Mammy - (40) - Consequences And Storm
â Por cĂ©us Lauren, o que vocĂȘ fez para essa mulher? â Chris murmurava horrorizado enquanto passava uma bolsa de gelo no rosto inchado de sua esposa.
Lauren choramingou ao sentir o lado esquerdo de latejando em dor, Sinuhe havia a acertado no mesmo lado do rosto. A mesma entrou sĂł veio a seu encontro para lhe dar umas bofetadas por ter âbatidoâ, em Sofia.
âEu sĂł empurrei a garota, imagina se eu tivesse batido de verdade na garota, aquela mulher iria me quebrar no meio. NĂŁo foi minha culpa sua filha ter batido a cabeça e ter abrido um corte em sua testaâ, Lauren respondeu em seu pensamento, pois estava com dor demais para abrir a boca. Mas era Ăłbvio que ela nĂŁo iria dar detalhes daquele desentendimento para seu marido.
â Ela Ă© louca... Autch... â choramingou mais uma vez, mal podia mexer seu maxilar sem sentir dor. âAquela mulher tem mĂŁo pesadaâ, pensou e riu, mas logo sentiu outra pontada de dor.
â Ah, entĂŁo uma louca e desconhecida entrou em nossa casa do nada e te encheu de tapa? â o loiro foi totalmente irĂŽnico, fazendo Lauren revirar os olhos.
NĂŁo queria brigar. Estava fartar disso.
â Ă complicado, outro dia te explico, agora quero deitar um pouco, estou com dor de cabeça... â empurrou Chris de leve que estava agachado entre suas pernas, enquanto a mesma estava sentada no sofĂĄ recebendo os tratamentos de seu marido. â Colo, por favor â fez manha e Chris sorriu, levantou-se e abriu os braços fazendo Lauren o abraçar e dar um leve pulo para ser acolhida pelos braços fortes.
Ambos seguiram para o quarto. Trocaram de roupa e seguiram para cama. Â
Horas depois Lauren acordou com seu celular tocando.
â Atende essa merda amor... â o loiro resmungou e liberou a mesma de seus braços e virou para o outro lado, tentando dormir novamente.
A morena suspirou e fez uma careta por sentir um leve dor em sua bochecha do lado esquerdo, se espreguiçou e apanhou seu celular, esse que parou de tocar antes que Lauren pudesse atender a ligação.
Lauren entrou em pĂąnico ao ver o nome de âNormaniâ piscando na tela. O celular voltar a tocar e vibrar, fazendo a mesma se assustar.
â CĂ©us... â colocou a mĂŁo no peito, suspirou fundo e atendeu. â Oi.
â Lauren? Porra, atĂ© que enfim... â notou a voz de Normani tremula â Eu preciso de ti amiga, eu acho que vou surtar... â e começou a chorar.
A morena fechou os olhos, Allyson nĂŁo demorou mesmo em dar o ultimato a sua amiga. Pensava que demoraria mais.
â Eu... Eu... NĂŁo posso... â se levantou e foi para o banheiro, nĂŁo queria que Christopher ouvisse. â Chris estĂĄ mal, estou no hospital com ele. â murmurou baixo, sentindo seu coração se apertar por ter que mentir para Normani, mais uma vez.
â Oh, o que aconteceu? â com esforço, Normani engoliu o choro, mesmo que a sua voz entregasse que choraria mais ainda.
â NĂŁo sei, ele acordou mal e vomitando... Corremos para o hospital, agora ele ta no soro.
A verdade Ă© que ela nĂŁo iria conseguir encarar Normani tĂŁo cedo e vĂȘ-la sofrer por Dinah.
â Melhoras... â tossiu um pouco e voltou a falar â Quando pode me ver? Preciso muito de seus conselhos, meu emprego estĂĄ ameaçado, vocĂȘ estava certa Lauren... Eles descobriram e agora eu tenho que terminar com Dinah, caso contrĂĄrio eles informaram o pai de Dinah e... E... â nĂŁo se aguentou e começou a chorar novamente. â Eu nĂŁo quero deixar ela... NĂŁo consigo...
O arrependimento bateu em Lauren com força, sentiu-se nauseada, a qualquer momento poderia perder sua amiga e o pior, ia ter que servir de consolo para a mesma, sendo que é a culpada por ela estar daquele jeito.
Mas o arrependimento nĂŁo basta, agora iria ter que sofrer com as consequĂȘncias e isso sĂł era o começo.
â E-eu nĂŁo sei o que dizer, Mani... E-eu sinto muito... Eu... â sentiu vontade de chorar, se encontrou desesperada, a inveja havia lhe deixado cega, como pode ser tĂŁo baixa, se sentia a pior pessoa do mundo. â SĂł... Seja forte... No fim vai dar tudo certo.
Riu de suas prĂłprias palavras. Era claro que nĂŁo iria ficar nada bem.
