ᘛ featuring : @duquedragomir
ᘛ scenary : dia 26, quarto de adrian
a relação de qualquer país ali com sua população vermelha é problemática, contudo, da lista, durmoren talvez esteja abaixo da ucrânia. há boatos, relatos dos poucos que conseguem escapar dos demônios e o controle de seu rei, só que não há evidências. rei milan é bom em disfarçar seus crimes e controlar seus minions. é um lugar que asli quer ir há tempos, mas markus jamais lhe permitiu —— é perigoso demais, tinha feito uma promessa a yavuz que a manteria a salvo, já haviam pessoas cuidando dessa parte do território... ele sempre tinha uma justificativa. e por mais que ela possa contra argumentar que os dois haviam aberto mão da segurança quando se juntaram à causa, ainda o respeita demais para ir contra suas ordens. bem, quase... embora não coloque seu pé em solo durmoriano, com 3 membro de sua nobreza ali, não pode deixar passar a oportunidade de ao menos dar uma olhada; vê se acha algum documento, alguma coisa… qualquer coisa!
ainda é relativamente cedo na noite, o suficiente para o palácio estar quase deserto. os nobres continuam na vila vermelha, fingindo serem caridosos diante as câmeras, enquanto muitos empregados foram carregados para ajudar na parte mais braçal —— são ravi que os livrasse de terem que fazer a própria sopa que iriam servir, talvez não sobrevivessem tamanho esforço… só que asli não pode reclamar, já que isso lhe dá a oportunidade perfeita, afinal, as festividades ainda irão demorar mais algumas horas, e quem sabe, o conselheiro pode resolver estender a festa pela cidade. este parece a opção mais segura; não só a ala prateada é mais fácil de acessar do que a dourada, como sua função o dá acesso ao que acontece no reino, e, pelo que a morena pode observar, o duque dragomir está mais empenhado em buscar conexões que os herdeiros. e é com isso que conta enquanto busca pela sua mesa, folheando os papéis que encontra, olhando em suas gavetas, sempre com o cuidado de deixar tudo em ordem, como se nunca nem tivesse passado por ali. mas, para sua frustração, ou o maldito é ainda melhor do que ela em disfarçar informações ou não possuí nada de relevante.
que grande perda de tempo!, o pensamento toma forma de um bufar mudo que salta por seus lábios. as íris castanhas repousam em uma pequena pilha de livros. não há nada comprometedor dentro deles, já tinha dado uma olhada, mas só agora se permite prestar atenção de verdade. a ponta dos dedos corre pela capa, distraída. o título é escrito em um idioma que ela não conhece, e embora pareça até inelegível, ainda tenta memorizar para procurar depois. é neste instante, que a pior coisa que poderia acontecer, acontece! o som metálico da maçaneta corta o silêncio, repentino, e antes mesmo que ela possa pensar em se esconder, o duque surge pela porta. ❛ vossa graça! ❜ a mulher exclama, sua surpresa genuína —— não é para ele estar ali, o jantar ainda nem havia terminado na vila. a mesa atrás de si está na mais perfeita ordem, só que não há como disfarçar o livro em suas mãos; assim, ela o deixa cair entre os dedos, fingindo um salto diante do barulho oco de seu impacto. a pequena distração lhe oferece alguns segundos para pensar ao que se abaixa rapidamente para pegá-lo. ❛ eu sinto muito, muitíssimo! ❜ continua, rápida e nervosa, mantendo o olhar baixo, como rüya deveria agir. o coração bate tão rápido que não tem dúvida alguma do rubor que se espalha pelas maçãs do rosto.
❛ juro que não tinha intenção nenhuma de bisbilhotar! eu apenas achei que todos ainda estavam no jantar, então vim aproveitei pra vir arrumar os quartos! e nisso, eu tava aqui ajeitando sua mesa quando vi esses seus livros de uma língua estranha —— digo, não estranha, estranha!! é só.... diferente! ❜ faz questão de jogar os detalhes, em seu tom mais desesperado, carregado daquela ingenuidade que aprendeu a simular tão bem. é uma escolha ousada, mas, pelo que observou de longe, ele poderia se comover ou somente não ter pacienia e tentar se livrar logo dela. não é a pior desculpa; seu uniforme de empregada e as toalhas que deixou empilhadas na cama vendem a história, mesmo que ainda exista furos. ele precisaria estar atento ao horário e modo com os quais as empregadas trabalham, o que ela duvida que possa ser o caso, mas estes existem.