Mammy - (38) - Can I Stay?
Notas Inicias:
Gente, só quero avisar que esse capítulo pode ta meio bagunçado em questões ortográfias porque eu to morrendo de sono e não revisei direito. Mas foi o que deu pra trazer hoje, to muito quebrada, trabalhei o dia todo. Caralho, nunca pensei que trabalhar em uma panificadora é tão dificil. Avemaria. Mas enfim, alguém aí para fazer massagem em minhas costas? To preciso muito, sériozão; To indo dormir baby’s, bjos, mammy ama muitão vocês. Boa leitura.
Point Of View Narrador
Com toda atenção em sua volta, Kaya começou a gargalhar. Seu rosto se sucumbiu em um tom vermelho de tantas risadas que deu, junto às pessoas que estavam no local, esses que ria apenas pelo álcool, já Kaya... Ria para disfarçar.
– Oh meu Deus... Você... Você... – lágrimas de risadas caiam por seu rosto – Você deveria ter visto sua cara. – tossiu, tentando se controlar. – Foi a coisa mais hilária que eu já vi.
Christopher firmou seus punhos, respirando fundo, sentindo sua cabeça latejar e seu sangue ferver.
– Garota petulante, isso não teve graça! – quase berrou, se controlando para não ir para cima de Kaya, que ainda ria.
– Sim, teve. Pra caralho. Nossa, você quase acreditou hein! – tossiu e tentou controlar sua respiração, se aproximando do loiro e colando ambas as mãos em seus ombros e o balançando de leve – Relaxa cara, era só uma brincadeira – disse séria, mas por dentro ainda ria – Lauren é muito fiel. Ela te ama, não é? – sorriu e virou de costas, voltando ao balcão e pedindo dessa vez a garrafa toda de Absolut.
O loiro ainda estático, apenas virou de costas e saiu do bar. Foi até seu carro e entrou no mesmo, fechando a porta com força.
“Só foi uma brincadeira”, murmurou para si mesmo. “Uma brincadeira muito maldosa e estranha”.
Despertou de seu pensamento ao sentir seu celular vibrar no bolço de sua calça.
Alice:
[10:57PM] Quando você vem me ver de novo, papai?
Sua raiva momentânea passou num piscar de olhos ao ler aquela mensagem.
[10:57PM] Logo filha.
[10:58PM] Logo tipo amanhã?
[10:58PM] Amanhã não poderei pequena, estarei no trabalho.
Chris suspirou triste, a verdade é que ele poderia ir ver sua filha de 10 anos, se não tivesse uma Lauren tão desconfiada em casa.
Provavelmente iria ficar muito em cima dele, o ligando a todo o momento, iria se tornar aquelas esposas loucas que ficavam criando intrigas de ciúmes. Já estava cansado de antecipação.
[11:00PM] Mas pai, eu só vou ficar mais dois dias em Boston, logo vou embora. Você disse que iria ficar comigo a semana inteira. Toda vez que venho para essa cidade você nunca tem tempo para mim. Estou ficando cansada disso.
Chris soltou um suspiro triste, odiava decepcionar sua filha. Era a coisa mais preciosa que tinha em sua vida. Logo em seguida, vinha Lauren. Porém, ela mal imaginava que seu marido escondia um enorme segredo de si.
Um segredo, que ele odiava guardar, mas por medo de perder o grande amor de sua vida não conseguia dizer a verdade. Sua filha era fruto de um relacionamento que veio antes de Lauren, fruto do primeiro relacionamento que teve em sua vidas e que por ventura, durou mais de 6 anos.
Porém, Christopher descobriu que vinha sendo traído a mais de dois meses, então quando descobriu, logo jogou fora o anel de noivado que havia comprado um dia antes de descobrir que seu melhor amigo estava dormindo com sua até então namorada. Jurou que não iria se apaixonar tão cedo, mas o destino havia preparado outros planos para ele, uma mulher de olhos verdes entrou na sua vida e o fez mudar de ideia sobre o amor. E quando tudo estava dando certo em sua vida novamente, eis que sua ex-namorada surge na porta de sua casa, com uma barriga de quase 8 meses, chorando e dizendo que o filho era dele.