â Eu estou tentando ser... Mas nĂŁo sei de onde vou tirar coragem para olhar na cara de Dinah depois de hoje e ainda ter que terminar com ela, sendo que estava tudo tĂŁo perfeito entre nĂłs. Eu estava tĂŁo feliz... â choramingou mais. â Me diz que eu to fazendo o certo em terminar com ela. Sei que se insistir em ficar com ela, as coisas vĂŁo ficar feia para nĂłs duas. EntĂŁo preciso ter consciĂȘncia de que minhas escolhas sĂŁo as certas, mesmo que isso me mate aos poucos.
Lauren arregalou os olhos e engoliu em seco, se encontrava na frente do espelho, seu reflexo era de total desespero por nĂŁo saber o que responder.
â Eu nĂŁo sei Mani... Eu acho que... â uma lĂĄgrima escorreu por seu rosto. â Acho que vocĂȘ estĂĄ fazendo o certo. SĂł pense que estĂĄ a protegendo fazendo isso.
Do outro lado da linha, uma Normani rodeada de fotos de Dinah, concordava aos prantos.
â Obrigada Lauren, eu nĂŁo sei o que faria sem vocĂȘ... Eu te amo papelzinho.
â Idiota, eu tambĂ©m te amo... â respondeu entre lĂĄgrimas â E Mani? â a outra respondeu com um resmungo â NĂŁo desista dela, ok?
Finalizando a ligação Lauren desabou em um choro, sentindo as consequĂȘncias lhe sufocando com força. Camila e Normani estavam quase por um tris para sair de sua vida.
Não sabendo o que fazer a respeito, Lauren apenas lavou o rosto, tentando disfarçar o choro e diminuir a quentura de seu rosto. Ao sair abrir a porta do banheiro, deu de cara com Christopher.
â JESUS! â a morena gritou e levou a mĂŁo ao peito, sentindo seu coração acelerado â Que merda Chris! â empurrou o mesmo que permaneceu calado e olhando de forma sĂ©ria. â O que? â perguntou ao ver o marido a olhando de forma estranha.
â Nada. â apenas entrou para o banheiro e alguns minutos depois ele voltava, puxando as cobertas e se deitando.
Lauren esperou que ele a abraçasse, mas não sentiu o calor em sua costa. Virou-se na cama e observou o loiro encarando teto. Pensou na possibilidade dele ter escutado a conversa e sentiu medo.  Mas não queria questionar naquela hora, apenas se aproximou e abraçou o mesmo, colocando a cabeça em seu peito.
Suspirou fundo antes de tentar dormir, tendo em consciĂȘncia de que amanhĂŁ iria trazer Camila de volta para casa. Querendo ela ou nĂŁo.
No dia seguinte Lauren acordou bem cedo, fez sua higiene matinal e foi para seu local de trabalho, pegou a pastar que reunia todas as informaçÔes da famĂlia Cabello e verificou o endereço, anotou e saiu apressada do prĂ©dio. Dirigiu atĂ© ao local do endereço.
Havia perguntado para Harry se ele sabia onde Camila estava dormindo e com um pouco de receio o mesmo respondeu que na casa de Sofia. Iria fazer uma semana que Camila estava fora de casa e isso estava corroendo Lauren. Sentia falta dela. Como sentia. Por isso decidiu por um fim em seu orgulho e ir atrĂĄs da mesma.
Estacionando o carro de qualquer jeito na rua, andou de forma apressada até a casa nobre, sem pensar duas vezes a morena começou a bater na porta.
Jå impaciente, começou a esmurrar a madeira da porta. Passaram-se apenas alguns segundos até que a porta fosse aberta por um homem de barba.
â Sim? â ele perguntou sorrindo de forma gentil.
â Eu quero falar com Camila. â respondeu de forma rĂĄpida, sem devolver o sorriso.
â Com todo respeito, mas vocĂȘ seria...?
â MĂŁe... Dela. â riu amarelo e o senhor apenas murmurou um âohâ e disse que iria chama-la.
Porém, antes que ele pudesse se afastar da porta, outra pessoa apareceu atrås dele. Era Sinuhe. Lauren recuou dois passos.
â Como se atreve aparecer aqui? â a mulher rosnou e Lauren tentou se fazer de dura.
â Vim buscar minha filha... â sentia um rebuliço em seu estomago toda vez que tinha que chamar Camila de filha.
â Sua filha? â a mulher perguntou confusa.
Analisou Lauren dos pĂ©s a cabeça e a beleza disfarçava muito bem a idade da mesma e o provĂĄvel fato de que jĂĄ era âmĂŁeâ.
â Sim, Camila! Diga que eu estou aqui e que vim busca-la. â estufou o peito, fazendo pose de que nĂŁo estava com medo da mulher mais velha.
