3ª Temporada - 7º Capítulo - Fãs, fãs e mais fãs.
[Narração Giovana]
Era a primeira vez em dias, que eu e Anderson conseguimos ficar em paz. Eu estava quase sem acreditar. Almoçamos, e á tardinha fomos numa churrascaria que acabara de abrir perto de nossa casa.
- Meu anjo, já paguei a conta. Vamos para casa? - Anderson dizia voltando para nossa mesa e esticando sua mão.
- Andy, podiamos ir á aquela casa de adoção antes. Estou ansiosa para pegarmos um cachorro. - eu pedia.
Anderson nem estava muito animado quanto á essa ideia, porém, de tanto eu pedir ele aceitara.
- Vamos rápido então, hoje quero que a gente vá á praia. O dia está lindo. - Andy falava enquanto me abraçava e selava meus lábios.
- Devo dizer que estou impressionada, Andy? Quanto tempo não tiramos um tempo pra nós. Você sempre estava desanimado. - eu dizia surpresa enquanto caminhávamos até o carro.
- Você insistiu para comprar aquele biquini azul lindo. Quero que estreie logo. - Andy falava enquanto fitava meu corpo todo com seus olhos.
- Então teremos que voltar em casa para buscar ás coisas de praia. Pois você me surpreendeu! - respondi rindo envergonhada.
Andy então soltou de minha mão para entrarmos no quarto, e me mostrara no banco de trás várias coisas.
- Eu já trouxe tudo. Eu queria realmente conseguir te surpreender com algo legal, Gio. - Anderson dizia segurando meu rosto com uma mão.
- E conseguiu. - falei dócilmente e beijei sua mão.
Andy entrou centrou-se em dirigir, e senti meu celular vibrando em meu bolso. Ele questionara quem era e mostrei a tela com o nome: Elidio.
- Alô? Lico? - eu atendia.
- Ah, oi, Gio. Vocês estão ocupados agora? - ele perguntava.
- Eu e Anderson acabamos de sair de uma churrascaria. Estamos indo adotar um cachorro. - eu dizia sem conseguir disfarçar o entusiasmo.
- Bom, é que Daniel tem vergonha de perguntar as coisas. Vocês nos trouxeram pra cá, e queriamos saber se podem nos buscar. Estamos sem carro... - Elidio pedia.
- Ah, vamos sim, Lico. Vocês tem pressa? Para decidirmos se vamos pra ai agora ou não.
- Eu não estou com pressa, mas o Daniel que está. Está desesperado para me levar no médico. - Elidio respondia.
- Ah sim, sem problemas. Espere a gente ai! - finalizei desligando.
- Esse Elidio é folgado demais, viu. Giovana, você não consegue dizer não á ninguém né? - Anderson esbravejava.
- Primeiro de tudo: eles não tem como voltar. Você acha certo incomondarmos o irmão dele para trazê-lo aqui? São 2h e meia de viagem e está tarde. - respondi firme.
- Ah, então Giovana... Já que quer ajudar tanto eles, deixemos o cachorro pra depois. Quero que vamos á praia ainda. - Anderson exigia.
- Andy... Seja mais compreensivo. Já são 18:00.
- Mandasse o Gustavo trazê-los. Vamos á praia á noite por causa deles. - Andy continuava a esbravejar.
- Com esse Anderson eu não vou á lugar nenhum. Pare de fazer tempestade em copo d'água. - reclamei.
Anderson acalmou-se, ligou a rádio e fomos buscar Elidio e Daniel. Cantamos durante o caminho todo, e percebi que Andy havia melhorado seu humor.
- Desculpa gritar com você. - Andy dizia quando acabara uma música.
- Eu também tinha outro plano pra nós. Mas são seus melhores amigos. - disse ainda calma.
Chegamos á casa de Dona Creuza, e Anderson segurou meu braço quando tentei sair do carro.
- Mande mensagem para eles descerem. Não vou entrar, pois é capaz da mãe de Elidio puxar assunto e nos atrasar. - Anderson pediu.
Dei de ombros e fiz o que Andy pedira. 10, 15 minutos e nada de Elidio nem Daniel. Anderson disparou a buzina, e então os dois sairam.
