Pesquisador e responsável pelo manuseio e conservação do acervo fotográfico no Departamento de Documentação (Dedoc) do Grupo Abril, Wellington Budim publica o seu primeiro livro. O romance policial Teu Pecado, repleto de segredos e reviravoltas em suas 402 páginas e 44 capítulos, apresenta um assassino em série que se coloca no lugar de justiceiro e sai pelas ruas cobrando o pecado das pessoas com suas próprias mãos.
Logo de início o leitor é apresentado a uma das vítimas, cujo corpo aparece boiando no lago do Parque Ibirapuera. Na busca por encontrar a identidade do assassino, entretanto, a equipe de polícia descobre muitos segredos que envolvem outros personagens. Ninguém é tão inocente quanto parece. De acordo com Budim, “o leitor pode esperar uma trama que certamente o fará questionar, desconfiar, vibrar ou até mesmo cometer o pecado de julgar”.
Paulistano, o autor ainda revela que utilizar São Paulo como cenário para sua história foi algo pensado desde o princípio. “Vários pontos ou ruas da cidade são citados na história. Eu queria que, quando o leitor parasse por aqueles lugares, ele os identificasse e imaginasse a cena”, afirma. Outro ponto relevante é sua preocupação em apresentar a mente doentia e perturbadora do assassino de modo íntimo, mesclando capítulos em que ele mesmo narra suas ações e tenta justificá-las, como no trecho a seguir. “Eu não sou um monstro! Ao menos, não esse monstro que Amanda Fortes me acusa de ser. Não esse monstro que os jornais e a TV delataram. Pois tudo o que fiz, tudo a que fui designado, foi a purificação, a dissolução do pecado”.
Ficou curioso? Confira o book trailer neste link, elaborado em conjunto com Tatiana Leonardi, também pesquisadora do Dedoc e colega de trabalho de Wellington Budim.
Teu Pecado, que tem patrocínio da empresa de auditoria e consultoria Horus RM, está à venda nas plataformas online de Editora Constelação, Amazon e Livreiro Online.
Nas entrelinhas
Escrevendo como hobbie desde os 12 anos, foi com o auxílio da faculdade de Letras que Budim teve segurança para compartilhar aquilo que criava. Como resultado, muitos elogios e a decisão de que era hora de escrever um livro para que fosse publicado. Ele decidiu escrever algo novo, começar do zero.
A inspiração para a história surgiu enquanto se locomovia no ônibus, da faculdade em direção ao trabalho. Ele pensava na problemática de julgar erros alheios e, em um insight, surgiu a ideia do personagem assassino que, utilizando a religião como escudo, se vê no direito de cobrar o pecado das pessoas. “Eu costumo dizer que entrei naquele ônibus como uma pessoa comum e saí de lá diferente, com uma história na cabeça. Em poucos minutos, todo o enredo estava vivo em minha memória”, afirma.
Enquanto realizava a obra, Budim concluiu a faculdade de Letras e fez um curso de Roteiro. O processo de criação do livro durou cerca de quatro anos. Tamanho tempo é justificado pelo trabalho em realizar três etapas trabalhosas. Primeiro, ele fez um esboço inicial com os ápices da história, a divisão dos capítulos e a descrição dos personagens. Em seguida, surgiu a pesquisa tida como indispensável para passar veracidade ao leitor. A terceira etapa foi estabelecer uma rotina de escrita, e só então aquele esboço começou a ser detalhado para ganhar vida. “Foi um processo longo, mas satisfatório. A sensação que fica é um misto de sentimentos: orgulho, felicidade, conquista e dever cumprido. É um sonho que está se tornando real”, diz Budim.
Save the dates
Wellington Budim estará na Bienal do Livro de São Paulo deste ano com sessões de autógrafos nos dias 03/8, das 19h30 às 20h30, e 05/8, das 17h30 às 18h30.
O evento de lançamento do livro acontece no dia 01/9, no Lounge do Novotel Jaraguá, localizado na Rua Martins Fontes, nº 71. (Texto para comunicação interna, publicado na intranet da Abril).