â VocĂȘ Ă© a mĂŁe de Camila? â Sinuhe soltou uma risada, desacreditada que aquela puta era mĂŁe de uma garota tĂŁo maravilhosa. â InacreditĂĄvel... â balançou a cabeça. â VĂĄ chama-la, Alejandro. â o homem meio perdido na tensĂŁo entra as mulheres apenas assentiu e sumiu para dentro da casa.
â Mama? â Sofia apareceu atrĂĄs da mĂŁe. â O que... â paralisou ao ver Lauren e se escondeu atrĂĄs de Sinuhe, fazendo uma careta â O que ela faz aqui? O que quer? â falou com raiva.
Lauren suspirou fundo, nĂŁo estava ali para brigar.
â Eu sĂł quero levar Camila de volta!
â Para quĂȘ? Para machuca-la? Ela Ă© mais feliz aqui! â Sofia gostava da presença de Camila, era bom ter a companhia de alguĂ©m em casa quando seus pais nĂŁo estavam, fora que Camila lhe ensina algumas coisas que deveria estar aprendendo na escola, a incentiva a voltar a estudar.
Lauren sentiu-se ameaçada, estava batendo de frente com uma parte de Camila, mesmo que sem saberem de nada, pareciam cada vez mais ligadas, Sofia e Camila jĂĄ tinham tinha uma linha tĂȘnue forte uma com a outra, uma ligação que sĂł irmĂŁs possuem. E agora que pode conhecer melhor Sinuhe e Alejandro, apostava que Camila tambĂ©m estava construindo uma boa relação com ambos.
â VocĂȘ nĂŁo sabe o que estĂĄ falando garota! â começou a se alterar, o sangue fervendo em ciĂșme â Camila nĂŁo decide nada. Eu decido. Ela Ă© minha e eu ordeno que ela venha comigo! â falou alto, fazendo Sofia se encolher.
Sinuhe estava pronta para responder e avançar quando sentiu uma mão em sue ombro.
â EstĂĄ tudo bem, eu estou aqui. â lançou um sorriso a mulher mais velha e olhou para Lauren. â Me espere no carro, mĂŁe. â Lauren ficou toda sem jeito ao ouvir Camila a chamar assim, fazia um bom tempo que nĂŁo era chamada dessa forma pela mesma. â Eu sĂł vou me despedir deles.
Alejandro também apareceu na porta.
Vendo que não tinha opção, Lauren deu as costas e seguiu em direção ao carro.
â Bom... Eu nĂŁo sei como agradece-los. Esses dias que passei com vocĂȘs foram... TĂŁo incrĂveis. Nunca me senti tĂŁo acolhida. â          ânunca me senti tĂŁo em famĂlia tambĂ©mâ, queria poder dizer, mas nĂŁo queria ir longe demais. â Eu prometo que manterei contato e que irei vir todo final de semana.
Sofia jå chorava e Sinuhe sorria de forma boba. Seu instinto de mãe fez ela abraçar Camila com força, sentia coisas boas vindo daquela garota e pela primeira vez teve a sensação de que iria encontrar sua filha logo, logo.
â Ă bom voltar mesmo, hija. â abraçaram-se com força, Sinuhe deixou um beijo em sua testa e por fim se separaram apenas para Alejandro abraçar Camilla tambĂ©m.
Por ultimo veio Sofia. Que estava com os lĂĄbios trĂȘmulos e lĂĄgrimas pelo rosto. Elas se abraçaram com força, suspirando ao mesmo tempo.
â NĂŁo vai me esquecer nĂ©? â Sofia perguntou contra o ombro de Camila.
â Claro que nĂŁo bobinha, vou voltar sempre aqui. VocĂȘs se tornaram minha segunda famĂlia. â beijou a bochecha rosada de Sofia e quebraram o abraço.
Camila olhou para as trĂȘs pessoas com admiração e suspirou em saudade, tinha vivenciado tanta coisa boa com aquelas pessoas em tĂŁo poucos dias que realmente nĂŁo sentia vontade de voltar para casa com Lauren.
PorĂ©m, nĂŁo negava sentir falta da morena. Pelo contrĂĄrio, estava morrendo de saudade dela. E foi por isso que nĂŁo pestanejou em ir embora quando Alejandro disse que tinha uma mulher muito bonita me esperando do lado de fora. Â
â Obrigada por tudo mesmo. AtĂ© logo. â deu tchauzinho e virou-se para ir atĂ© ao carro.
Lauren observou tudo de longe, com suas narinas infladas obteve a certeza de que Camila jĂĄ tinha uma relação muito boa com sua famĂlia biolĂłgica.
Lauren se encontrava em uma situação realmente complicada. Tudo estava indo contra seus planos. Jå estavam a menos de dois meses e meio para o fim do ano. Março logo bateria em sua porta junto aos 18 anos de Camila e mais uma escolha vinha com essa data.
Dar ou nĂŁo a carta para Camila?
