Bran olhou para o corvo em seu ombro, e o corvo devolveu-lhe o olhar. Possuía três olhos, e o terceiro estava cheio de uma terrível sabedoria. Bran olhou para baixo. Agora, nada havia abaixo dele além de neve, frio e morte, um vazio gelado onde agulhas denteadas de gelo azul-esbranquiçado esperavam para abraçá-lo. Voavam em sua direção como lanças. Viu os ossos de mil outros sonhadores empalados em suas pontas. Sentia um medo desesperador. - Pode um homem continuar a ser valente se tiver medo? - ouviu sua voz dizer, uma voz pequena e distante. E a voz de seu pai lhe respondeu. - Essa é a única maneira de um homem ser valente. E agora, Bran, insistiu o corvo. Escolha. Voe ou morra. A morte estendeu as mãos para ele, gritando. Bran abriu os braços e voou.
As Crônicas de Gelo e Fogo







