i’m my mother savage doughter
Este ano foi a primeira vez que eu celebrei Ostara me preparando para a celebração. É interessante viver a experiência de estar desde o início do mês pensando no que fazer, o que buscar, quais as ações para a celebração, de que forma eu iria me vestir, como me preparar, o que colocar no altar, quais cores usar nos meus ovos, entre outras tantas coisas.
Eu e minha melhor amiga somos o Coven das Incendiárias. É um nome temporário para o nosso grupo de estudos de bruxaria composto por mim, por ela e por nossos gatos R., A. e F.. É bonito compartilhar essa vivência com ela porque nos dedicamos à vida de formas tão diferentes e ao mesmo tempo tão iguais que vivenciamos a arte de forma paralela e complementar. Você deve estar se perguntando o porquê de “coven das incendiárias”, não é mesmo? O nome vem porque eu tenho um largo histórico infantil de colocar fogo nas coisas e minha melhor amiga quase explodiu a casa na primeira vez que tentou fazer um ritual.
Compartilhamos as expectativas, os preparativos, as cores, a forma de montar um altar, as flores, as comidas, tudo. Nossa celebração foi solitária e em dupla: cada um com sua individualidade, na sua casa, em sua meditação dentro do círculo mágico traçado por si mesma. No momento de colorir os ovos, fizemos uma vídeo chamada e conversamos sobre as cores, a experiência da meditação, o comportamento dos gatos durante o ritual e como nos sentimos com todo o processo.
A experiência foi bonita. Pedi pra florescer junto com as plantas, florescer como pessoa dentro das minhas capacidades e vontades de seguir vivendo; pedi também que esse seja um momento de cura do meu corpo físico, porque a partir disso eu terei maior liberdade de movimento e maior qualidade de vida; por último e mais importante, eu pedi ajuda dos meus guias para abrir meu terceiro olho e também ter uma melhor visualização nas minhas práticas mágicas. Sim, eu sei que estas são questões que só serão desenvolvidas com prática de meditação e dedicação aos estudos, mas pedir ajuda para ser guiada por este caminho é uma forma de pedir para florescer, faz parte do meu despertar para a bruxaria e meu caminho de dedicação ao Deus e a Deusa.
Usei este momento para programar um quartzo verde para cura física e uma ametista para auxiliar na abertura do terceiro olho e comunicação com meus guias.
A arte é linda. Eu sei que nem todos estão preparados para viver a arte de forma real porque reconhecer a existência das sombras no universo, entender e respeitar seus processos internos e fazer o possível para transformar suas sombras em algo bom e fazer do universo um lugar melhor é algo doloroso e cansativo. Entretanto, tem momentos em que celebrar a vida por meio da arte é algo tão lindo e motivador que faz com que tudo ao seu redor seja mais bonito. Hoje eu vivi um destes momentos, celebrei Ostara com uma vela verde, queimei manjerona no meu caldeirão e acendi um incênso de gardênia. Para complementar os quatro elementos no meu altar, estava meu vaso de água e coloquei um vaso de violeta e outro de crisântemo. Estava lindo visualmente e agradável energéticamente.
Agradeço a oportunidade de estudar e poder vivenciar este momento.