Um mĂȘs havia se passado desde o fadigo dia em que Normani teve que escolher entre sua profissĂŁo e a garota da sua vida, amedrontada ela fez a escolha mais sensata, disse a Diretora que iria terminar com aquele namoro o mais rĂĄpido possĂvel. PorĂ©m jĂĄ havia se passado semanas desde que disse isso.
O relĂłgio corria, Allyson nĂŁo a deixava mais em paz querendo a confirmação de que a professora realmente havia acabado com seu namoro. O tempo estava fechando para Normani e ela nĂŁo sabia o que fazer em relação a Dinah, nĂŁo sabia como terminar com a pessoa que lhe trouxe tantas emoçÔes e sensaçÔes em um perĂodo tĂŁo curto, mas que jĂĄ nĂŁo se via sem. Dinah tinha se tornado tudo na vida de Normani e a mesma estava tĂŁo confiante de que tudo iria dar certo para ambas, sua namorada iria se formar, elas se assumiriam e o resto seria somente resto, elas dariam um jeito.
Porém, ela não havia tomado cuidado o suficiente e alguém deveria ter visto as duas juntas e foi correndo contar para a Diretora, era tudo sua culpa, deveria ter aquietado o facho desde o primeiro garoto que dormiu do colégio. Jå era uma mulher formada, um pouco vivida, mas ainda agia como uma adolescente cheia de hormÎnios. Admitia para si mesma que poderia fazer as mesmas coisas com quem ela quiser, mas dentro de sua årea de trabalho. Foi uma idiota.
Agora estava apaixonada por uma aluna e nĂŁo podia seguir em frente com a sua felicidade, tudo porque foi inconsequente.
Perguntava-se como diabos Allyson descobriu, pois o jeito que a diretora foi dura consigo sĂł lhe provava que ela sabia demais. NĂŁo foi somente uma fofoca que chegou aos seus ouvidos e sim quase a histĂłria inteira. Â
O fato era que ela mal falou direito com Dinah durante esse perĂodo em que tentava buscar uma forma de terminar sem machucar a garota, mesmo sendo impossĂvel, Dinah a amava e Normani... Normani finalmente se via sem chĂŁo, com o coração apertado, entrando em desespero a todo momento que pensava no problema em que se encontrava.
Ela sempre estar apaixonada, nunca respondia os âeu te amoâ da mais nova e parece que nĂŁo seria tĂŁo cedo que iria responder com toda a convicção de que a amava tambĂ©m. AlĂ©m de burra e idiota, tambĂ©m era covarde. Normani era uma covarde.
â Professora? â Normani se espantou e olhou para uma de suas alunas.
â Sim...? â olhou ao redor e percebeu que havia entrado na sala, sentado em sua cadeira, sem dar bom dia ou entrar com aquele ar confiante de sempre, estava sabe lĂĄ por quantos minutos sentada ali e olhando para o nada. Enquanto os alunos viravam o bicho na sala.
â Ta tudo bem? O pessoal esta quase colocando fogo na sala e a senhora nĂŁo ta gritando com a gente. â a loira, Ashley, perguntou.
â Oh sim querida, sĂł estou um pouco distraĂda, me desculpe... â sorriu fraco e suspirou, nĂŁo sabia o que fazer, mas sabia que Dinah estava surtando com seu gelo. Provavelmente nĂŁo passaria de hoje para a garota lhe confrontar sobre o que estĂĄ acontecendo.
E Normani provavelmente explodiria em lĂĄgrimas e desespero. Mas nĂŁo podia abrir a boca e dizer que precisavam terminar porque era contra as regras da escola e que sua profissĂŁo como professora estava por um fio.
Teria que ser forte e fazer Dinah ter repulsa dela a ponta de a garota não querer mais nada com ela. Conhecia sua namorada, provavelmente não aceitaria qualquer desculpa boba para o término do namoro. Teria que inventar uma mentira convincente. E jå sabia como fazer aquilo.
Olhando para um dos garotos que jå havia dormido, levantou-se e começou a dar sua aula, tendo em mente de que o amor da sua vida nunca mais olharia para sua cara depois do que iria dizer-lhe hoje.
â Cara, eu nĂŁo sei o que estĂĄ acontecendo com Normani, ela nĂŁo fala comigo, sĂł me responde em mensagens e ainda por cima Ă© sĂł com sim e nĂŁo. Eu estou enlouquecendo. â Dinah fala enquanto come uma bolacha salgada.
â JĂĄ faz muito tempo que vocĂȘs estĂŁo assim? â Camila pergunta enquanto bebe um pouco de suco. Eles estavam no intervalo.
â Acho que quase um mĂȘs... â Dinah suspira em tristeza, estava com um pressentimento ruim sobre esse gelo vindo de sua namorada. â Eu nĂŁo sei o que fiz.
â SerĂĄ que ela ta buchuda? â Veronica comenta e recebe uma tapa na cabeça de sua namorada. â AĂ, o que foi? â pergunta ao receber fuziladas de olhares de seus amigos.