Obviamente não acreditará, mas como enxergou o desespero nos olhos daquela mulher, disse que iria ajuda-la até o bebê nascer, assim poderia fazer o teste de paternidade. Caso desse negativo, ela iria sair de sua vida junto com a criança.
Dois meses depois, nasceu Alice. Um pequeno ser de cabelos ralos, extremamente branquinha e que mais tarde desenvolveu olhos azuis. Ele só a pegou no colo com 1 mês de vida, quando teve a certeza de que a garotinha era realmente sua filha.
E no mesmo dia que leu exame que comprovava que Alice era sua filha, era o dia em que Lauren finalmente aceitou ser sua namorada.
Chris estava amando outra vez, não só uma mulher e sim duas. Uma tão pequenininha mulher e a outra na qual depois de vários encontros, alguns raríssimos beijos, finalmente aceitou á seu pedido de namoro, mesmo que ele tivesse conversado com a filha de Lauren naquela época. Essa que depois de alguns anos, veio se tornar sua esposa.
Nunca teve nada contra a pequena Camila, não a via como uma ameaça, eles se deram bem logo de cara. Chris sempre amou crianças, esperava ter uma um dia, mas não tão cedo em muito menos com a pessoa que o machucou tanto.
Mas como nem sempre as coisas acontecem como queremos, Hemsworth ganhou Alice em sua vida e uma ex-namorada um tanto desequilibrada, que às vezes o ameaçava de levar Alice para longe, mas que se acalmava ao receber uma boa quantia de dinheiro. Christopher não tinha saída, ou corria o risco de permanecer com as duas mulheres mais importantes de sua vida, ou, perdia uma delas e permanecia incompleto.
Não queria passar por isso, seria uma doe crucificar perder uma das duas. Ele preferia arriscar e viver duas vidas. Só não sabia até quando poderia viver assim.
Lauren:
[11:06PM] Chris, amor, estou preocupada, volta pra casa. Desculpa, eu não deveria ter desconfiado de você. Só por favor, volta pra casa.
O loiro sorriu ao ver a mensagem carinhosa de sua esposa, apesar de se sentir mal em esconder algo tão importante em sua vida, isso não o impedia de ser feliz com a morena. Lembrou-se da discussão que tiveram.
– Eu... Eu estava com Liam, ele estava indo comprar um carro novo e eu decidi acompanhá-lo para escolher um carro para Camila – o loiro deu a primeira resposta esfarrapada que veio em sua mente. que não era mentira, porém, aquilo não o fez ficar o dia todo fora da empresa.
Depois que ajudou o irmão mais novo a escolher um carro, ele saiu para passar o dia com sua filha. Afinal, uma vez no mês ou quando Alice tinha feriados prolongados na escola, ela vinha para Boston com sua mãe para passar um tempo com o pai. E quando não podia ir, Chris ia atrás dela em Washington, em uma de suas “viagens a trabalho”.
Não se sentia bem em mentir para sua esposa, mas não tinha o que fazer, não queria ser um pai ausente como o seu foi. Queria ser o exemplo que seu pai não foi enquanto ele era uma criança.
– E pra isso passou o dia inteiro fora, ah, conta outra Christopher! – Lauren disse tinindo de raiva, já estava furiosa por causa da briga que teve com Camila e agora mais seu marido a dando dor de cabeça. Realmente, aquele não era seu dia.
– É verdade, Liam é como um garotinho quando se trata de comprar algo novo para ele. Sabes que ele troca de carro a todo ano e demora horas pra escolher uma marca de carro, depois demora mais horas pra se decidir qual cor e pior, depois decide mudar de ideia na última hora e voltar a escolher outro carro. Então enquanto ele não se decidia, eu fiquei dando umas olhadas em alguns carros para Camila. Quer dizer, ela vai fazer 18 anos e logo estará indo pra faculdade, precisará de um. Não acha?
Por um momento Lauren ficou calada, refletindo no que foi dito e percebeu que aquilo fazia sentindo. Liam realmente trocava de carro todo ano e de acordo com Miley, era pior que mulher quando vai ao shopping.
– Depois nós ficamos conversando em um pub, tomamos algumas cervejas e perdemos a noção do tempo... – Chris murmurou em dessa vez uma mentira deslavada.
– Hm, essa parte talvez seja verdade.