- Obrigado por tudo. Voltaremos sim! - Daniel se despedia de todos. Pela demora, até minha paciência estava se esgotando. Elidio então, entrou no carro, e Daniel veio em seguida.
- Vocês demoraram hein? - comentei.
- Estava agradecendo á minha sogra. E juntando nossas roupas, né, Lico? - Daniel comentava rindo envergonhado para Elidio.
- Qual foi a reação de Dona Creuza ao saber que ambos os filhos são gays? - Andy brincava.
- O.. - uma tosse interrompia Elidio. - O Gustavo não é gay, Bizzocchi. - ele falava sério.
- Não foi isso que o amigo dele... Como chama mesmo, Daniel? - Anderson continuava os deboches.
- Verdade, Lico. Aquele amigo dele, o Pablo, é muito suspeito. - Dani brincava.
- Ah, coitado, meninos. O cara já está doente e vocês não dão um tempo. - respondi, e acarinhei a mão do Elidio.
- Só estou comentando. E dona Dalva, Daniel? Quando saberá de vocês? - Anderson perguntava.
- Iremos á casa de minha mãe assim que Elidio se recuperar. Já prometi isso á ele. Certo, querido? - Daniel dizia abraçando Elidio em seu colo fortemente.
- Imagino o que se deva passar pela cabeça delas, gente. Quer dizer, vocês estão ai há 7 anos. E de repente, "to comendo meu amigo". - brinquei.
- Não sou pão para ser comido, Gio. - Elidio respondeu rindo e dando um leve tapinha em meu ombro.
- Minha mãe sempre suspeitou de vocês. Até Luana suspeitava, juro. - Anderson continuava a brincadeira.
- Vocês estão me envergonhando. - Daniel escondia o rosto no peito de Elidio.
- Um calor de 37ºC, e vocês grudados. - comentei rindo.
Depois de irmos 1 hora conversando, Elidio adormeceu no colo de Daniel, e então ele exigira que fizéssemos silêncio.
- Tchau, meninos. Dani, nos atualize sobre Elidio. - me despedi ao chegarmos na casa de Elidio.
- Tchau pra vocês. Desculpe o incômodo. - Daniel despediu-se levando Elidio, adormecido, em seu colo.
Percebi que Anderson estava cansado com a viagem, e fitei seus olhos.
- Desculpa, amor. Você quer que eu dirija? E ficamos pouco tempo na praia. - falei mansamente.
- Não estou cansado. - ele dizia calmamente. - Só quero que aproveitemos. O pouco que for. - ele sorrira de lado e selou meus lábios.
Por causa do trânsito, chegamos á praia por volta das 20:30. Anderson não estava animado como antes, porém, ainda mostrava interesse. Apesar do horário, o calor estava insano. Vesti uma canga, e a parte de cima do biquini, e Anderson fora só de bermuda. Fomos á um quiosque onde vendia água de coco, e depois nos sentamos na areia.
- Estraguei seus planos? - perguntei olhando em seus olhos.
- Querida, você É o "meus planos". - ele respondera e selava meus lábios.
- Arrumaremos tempo pra nós dois. Hoje tivemos um dia incrivel, antes de buscá-los. - comentei.
- Isso é verdade. Mas ainda estava com outros planos. - Anderson respondeu, e puxou-me para cima dele, beijando-me. Até que, uma voz fina nos interrompera. "É o Anderson, não acredito! Anderson!", aquela voz escandalarizava. Olhamos para o lado, e uma garota de talvez, 15 anos, se aproximava.
- Anderson, eu te amo! Me dá um autográfo? - a menina, trêmula, suplicava.
Anderson sorriu de lado, agradeceu o carinho e então, autografou em um guardanapo para a menina.
- Muito obrigado pelo carinho! - ele dizia abraçando a mesma.
A menina encarava-me como se quisesse me matar por estar ali, de mãos dadas com Anderson, e só assim então saiu de lá.
- É, Anderson... Suas fãs tem ciúmes de mim. - falei rindo.
- Garanto que ela olhou pra você e pensou: quero ser tão linda quanto ela quando crescer. - Anderson respondeu abraçando-me. Sentei-me de costas para Anderson, colando nossos corpos e enquanto bebiamos nossa água de coco, conversávamos sobre outros detalhes do casamento.