Dinah arregala os olhos e quase se entala com a bolacha, porém é salva por vårios goles de Pepsi.
Naquela altura do campeonato todos jĂĄ sabiam sobre o relacionamento de Dinah e Normani. Camila acabou soltando umas indiretas para Dinah enquanto estavam num cineminha na casa de Demi e as indiretas foram bem pegas por Harry, esse que fez implicar com a mesma atĂ© que ela admitisse, na frente de todos. Foram semanas de âo piu piu finalmente achou uma casinha para morarâ e âagora jĂĄ sei porque as vezes a professora chega andando de forma estranha na salaâ, a garota sĂł faltava explodir de tanta vermelhidĂŁo.
â Ela toma remĂ©dio, entĂŁo acho que nĂŁo... â Dinah tentou nĂŁo entrar em pĂąnico com aquela possibilidade. Seu pai a mataria.
â Quem garante que ela se lembre de todos os horĂĄrios? Vai que ela se esqueceu uma vez nĂ©... â Veronica continua falando.
â VERONICA! â todos berram quando veem Dinah paralisada.
â SĂł sai bosta dessa sua boca Veronica, pelo amor, sĂł a Lucy mesmo pra aguentar â Harry diz enquanto passa a mĂŁo pela costa de Dinah, tentando consola-la â Relaxa Dinah, Veronica nĂŁo sabe do que ela ta falando, ela nĂŁo entende de pĂȘnis. Normani nĂŁo Ă© boba, ela deve se cuidar bem. Relaxa, nĂŁo deve ser isso, vai ver Ă© TPM.
â Eu espero... â murmurou triste.
Seu celular vibrou, era uma mensagem de Normani.
Amor [09:46Am]: Preciso falar com vocĂȘ. Venha ao meu apartamento Ă noite.
Formou-se uma tenta em cima de Dinah e todos leram a mensagem.
â Falei, vai se resolver tudo numa reconciliação gostosa. â Harry comemora.
â NĂŁo acho que seja, ela foi tĂŁo... SĂ©ria nessa mensagem. Geralmente ela manda muitos emojis. â comentou Dinah, ainda encarando a tela do celular.
O horårio do intervalo bate e os alunos começam a reclamar.
â Boa sorte aĂ bebĂȘ. â Selena por fim se pronuncia e beija o rosto de Dinah.
Camila se levanta e estende a mĂŁo para Dinah, essa que sorri triste e pega a mĂŁo de sua melhor amiga. Ambas vĂŁo andando para a sala de mĂŁos dadas. [N.A: to muito triste L].
Depois que o Ășltimo horĂĄrio bateu, todos seguiram para casa de Dinah, iriam almoçar e passar a tarde assistindo filme. Uma desculpa para descontrair Dinah e faze-la ficar mais calma atĂ© a noite.
Em meio a brincadeiras enquanto iam no carro de Harry, Camila se esqueceu de mandar mensagem para Lauren de que não iria almoçar em casa e chegaria só pela noite.
O tarde correu mais rĂĄpido do que o costume, o fato era que toda vez que vocĂȘ faz alto bom e divertido o tempo passa num piscar de olhos, mas vai estudar ou fazer algo que vocĂȘ odeia para ver como o tempo se arrasta como uma lesma.
JĂĄ a noite, por volta das 7:30PM Dinah estaciona na frente da casa de Camila. Ambas se encaram e suspiram.
Mal sabem o que o destino lhes preparava. [N.A: cof cof a autora cof cof].
â Tente nĂŁo surta Chee, vai ver nĂŁo Ă© nada demais.
â Eu sei que alguma coisa aconteceu Mila, ela parou de falar comigo no nada e nas ultimas vezes que tivemos contato direto ela sĂł vivia com raiva e me dando patada. Eu realmente estou com medo, nĂŁo quero perde-la. â Dinah começou a sentir lĂĄgrimas se formarem, mas logo passou a mĂŁo em seu rosto, afastando o choro.
â O que acontecer hoje, saiba que eu vou estar aqui, ok? Me liga, ou sei lĂĄ, vem aqui e eu vou estar de braços abertos e com uma camisa cheirosinha para vocĂȘ molhar o quanto quiser. â brincou fazendo Dinah sorrir em meio a lĂĄgrimas. Elas se abraçaram e se despiram.
Ventos ruins chegaram e a tempestade estava para acontecer.
Dinah estava parada a mais de 5 minutos em frente a porta de Normani, estava se preparando psicologicamente para o que ouviria ali.
Antes que pudesse erguer a mĂŁo direita para bater na porta, Normani abre a mesma assustando Dinah.
â O-oi... â Dinah diz um tanto tremula.
Normani suspirou seu cheiro, sentindo vontade chorar quando a viu vestindo um conjunto de moletom rosa e preto. Estava demais adorĂĄvel, parecia quase um pecado ter que machucar aquela garota.