– Ah, quer saber, acredite no que quiser Lauren. Nunca me intrometi em seus assuntos, então não venha se intrometer nos meus – rosnou irritado e saiu do quarto, andando rápido para que Lauren não o alcançasse.
– Volta aqui Christopher, ainda não terminamos de conversar! – a mesma falou em seu encalço.
– Não to nem aí se terminamos, não quero mais discutir. Fiquei falando sozinha aí. – nem olhou para trás, apenas pegou a chave do carro e saiu da casa. Deixando uma Lauren estática na sala.
Foi uma discussão boba em sua visão, mas que poderia ter sido pior se tivesse continuado a falar com Lauren naquele quarto.
Pensando nisso que ligou o carro e dirigiu até sua casa.
Point Of View Camila
– Chancho... Acorda... Camila! – senti alguém balançando meu corpo de leve, porém, por mais que eu tentasse abrir os olhos, eu não conseguia. – Vamos Camila, iremos nos atrasar pra escola.
Porra, não devia fazer nem duas horas que eu havia conseguido dormir. Normani e Dinah viraram a noite fodendo e quando digo fodendo, quero dizer literalmente fazendo sexo selvagem com direito a tapas e xingamentos. Essas duas pareciam duas virgens que depois que tiveram a primeira vez não conseguem parar mais. Pergunto-me se Dinah está acostumada a deixar Normani aparecer no meio da noite em sua casa e fazerem sexo até altas horas, com seus pais em casa. Porque né... Impossível não ouvir os gritos da professora de Biologia durante a madrugada.
– Dinah... Me deixa! – murmurei contran colchão, querendo me enterrar naquele conforto.
– Não Mila, vamos logo, ainda temos que passar na sua casa para você tomar banho e trocar de roupa. – bufei contra o colchão, “casa”, só de pensar nisso já me dava ansia.
– Ok, ok. Só me dê alguns minutos.
– Não! Use esses minutos para escovas os dentes e lavar sua cara. – peguei o travesseiro próximo e dei um leve gritinho contra ele, mas finalmente me virei e me levatei. – Queria ir fedorenta e sem material pra escola? – revirei os olhos.
Percebi que estava semi nua enquanto andava pelo quarto, percebi que Dinah me acompanhava com o olhar. Olhei pra baixo e entendi o por que. Meu amiguinho estava acordado também.
– Que foi? Gosta dessa fruta também? – brinquei enquanto apanhava minhas roupas no chão.
– Oh não. É que eu nunca tinha visto outra igual a mim tão de perto. Você sabe... Assim. – apontou para meu membro que ainda esta visível devido a braguilha da minha calça ainda estar aberta. – Eu sempre me senti anormal por causa disso, mas depois de conhecer Mani e ela me dizer todos os dias o quão linda eu sou, o quão perfeita eu sou que eu sinto que estou me aceitando melhor. Apesar de vocês e meus pais me dizerem o mesmo, Normani era o que faltava para eu dar adeus a todos meus. 17 anos de insegurança. Então acho que pela primeira vez não acho ruim ter um pênis.
Uau. O que uma boceta não faz, vulgo boceta da Srta Kordei. Essa com certeza tem o mel.
– É bom que não ache ruim ter uma terceira perna mesmo... – Dinah riu – Caso contrário Normani não gostaria de você. – plantei uma bomba e fui para o pequeno cubículo que era o banheiro dali.
– O quê? Você acha? – ela veio em meu encalço, pelo seu tom, sabia que ela estava quase pânico.
– Claro que não Chee, deixa se ser besta, Mani iria gostar de você de qualquer jeito, tendo boceta ou um pau enorme. Aff, tudo é enorme em você. Que inveja. – abaixei o suficiente meu short de compressão e cueca tentei mirar no vazo sanitário. – AAAAAAAAARRR v gemi alto em alívio enquanto esvaziava minha bexiga.
– Mas você não é lá tão pequena... – percebi que Dinah estava me olhando enquanto eu mijava.
– Sério que tá me vendo mijar?
– Oh, desculpe. – virou de costas.
Nossa, muito obrigada. Me sinto muito mais confortável agora.
Balancei minha cabeça e ri dessa situação, mas foquei em apenas tentar não fazer nojeira naquele vazo. Tarefa quase impossível pra quem tem ereção matinal. A primeira mijada do dia é sempre a pior.
