com @lucienthropy no segundo dia de celebração
e ele disse: ❝ so that did happen. it wasn’t a dream. ❞
A vida preenchia a avenida principal. Ou pelo menos era isso que parecia aos olhos da feérica. Ela simplesmente não sabia para onde olhar, pois tudo chamava sua atenção, desde os tecidos coloridos dispostos de forma estratégica, até as barracas e bandeiras que deveriam ser simples, mas que tomavam seu lugar no centro da cidade. Havia algo nas entrelinhas, nos espaços entre uma risada e outra, nos olhares que demoravam um segundo além do aceitável e tudo isso lhe tomava. Azra caminhava sem pressa na companhia de outrem. Era a primeira vez — desde o fatídico evento — em que ela não estava à frente, nem distante, nem observando de longe como uma entidade curiosa — como fez em todas as vezes que o viu na biblioteca. Não. Ela estava presente finalmente e era confortável estar. Seus olhos percorriam as barracas com atenção seletiva — ignorando o óbvio, captando o que não deveria estar ali. Um frasco pequeno demais para ter rótulo. Um tecido que não reagia à luz como deveria. Uma troca rápida, moedas que não tilintavam. Ela viu, claro que viu. E aparentemente Lucien também, pois no instante seguinte ouviu aquela frase que transmitia exatamente o que ela pensava. Seu rosto virou devagar na direção dele, seu olhar buscando o de outrem com uma suavidade que não era comum… ou talvez fosse, mas cuidadosamente escondida. ━━ depende… ━━ seu tom foi suave no início, quase distraído, ponderando. ━━ sonhos costumam ser mais organizados. ━━ brincou, com um sorriso leve surgindo em seus lábios. ━━ o que viu exatamente? o que te faz concluir que não está sonhando?