Tinha uma alma pequena para um corpo tĂŁo grande, quem a olhasse jamais a imaginaria que ela era extremamente tĂmida. PorĂ©m, Normani a conhecia, de dentro para fora. Tinha tido o prazer de conhecĂȘ-la por inteira. Agora teria o desprazer de fazĂȘ-la chorar e quebrar seu coração.
â Entra! â se fez de sĂ©ria, dando espaço para Dinah entrar em seu apartamento, quando o fez, Normani fecha a porta vĂȘ sua namorada se inclinar para beija-la, mas ela vira o rosto.
Dinah se afasta confusa, tendo certeza de que nada bom iria acontecer hoje.
â O que aconteceu, Mani? Por que estĂĄ agindo assim comigo? O-o que eu fiz?
â Nada Dinah, eu... â nĂŁo queria beija-la para nĂŁo tornar as coisas mais difĂceis do que jĂĄ estavam â Eu nĂŁo posso continuar com isso Dinah.
â O-o que? O quer dizer com isso? â Dinah entra em desespero â Por favor, nĂŁo faça isso Mani, por favor!
Normani sente sua garganta doer de tanto impedir o choro, havia treinado vĂĄrias vezes o que iria dizer a Dinah e em todas acabava chorando. Mas era necessĂĄrio. Se elas continuassem com aquilo, ela iria perder o emprego, nĂŁo teria como manter o apartamento e teria que voltar para casa de seus pais. E se ela nĂŁo pudesse ficar com Dinah, pelo menos ela poderia vĂȘ-la Ă s escondidas, mesmo que de longe. Era o suficiente para manter seu coração batendo.
â Eu te traĂ Dinah, sinto muito. â soltou as palavras que sabia que fariam Dinah desistir dela.
Dinah sentiu seu mundo desabar, o que mais temia aconteceu, Normani havia cansado dela. Os garotos que a atormentavam na sala dizendo que ela sĂł era mais um brinquedinho da professora de biologia, estavam certos. Mesmo que Normani provasse o contrĂĄrio toda vez que estavam juntas, dessa vez a mesma havia dito com todas as palavras que havia a traĂdo.
â Por quĂȘ? â sentiu-se estupida por perguntar isso.
â Porque Ă© o que eu faço... â maneou a cabeça â VocĂȘs sĂŁo meus entretenimento Dinah, eu gosto de sexo, achei que vocĂȘ jĂĄ soubesse disso.
Dinah sentiu uma faca entrando em seu coração, perfurando lentamente, estraçalhando-a, sentia-se nauseada, com raiva, mas tudo que fazia era chorar. Chorar como uma garotinha estupidamente apaixonada por sua professora de biologia.
(---) [N.A: pulei mermo pq ñ aguento escrever cena triste de Norminah].
De volta Ă casa de Camila, a mesma tinha acabado de sair do banho e descia para assistir algo. Estava com o bucho para estourar de tanta besteira que tinha comida na casa de Dinah.
â Hey... â disse ao ver Lauren no sofĂĄ, segurando controle e passando os canais â Chegou cedo... â disse estranhando.
O tempo que se passou foi o suficiente para fazer as coisas ficarem calmas novamente entre as duas, elas haviam conversado e meio que se acertado. Meio porque Camila gosta de Lauren e disse isso a ela na conversa que tiveram quando voltaram da casa de Sofia.
â Ei, com calma mocinha! â Lauren correu atĂ© Camila, que jĂĄ estava pronta para subir as escadas e a puxou pelo braço â Vamos conversar.
â Por favor Lauren, nĂŁo quero brigar... â Camila disse cansada. De fato, se fosse para Lauren começar a gritar consigo, era melhor nem começar.
â NĂŁo, juro, sĂł quero acertar as coisas entre nĂłs. NĂŁo podemos viver assim. Eu senti muito sua falta, sinto falta do que Ă©ramos antes... Digo, antes de começarmos a nos envolver. Eu sei que Ă© impossĂvel voltarmos a ser o que Ă©ramos antes, mas pelo menos poderĂamos ser amigas, sinto falta dos seus abraços ou de quando dormĂamos de conchinha no calor uma da outra. Sinto falta das nossas noites de filmes de terror, dos jogos de play que vocĂȘ sempre me deixava ganhar. â Camila sorriu em recordação, realmente, eram bons tempos. â Por favor, vamos tentar pelo menos, nĂŁo aguento mais viver assim. Ok? Ă difĂcil ter que arranjar desculpas para Chris toda vez que ele pergunta o que estĂĄ acontecendo entre nĂłs ou porque nĂłs nĂŁo nos falĂĄvamos mais. Eu estou cansada disso Camila. â Lauren despejou todo seu desespero.
Camila a encarava sem saber como reagir a toda aquela informação. Também sentia falta da relação que tinham antes, mas não pode negar que quer mais de Lauren. Algo que ela nunca irå corresponder.