– Não sou tão pequena mesmo, as garotas nunca reclamaram né... Mas se assustaram ás vezes, por pensarmos ser intersexual, acham que temos um pênis pequenininho. Mas quando se ajoelham pra fazer um carinho lá em baixo, os olhos só faltam saltar pra fora da cabeça de tanto que elas arregalam. É engraçado na hora, mas depois é bem prazeroso. – terminei de urinar, balancei um pouquinho meu amiguinho, puxei minha cueca, short e fechei minha calça. – Porém você é bem mais maior Dj. Quer dizer, não sei como Normani aguenta tudo isso aí. – ela me da uma escova ainda na embalagem e eu sorrio agradecendo [N.A: uma conversazinha marota sobre pênis].
Ela cora e olha pra baixo, awn.
– Foi difícil na primeira vez pra ela, pareceu que eu tava tirando a virgindade dela de novo. E olha que a única virgem naquele dia era eu. – arregalei os olhos e ela ergueu as mãos – Palavras dela e não minhas.
– Ave maria Dinah, é nessas horas que eu agradeço muito por ter nascido com um pênis. Mas falando sério... Quantos centímetros, hein, hein? – dei uma cotovelada nela de leve e passei pasta na escova.
– Ah, sei lá, não me importo muito – deu de ombros e cruzou os braços, se encostando-se à parede do banheiro. Lancei um olhar com tédio pra ela – É sério. Não quero ter aquelas conversas idiotas de menino sobre qual pau é maior.
– Não é qual é o pau maior, até porque isso é meio óbvio. Só tenho curiosidade em saber quantos centímetros você tem aí em baixo – disse com a escova na boca envoltei a escovar os dentes, esperando sua resposta.
– Bem... De acordo com Normani acho que uns 20cm. – cuspi toda minha pasta e olhei toda babada para Dinah. – Que?
– Vinte funcking centímetros? – Normani deve ser muito guerreira, não é possível.
– Sim, isso é muito grande? – lavei minha boca e sorri para frente do espelho para verificar se não tinha nada em meus dentes e como sempre, eles estavam perfeitos.
– Grande é a minha rola, isso daí é quase um poste, uma anaconda, literalmente uma terceira perna. Imagina quantos centímetros deve ficar quando ta duro. Que deus drible Normani de dor. – me benzi em sair do banheiro.
– Ela fica mesmo um pouco dolorida no dia seguinte. Falando nisso, tenho que levar um remédio que ela pediu pra eu comprar.
Certeza que é pra assadura.
– Ai que dor... – apertei minha barriga que berrou de fome – Tem café da manhã daqueles aqui né? Diz que sim, diz que sim! – falei com manha.
– Tem sim sua esfomeada, vamos, meus pais estão nos esperando. Eles queriam ter uma conversar séria comigo, não sei o que eu fiz, mas já estou com medo – nós caminhávamos pelo extenso corredor da casa.
– Deve ser bem sobre os gritos de horror da sua namorada.
– Mas eles nem sabem sobre a existência de Normani ou que agora eu estou namorando.
– Falando nela, onde ela está? – já descíamos as escadas. Já dava para sentir o cheirinho gostoso de café.
– Ela saiu cedo, sabe... Ninguém pode ver ela. – olhei para ela com as sobrancelhas meio arqueadas, estávamos paradas na sala. Já podia-se se ouvir conversas de seus pais e empregados.
– E os porteiros e os empregados daqui nunca a viram? Impossível né. Seus pais viajam, mas eu sei muito bem que eles mandam eles ficaram de olho em você. Na esperança de que você seja rebelde pelo menos uma vez na vida.
– Eles sempre a veem por aqui, já é quase um costume ela aparecer do nada. Porém, eu os mando ficarem de bico calado. Eles conhecem mais do que ninguém o jeito dos meus pais, sabem como eles fariam questão de espalhar que a filha intersexual deles está finalmente tendo uma vida normal – seu rosto se contorceu em uma careta de desaprovação – Provavelmente sentem pena de mim e mantem meu relacionamento com uma mulher claramente mais velha em segredo.
– Eles só sentem orgulho demais por você Chee, não é tão ruim assim – começamos a caminha lentamente até a cozinha.
– Eu sei, mas não gosto de como eles espalham minha condição. Odeio ser filha única. – murmurou a última parte, pois já estávamos no mesmo local que seus pais.
