tempo e eu falei:
- Achei que rolava algo entre nós.
- Eu não achei. – Disse ela séria.
- Então por que me beijou aquele dia?
- Eu tive certeza de que rola algo entre nós. – Disse ela se pendurando em meu pescoço e me beijando. Devolvi o beijo. Paramos. Ela saiu em direção a casa sem olhar a rua. Corri atrás dela a tempo de segurar seu braço. Um carro passou em nossa frente.
- Viu porque eu te cuido? Por causa desse tipo de coisa, desligada. – Ela me beijou mais uma vez e cochichou em meu ouvido:
- Eu te amo soldado Parker.
Entramos na casa e subimos prontos para no separar, percebi que estavam todos em um quarto só, entrei no quarto dela.
- Max dormiu na minha cama. Vou ter que dormir aqui. – Falei tirando os sapatos e botando-os ao lado da porta enquanto fechava a mesma.
- Ok senhor chulé! – Falou Amy sentada na cama. – Vou por meu pijama. – Ela disse se levantando e indo ao banheiro.
Ela não havia trancado a porta, entrei no banheiro. Ela estava de sutiã e short. Beijei sua nuca fazendo-a arrepiar.
Amy’s POV
Não tranquei a porta de propósito.
Percebi que Tom havia entrado no banheiro e parei com o que eu estava fazendo. Ele beijou minha nuca. Arrepiei. Me virei de frente para ele, começamos um beijo lento. Ele me conduziu para o quarto me deitando na cama. Ele estava por cima. O beijo já estava mais rápido. Botei a mão por dentro da blusa dele arranhando suas costas de leve. Tirei sua camisa. Ele botou a mão em minhas costas procurando o fecho do sutiã que abria na frente. Como não achou desceu a mão pela minha barriga chegando ao botão do short. Tirei a mão dele de lá. Eu ainda não me sentia pronta. Consegui, não sei bem como, parar em cima dele, ele deixou minha boca e começou a beijar meu pescoço, beijou até a alça do sutiã e voltou para a boca. As mãos dele voltaram a correr minhas costas em busca do fecho do sutiã. O beijo foi ficando mais devagar até que eu me deitei ao lado dele. Viramos um de frente para o outro. Me acomodei como das últimas vezes em seu peito. Percebi agora, que ele tinha a barriga bem definida.
- É na frente. – Falei.
- Ainda vou ter que me acostumar com você dizendo coisas sem nexo.
- O fecho do sutiã, ele é na frente.
Ao falar isso, talvez com medo, passei meu braço por baixo do dele me agarrando e dando a volta em suas costas.
- Não se preocupe. Não vou tentar abrir. – Ele me tranquilizou.
Demoramos um pouco para pegar no sono. Ele delicadamente beijava minha testa, bochecha, cabeça, sempre devagar. Às vezes nos dávamos selinhos lentos e demorados.
Ele começou a cantar a música que havia dedicado pra mim no dia de nosso primeiro beijo. Agora, eu entendia melhor ela. Ele a cantou em um ritmo mais calmo. Depois disso, logo peguei no sono.