â Eu tambĂ©m sinto falta Lauren, mas eu tambĂ©m gosto do que tĂnhamos antes de toda essa merda de briga acontecer entre nĂłs. Eu sei que vocĂȘ se arrepende de trair Chris, mas eu nĂŁo me arrependo de ter cedido ao meu desejo. E Ă© errado, sim, mas aconteceu e nĂŁo tem como apagar isso. Muito menos deixar de gostar de vocĂȘ. Eu estou apaixonada Lauren, como espera que eu volte a agir como antes quando tudo que eu quero agora Ă© te beijar?
Lauren arfou. NĂŁo esperava por aquela resposta.
â Camila, nĂŁo... â negou com a boca, mas seu corpo gritava sim.
â NĂŁo o que? Fala Lauren, me deixa saber o que vocĂȘ sente. Eu sei que vocĂȘ sente algo por mim, talvez nĂŁo na mesma intensidade, mas sente. â a mais nova estava desesperada.
JĂĄ havia sofrido demais pela mulher de olhos verdes, sabia que a mesma poderia nunca corresponder e que um sentimento assim nĂŁo acaba de uma hora para outra, mas se aquela mulher lhe dissesse que nĂŁo sentia nada por ela, Camila iria superar, mesmo que vĂȘ-la feliz com outra pessoa lhe torturasse como nunca, ela iria tentar seguir em frente com todas suas forças e um dia, ela iria superar Lauren.
Mas enquanto Lauren não dissesse com todas as letras que não sentia nada, ela não iria desistir. Poderia não insistir como antes, porém, não iria desistir de um sentimento como aquele enquanto ainda houvesse esperanças dela corresponder.
â Eu... Eu nĂŁo posso Camila. Isso afetarĂĄ nossas vidas, como ficaria Chris nessa histĂłria? Como nossos amigos reagiriam? A sociedade, iriamos fazer o que? Simplesmente assumir que gostamos de transar uma com a outra, esquecendo que tem outra pessoa envolvida e que ela tambĂ©m faz um papel importante em nossas vidas? Eu nĂŁo acho que isso possa dar certo. Christopher me da segurança, estabilidade, o que vocĂȘ me daria?
â Amor... â respondeu sem pensar.
â Amor nĂŁo Ă© suficiente... â Lauren tentou ignorar o que foi dito, mas as palavras de Camila ficavam se repetindo em sua mente, como um mantra. â A sociedade Ă© cruel e eu jĂĄ sofri demais para enfrentar outra turbulĂȘncia na minha vida.
â Sabe o que eu acho Lauren? VocĂȘ fala como se soubesse de tudo, como se pudesse prever o que as pessoas achariam de nĂłs, age como se vocĂȘ se importasse, mas na real eu acho que sĂł o que vocĂȘ tem Ă© medo. VocĂȘ nĂŁo luta por amor, vocĂȘ morre de medo dele. E tudo que vocĂȘ fez desde que perdeu seus pais morreram foi fugir. VocĂȘ criou essa barreira ilusĂłria de que eu sou seu porto seguro e Chris Ă© estabilidade que vocĂȘ sempre quis, mas tudo Ă© sĂł uma desculpa. Uma desculpa para vocĂȘ nĂŁo explorar o que sente, exatamente pelo medo de nĂŁo ser o que vocĂȘ esperava. â Lauren a olhava com admiração e surpresa â Eu sei que Ă© difĂcil seguir os sentimentos, temos tendĂȘncias de seguir mais a razĂŁo que o coração, mas eu estou me permitindo seguir meu coração. Eu quero me arriscar e me machucar, porque uma hora ou outra eu vou aprender e vou me erguer de verdade, nĂŁo vou sĂł... Fingir.
â Camila... â Lauren tentou falar.
â JĂĄ entendi Lauren. Podemos tentar, mas eu vou continuar gostando de vocĂȘ e vou esperar atĂ© que vocĂȘ ceda. Vou esperar a ação partir de vocĂȘ. Porque quando vier, serĂĄ a decisĂŁo final.
Desde aĂ, as coisas ficaram neutras entre elas. Na primeira semana foi difĂcil, um dia se falavam, outro nĂŁo. PorĂ©m, jĂĄ nĂŁo gritavam uma com a outra. Camila lhe dava a satisfação de dizer com que iria sair ou se iria voltar para casa. TambĂ©m nĂŁo houve mais farpas ou provocação. Camila respeitou e aceitou o que Lauren tinha proposto. Tentaram voltar a recuperar o que foi perdido com todo o envolvimento de ambas. E de acordo com os dias passando as coisas ficaram mais fĂĄceis, jĂĄ sorriam, jĂĄ brincavam, jĂĄ dormiam sem segundas intençÔes.
Era quase como se tudo tivesse voltado ao que era antes.
â Ah, eu quis sair mais cedo hoje, assistir um filmezinho com vocĂȘ. â sorriu e apontou para a pipoca pronta e os copos de refri.