– Oi meninas – Gordon disse com animação. – Bom dia nenénzinha do papai – levantou-se para dar um beijo no topo da cabeça de Dinah, essa que corou por eu estar um tanto surpresa olhando a cena. – Bom dia Camila – ele me cumprimentou apenas com um sorriso e apontou para uma cadeira – Sente-se, sinta-se a vontade.
– Ah, com certeza eu estou à vontade – digo olhando hipnotizada para o “café da manhã” que estava na mesa, estava mais para almoço.
Então é assim que é café de rico? Lauren e Chris tem bastante dinheiro, porém eles não exploram tanto isso. Por isso meu café mesmo era só básico com pão com ovo, bacon e às vezes um peito peru, coisas assim. Coisa de gente preguiçosa e nada saudável.
– Bom dia pai, cadê a mamãe? – Dinah se sentou também, pegando logo uma taça de salada de fruta.
– Está no banheiro, não amanheceu bem hoje, os enjoos estão cada vez piores. – balançou a cabeça, preocupado.
– Enjoos de quê? Alguns dias atrás elas estava saltitante, parecia até que tinham drogado ela. Animada demais. Falando sério, a mamãe está ficando bipolar uma hora esta feliz da vida, outra ta chorando com novela mexicana. ELA NEM ENTENDE ESSA LÍNGUA! – exasperou – Estou ficando louca, você fica o dia inteiro fora, eu que levo esporro sozinha. Falando nisso, porque ela não está mais indo para o trabalho? – fuzilou o pai com informações e perguntas.
Eu só observava quieta enquanto enchia minha boca de torrada com nutella.
– Ah Dinah, é sobre isso que queremos conversar com você bebê... – uma voz cansada surgiu na cozinha, Milika estavam com leves olheiras e uma aparência horrível de quem não dormia direito alguns dias.
– Mãe, ta tudo bem? – Dinah perguntou alerta.
– Sim, está... Seu pai e eu apenas queremos dar uma noticia para você. Que pode ser boa ou ruim para você – sorriu pela primeira vez desde que chegou, seu pai segurou a mão da mesma como se tentasse passar coragem a ela.
– O...Kay... – Dinah estava realmente com medo.
– Eu estou grávida... – AÍ MEU DEUS – De gêmeos.
A cozinha foi tomada por um silêncio imenso, mas que logo foi quebrado quando mordi a torrada e comecei a mascar.
– YAAAAAAAAAAAAAAAAAS! OBRIGADO DEUS! – Dinah se levantou com os braços erguidos e gritando – Eu não vou ser mais a filha única! – começou a correr através da mesa, sua mãe chorava de emoção e o seu pai sorria amplamente.
E eu continuava comendo... Feliz.
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Pena que minha felicidade por Dinah e o aumento de sua pequena família durou pouco. [N.A: aqui na fic a família Hansen é bem pequena mermo].
Nós nos encontrávamos em frente a minha casa e eu estava realmente pensando na possibilidade de nem ir para escola hoje, pegar emprestado umas roupas de Dinah e ficar uns dias na casa dela. Preciso de distância de Lauren e Chris.
– Anda logo Camila, tira essa bunda fedorenta do meu carro, entra lá, toma um banho e volta pra cá. Temos só 10 minutos.
– Tu jura que eu vou conseguir tomar banho, me arrumar e volta pra cá em dez minutos? – perguntei e ela apenas sorriu amplamente e balançou a cabeça em confirmação.
Bufei e saí do carro sentindo minhas pernas tremerem. Caminhei apressadamente e tentei entrar na casa, mas estava trancada. “Merda”, xinguei e comecei a apertar a campainha repetidamente.
Até que alguns segundos depois, Taylor abriu a porta.
– Mas que caralho! – xingou logo de cara, mas logo abriu um amplo sorriso em me ver – MOZÃO! – se atracou em mim e quase caímos, me deu um beijo babado na bochecha.
– Calma aí gordinha! – brinquei e ela me deu uma tapa no ombro – Brincadeira, sabes que é gossssstosa, mas diz aí, que brilho é esse aí? Sorrissão besta, pele maravilhosa, ta fazendo o que hein? Também quero.
– Ah, tu sabe né, dizem que sexo faz muito bem, aumenta os hormônios da felicidade e tal... – parei de rir na mesma hora.
