Dava pra série ser exibida em 5 episódios de 50 minutos. Mas não vamos tirar o mérito das fotografias maravilhosas ao som de Angie. A Teia é uma minissérie que mostrou a capacidade da Globo de produzir conteúdo de qualidade sem o formato de novela. Somos apresentados ao delegado Macedo, que não se dá bem com o irmão, tem problemas no casamento e no emprego de delegado Federal. Quando um aeroporto é assaltado ele tem uma chance de arrumar o casamento e o emprego de uma só vez.
Mais que o delegado, acompanhamos o bando de assaltantes que, sem disfrutar do último roubo, planeja outro para se aposentar. O líder dos assaltantes é um homem que namora uma ex-prostituta e não quer que ela tenha nenhum contato com o pai de sua filha. A cada início de episódio temos um flashback, no qual conhecemos um pouco mais do passado do bando. Já a vida pessoal do delegado é mais boba, com tramas menos complexas e de simples resolução.
É nítida a liberdade que a produção teve para tratar o tema. Palavrões, violência, cropofagia, a série não perde em nada para nenhum produto estrangeiro. Gostei do policial de nome estranho que faz a parte de comédia com sua dedicação ao trabalho e o jeitão sistemático. No entanto, poderiam ter explorado mais os outros ladrões e policiais, que têm apenas o suficiente para uma diferenciação do público.
De toda forma, gostei muito das atuações e achei que retratou bem a diferença que faz um bom policial no cenário nacional. Gostaria mesmo de ver produções como esta indo pra frente na TV aberta. Creio que esse pontapé inicial tem sido produtivo, com o surgimento de diversos programas de qualidade na TV a cabo. Macedo é um herói duvidoso que eu gostaria de ver mais bem desenvolvido.