De repente Camila sentiu fome. [N.A: eu quando to buchuda de comida, mas aĂ chega mais comida].
â Yaaas! â correu para o sofĂĄ, pegando a vasilha cheia de pipoca e colocando uma boa quantidade em sua boca. â Ohsuevamoasu â tentou falar de boca cheia, mas recebeu um olhar feio de Lauren. Mascou rapidamente e engoliu, tomando dois goles de coca. â O que vamos assistir?
â Ă um filme lĂ©sbico, se chama Below Her Mouth. â Camila encarou Lauren na mesma hora, erguendo as sobrancelhas.
â O que? Algo de errado em ser filme lĂ©sbico?
â Nop, adoro. SĂł vamo. â riram e se preparam para assistir o filme.
Lauren tinha visto um trailer do mesmo no insta, ficou interessada e baixou na internet.
O filme começou logo com uma cena de sexo.
â Nossa, parece pornĂŽ... â Camila comentou. Lauren mandou-a calar a boca.
O filme seguiu e tudo indicava que era uma histĂłria onde uma atĂ© entĂŁo hetero - comprometida - se interessa pela caminhoneira, vulga lesba alfa. Por pura coincidĂȘncia a hetero, acompanhada da amiga, fica curiosa ao ver uma boate gay e decidi entrar, onde lĂĄ encontra a mulher pela qual ficou interessada. Conversa vai e vem, elas saem pra fora, rola aquela provocação e por fim rola o beijo.
â Nossa, atĂ© o beijo Ă© bem pornĂŽ, da pra ver atĂ© as lĂnguas â Camila comenta um tanto surpresa, era o primeiro filme lĂ©sbico em que as cenas de pegação pareciam bem reais. [N.A: essa daĂ nĂŁo deve ter assistido azul Ă© a cor mais quente]. â Mar gente...
â Meu deus Camila, cala a boca! â Lauren ralha pela segunda vez.
A mais nova se cala novamente. EntĂŁo o filme rola, por outra coincidĂȘncia ou nĂŁo, a loira (que Ă© lĂ©sbica) trabalha como carpinteira numa casa ao lado da hetero. Essa que fica olhando enquanto a loira estĂĄ toda suada, trabalhando e entĂŁo, vai tomar banho e acaba se masturbando ao lembrar da cena que viu minutos antes.
â JĂĄ tentou se masturbar assim? â Camila pergunta ao ver a atriz se masturbar com o chuveirinho.
â Eu nĂŁo vou te responder isso. â Lauren diz revirando os olhos e comendo um pouco de pipoca.
E então finalmente o casal se pega fortemente e a cena de sexo começa.
â Calor nĂ©... â Camila se ajeita no sofĂĄ, ficando impressionada ao ver a cena bem feita daquelas duas atrizes. â Nossa... â elas aparecem totalmente nuas e se esfregando descaradamente. O filme mostra tudo mesmo. Desde os pelos de uma das protagonistas.
O filme contem vĂĄrias cenas quentes e ao final, Lauren se vĂȘ excitada, porĂ©m, finge que nĂŁo sentiu nada e levanta para pegar as vasilhas sujas da mesinha de centro.
â Jurava que ela ia ficar com o marido dela... â Camila comenta ainda perplexa pelo filme â Esse filme Ă© melhor que pornĂŽ, posso ficar com o DVD?
â NĂO! â Lauren grita da cozinha, Camila solta um muxoxo e olha para seu membro marcado na calça de moletom.
â Parece que vai ser eu e vocĂȘ de novo amigĂŁo... â falou com seu prĂłprio pĂȘnis e tentou amenizar a excitação apertando o mesmo de leve, ficou massageando e nem percebeu que Lauren tinha voltado. â Opa. â riu sem graça e tirou a mĂŁo de seu colo.
Lauren riu sem graça também e tirou o CD do DVD e o guardou. Desligou a TV também.
â Eu vou indo... â Camila pega uma almofada e cobre sua excitação â Boa noite.
Estava pronta para bater uma antes de dormir, mas a voz rouca e no timbre que ela bem conhecia, a chamou.
â Camila. â a mesma virou e Lauren se aproximou, tirando a almofada que cobria seu membro. Lauren encarou descaradamente a excitação de Camila, ela mordia os lĂĄbios, se segurando para nĂŁo tocĂĄ-la. â Eu...
â VocĂȘ... â se aproximou e ficou cara a cara com Lauren, seus narizes se encostando.
Lauren estava pronta para ceder?
A morena apenas fechou os olhos e encostou seus lĂĄbios contra o de Camila. Um Ășnico toque de lĂĄbios. Que mudou completamente a vida de ambas.
O barulho do celular tocando despertou as duas, assustadas, se separaram. Chris encarava as duas com os olhos arregalados.
A tempestade havia chegado e iria destruir tudo pelo caminho.
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OBS: o filme below her mouth existe sim e recomendo pakas.