Companheiros de sala
É terceiro ano, chegamos. Chegamos no tão sonhado momento da formatura, na tão esperada farda diferente, os que estão deixando o colégio e encarando a vida na corda bamba dos sonhos que carregamos no peito. O sentimento inocente do 1 ano sobre o ensino médio se tornou engraçado agora, as coisas não são como pensávamos. A adolescência não é um High School Music, muito menos um American Pie. As amizades se transformam, pessoas se afastam, outras chegam para deixar nossa vida mais alegre, tantas coisas que um dia eram absolutas, hoje não são mais verdades. O primeiro amor nem sempre é amor verdadeiro, o descobrimento do Brasil não foi romântico, baskara era apenas a ponta do iceberg e existem sim criaturas estranhas vivendo entre nós (boa noite Batoré).Crescer e deixar a semente germinar muitas vezes dói e nos deixa confusos a qual a caminho seguir e tantas outras decisões que exigem de nós. Encontros e desencontros marcam o fio da vida e cá estamos nós. Entrelaçados, querendo ou não, marcando a vida um do outro. Pessoas, ideias, opiniões e peculiaridades diferentes. E mesmo na nossa diversidade e efervescência, encontramos a harmonia. Há apenas uma força que pode fazer isso, o amor. O amor nos enriquece à medida em que abrimos nossa mente ao diálogo, ele nos enriquece quando aproveitamos cada momento como último e único, quando sabemos que aqueles que estão ao nosso lado são família. O Ideal não foi apenas uma escola,mas uma casa onde nós todos fomos e somos irmãos. Vivemos em familia e também passamos pelas dores de uma. A dor de ver um dos irmãos sofrendo, a dor das brigas, a dor de muitas vezes separações nessa nossa casa. Mas, em todas essas situações descobrimos a flor que existia em cada uma: a possibilidade de recomeçar! Hoje, celebramos a conclusão de mais uma etapa em nossas vidas e ao mesmo tempo arrumamos nossa mala para viagem que o destino nos prepara. Alguns irão para longe, outros ficarão nessa cidade para contar nossas histórias, tantos vão casar, ter filhos e um dia chegar até eles e dizer: eu tive amigos e nós éramos chamados de "terceiro ano UFC". É amigos, é hora de arrumarmos a mala e seguir em frente com a certeza de que levaremos cada um na bagagem, uma fotografia que ficará amarelada, mas nunca desbotará os laços que existem nela. Estamos apenas com passagem de ida, nosso caminho é incerto, espero esbarrar em alguma rua, esquina ou praça com vocês. Sei que o sorriso e abraço ainda estará vivo, assim como as tintas que marcaram nossa alegria. Deixamos saudade, amor e resenhas, como sempre. Vamos abrir asas. Até mais, família UFC.