[Narração Daniel]
Ao chegarmos em casa, fiquei receoso de acordar Elidio para irmos ao médico. Deitei-o no sofá, e embrulhei-o com uma coberta relativamente fina. Peguei nosso notebook, e resolvi pesquisar sobre febre muito alta, e os sintomas que Elidio estava. Achei um site contendo algumas dicas. "Certifique-se de procurar um médico, pois é um dos sintomas de doenças como, por exemplo, dengue." o site dizia. Olhei para Elidio, e tentei manter o pensamento que não era nada grave. Tudo aquilo que eu lia, eu já estava fazendo, porém, não obtendo resultados. Tentei manter a calma e enchi algumas garrafas de água, e alguns panos molhados para fazer compressa em seu corpo, quando acordasse. E para fechar, uma refeição caprichada. Peguei meu celular e tirei uma selfie minha ao lado dele deitado, e postei em todas redes sociais. "Estamos nós 3 aqui. Eu, Lico, e a febre alta dele :(" coloquei de legenda. Dentre tantos comentários, a maioria dizia: "eu cuido dele pra você, Dani." "queria estar ai pra cuidar dele" "Lico lindo!" e com ciúmes, me aborreci com aquilo.
- Dani...? Amor...? Porque está discutindo com seu celular? - Elidio acordara enchendo-me de perguntas.
- Lico! - corri para abraçá-lo. - Como está se sentindo? - eu dizia enquanto passava minhas mãos por todo seu rosto.
- A febre abaixou, DanDan. Mas estou com fome. - ele dramatizava.
Entreguei-o uma garrafinha d'água para beber, e ordenei que tirasse sua blusa de fria para que eu fizesse as compressas.
- Dani, você está paranóico. - Lico dizia confuso. Apertei um play em um vídeo que eu achara, de "como fazer compressas quando se está com febre", ensinados por um tal de Drª Jandira.
- Não quero essa mulher na minha casa. - Elidio dizia enciumado.
- É pelo seu bem, então cale-se. - ordenei. Coloquei os panos molhados na pele de Elidio, esperando que a febre cessasse ainda mais, enquanto Elidio comia o lanche que eu havia preparado.
Após o vídeo acabar, tirei os panos e coloquei-os de lado, e vesti Elidio novamente.
- Obrigado por cuidar de mim, Dani. Nunca irei parar de te dizer o quanto sou grato. - Elidio disse passando seu nariz lentamente pelo meu pescoço.
- Sei que se fosse eu, faria o mesmo. Ou até mais. Você é dramático. - respondi acariciando sua nuca.
Ficamos em silêncio por 3 minutos, ou menos. E então peguei o notebook para mostrar a Elidio quantas pessoas se preocupavam com ele. Elidio pegou o note de mim, e ele mesmo desceu pelos comentários.
- Olha, Dani. 1.000 pessoas retweetaram. 3.000 favoritaram. E quanta gente preocupada comigo! - ele dizia, até mesmo, impressionado.
- Sinto ciúmes de algumas fãs. Esses comentários te chamando de "lindo" e querendo você pra elas. - disse mostrando-o.
- Ah, porque quando chamam sua risada de "gostosa", eu não tenho razão para sentir ciúmes né. - Elidio retrucou.
- Com você é pior. - rebati.
- Olha a polêmica que irei fazer. - Elidio disse mordendo seu lábio inferior. Então, ele tirara seu celular do bolso, escorou sua cabeça em meu ombro, e fez um "beiço" e tirou a foto. "Estou doente, mas ele está aqui cuidando de mim :D" ele colocara de legenda.
- Elidio. O que vão dizer? - falei rindo envergonhado.
- Vamos esperar as notificações aparecerem e saberemos. Não me importo. - Elidio respondeu sério.
Nem precisamos esperar muito até que os comentários iam surgindo.
- Não sei você, Lico, mas eu acho "danidio" algo muito fofo. - falei olhando os comentários.
Alguns comentários mencionavam Camila, pois possivelmente, pensavam que eu ainda estava comigo.
- Tenho vontade de comentar que Camila é passado, e eu presente e futuro. - Elidio falava enciumado.