– Você e Sofia... – ela nem esperou eu terminar minha frase.
– SIIIIM, tu acha mesmo que ela ia resistir a essa gostosura aqui? Please bitch, genética Jauregui é irresistível. – senti o tempo parar.
Aquela vagabunda encostou na minha... Bebê.
– Sua filha da putaaaaaa! – voei para cima dela, mas a mesma correu.
– É BRINCADEIRA CAMILA! É BRINCADEIRA! – peguei um prato que estava na mesinha da sala e joguei na direção dela, mas ela foi mais rápida e se abaixou, fazendo o prato estilhaçar na parede. – Puta que pariu, eu já falei que é brincadeira!
– Vagabunda! – coloquei minha mão em meu peito, respirando fundo – Quase tive um ataque aqui, nunca mais brinca com uma coisa dessa. Sou cardíaca!
Antes que Taylor disse algo, Lauren apareceu na sala. Vestindo somente um roupão, ela estava com os cabelos levemente molhados, provavelmente tinha acabado de sair do banho.
– Que bagunça é essa? – ela rosnou vendo o prato quebrado ao lado de Taylor. Essa que ergueu as mãos e saiu correndo.
– Não fui eu.
Mas é uma filha de uma p... Que esteja descansado em paz.
– Onde estava, Camila? – sua voz foi firme e eu considerei responder ou fazer o mesmo que Taylor, sair dali.
– Isso importa? – eu iria sair, mas ela me segurou pelo braço, apertando forte.
– Chega Camila, para de agir como uma criança! – rosnou contra meu rosto – Me diga onde estava!
Eu sentia vontade de bater aquela cara linda... Mas olhar aqueles lábios de tão perto me deixava... Droga, eu não consigo resistir. Segurei seu rosto com as duas mãos, ela me olhou de forma assustada, segurando em meus pulsos. Aproximei-me para beijá-la.
– Amor? – Lauren me empurrou com força e eu senti meu coração quase sair pela boca, Chris nos olhava com curiosidade – Está tudo bem por aqui?
Ele se encontrava apenas com uma toalha enrolada em seu quadril... Seu peitoral estava coberto de arranhões e marcas de chupões.
– Sim, está tudo bem. Não é, Camila? – Lauren me olhava com receio, quase medo, os lábios contraídos.
– Claro, tudo ótimo! – murmurei sem me mexer. Olha-los daquela forma me quebrava, ver que Lauren ainda transava com ele mesmo depois de tudo que aconteceu entre nós duas recentemente, só me provava que Kaya estava certa.
– Vem amor, vamos nos atrasar... – ele pegou a mão dela, entrelaçando com a dele e puxando a mesma com ele.
– Ainda não terminamos... – ela disse antes de se virar e desaparecer com ele para seu quarto.
Senti vontade de chorar, mas me segurei, corri para meu quarto, pegando uma mochila e colando as primeiras roupas que eu via pela frente nela. Abri uma gaveta em minha escrivaninha e peguei meu cofre de madeira, jogando-o em minha mochila também. Verifiquei se meu celular estava no meu bolso, peguei coisas para minha higiene pessoal e dental, apanhei uma jaqueta qualquer e saí do quarto, quase dando de cara com Taylor.
– Apressada, Cabello? – ela disse risonha, mas eu não mostrei reação. – Onde vai?
Ignorei-a, peguei minhas chaves e saí de casa.
– Demorou hein, vamos chegar quase na metade do primeiro horário. – ela ligou o carro, dando partida.
– Não ligo, quero que me leve em um lugar... Depois você vai para escola.
– Mas...
– Só faça o que estou pedindo Dinah, por favor! – senti minha garganta se apertar em um choro, mas apenas encarei o horizonte, sem ter coragem de olhar para Dinah, caso contrário, eu desabaria em um choro.
– Onde? – ela falou baixinho.
– Apenas dirija.
Meia hora depois, estacionamos em frente a casa simples. Agradeci Dinah sem deixa-la dizer nenhuma palavra. Ela continuou com o carro parado, enquanto me via apertando a campainha.
Sofia abriu a porta sorridente, mas quando me viu, seu sorriso sumiu e ela ficou séria.
– Posso ficar aqui por uns dias?
















