Eu costumava fazer muita coisa simplesmente por gostar de fazer. Pra mim, não aos outros. Eu escrevia em um blog privado, mas parei. Eu fotografava mesmo q não fosse postar depois, mas parei. Eu assistia filmes, lia livros, me dedicava a novos hobbies. Parei. Muita coisa q eu sempre fiz por mim, pq me fazia bem, fui parando, e eu não sei bem quando foi q me perdi. É tanto a fazer e, ao mesmo tempo, tanto q deixa de ser feito. Não há tempo suficiente, pq não há foco e amor próprio. E a gente se perde dentro de si, se esquece e se deixa de lado. Foge de si se encaixando nos outros. O vazio permanece. Sinto falta de muita coisa, muito do q fui e deixei de ser, mas também é triste se agarrar ao sentimento nostálgico do q foi um dia e hoje não mais. Eu não sei bem o q quero pra mim, os anos passam e permanece a sensação de não pertencimento e prisão. Hoje, sinto precisar de silêncio e solidão. Estamos sempre rodeados de pessoas e informações, nos sentindo sozinhos no meio da multidão, não conseguindo apreciar a própria companhia sem alguém por perto, talvez pq nunca desenvolvemos laços positivos com nós mesmos e tememos enfrentar monstros internos. Fugimos de nós mesmos lidando com problemas alheios, enquanto os nossos ficam para escanteio. Cansei de fugir de mim, cansei de me deixar de lado, cansei de tentar me esquecer me afogando em álcool barato. Sinto muito aos q caminharam comigo por tanto tempo, mas nesse momento não há o q eu possa fazer por vcs, pq eu já fiz demais por todos, menos por mim. Se eu não fizer o que quero e preciso, pra mim e por mim, ninguém fará. Ninguém nunca fez, não é agora q vai mudar. Não é culpa de ninguém além de mim, mas é isso. Eu só preciso de um tempo. Parar, cuidar, sarar.