- Não sei se seria uma boa assumirmos. Não depende só da gente. - respondi pegando sua mão e acariciando a mesma.
Elidio parecia bem melhor do que antes, e tentei me esperançar de que isso se manteria.
- Dani... O que acha de sairmos? Estou melhor, eu juro. - Elidio pedia olhando em meus olhos como se estivesse implorando.
- Só se você colocar uma calça, e um tênis. Não quero que volte a ficar febril. - comentei acariciando seu cabelo.
Elidio sorriu, e então subiu para nosso quarto para se arrumar. Pensei em levar Elidio á um bar que havia no Centro da cidade, onde tinha seu prato preferido: cerveja. Peguei a chave do carro, documentos, e quando estava todo arrumado, Elidio descia ás escadas, com um perfume que eu podia sentir mesmo se estivesse na China.
- Você é... Ma-ra-vi-lho-so. - eu dizia olhando-o impressionado.
- Sou sua dama. - Lico dizia rindo envergonhado. - Vamos então, meu principe? - Lico esticou sua mão, e peguei-a. Beijei sua aliança e fomos para o carro.
Ao chegarmos no meio do caminho, Anderson ligou para o meu celular, e pedi que Elidio atendesse.
[Narração Elidio]
- Alô? Grandão? O que pega? - perguntei angustiado.
- Elidio, você e o Daniel são burros, por acaso? - Anderson dizia nervoso. - Vocês postam foto juntos, e nem lembram de tirar a aliança! - ele continuava. - Está todo mundo comentando porque a aliança de vocês é igual e desconfiados!
- Desculpa, Anderson! Não lembramos, e eu estava me sentindo mal. - eu me justificava. - Deixe as pessoas pensarem o que quiserem. Não é tão grave assim.
- Tomem mais cuidado! Já está tendo até montagem de vocês juntos. - Anderson continuava agoniado.
- Andy, acalme-se. Ninguém tem certeza de nada! - eu relutava. - Andy, terei que desligar. Acalme-se e depois nos falamos! - finalizei chegando.
Expliquei á Daniel o motivo da então, repentina, ligação de Anderson e Danei mostrou-se receoso também.
- Esqueça isso, meu amor. Vamos aproveitar a noite. - falei mansinho ao pé do ouvido de Daniel, e beijei sua nuca, enquanto minhas mãos massageavam seus ombros.
Dani então pegou em minha mão e entramos no bar que estava, até vazio. Sentamos em nossa mesa e pedimos o prato do dia.
- Essa carne está deliciosa, Dani. Olhe. - peguei um pedaço da mesma, e coloquei na boca de Dani.
Daniel mastigou, e ao engolir disse: - está mesmo. Mas ainda prefiro você! - ele então riu.
"Eu não acredito! Elidio, Daniel! Eu amo vocês!!!" uma voz histérica vinha em nossa direção. "Lico, você está bem!" uma garota dizia ao vir em nossa direção.
- Sim, aparentemente, sim. - respondi sem saber o que dizer. Essa garota então chamou suas amigas (5), e atraiu a atenção para mais algumas pessoas que não haviam visto a gente lá. Tiramos foto e atendemos todas, e então voltamos á comer.
- Aquela garota de preto pegou em sua bunda. - Daniel dizia revoltado.
- Não pegou. Pare de fantasiar! - rebati.
Comemos um pouco mais, até que nossos celulares começaram á apitar com notificações.
- Ei, Elidio... Olhe. - Daniel mostrara os comentários. - "Elidio e Dani juntos num bar e de aliança? Eles estão namorando", "Daniel não estava com Camila? E essa aliança idêntica á de Elidio? Tem coisa ai!", Daniel lia os comentários em voz alta para mim, nas fotos que tiramos com as garotas e fomos marcados.
- Dani, curta as fotos, e só. Vamos ignorar os comentários. - eu tentava me manter calmo.
- Posso me acalmar. Mas quem será dificil de ficar assim será Anderson. - Daniel mostrava preocupação.
Convenci Daniel á guardarmos nossos celulares, e aproveitar o resto da noite, até então irmos embora á 00:00.














