Uma inquietante sensação desconstrói verdades, forjadas, que se quebram e espalham pelo chão. Tento juntá-las, mas escapam entre os dedos, misturam-se, confundindo ainda mais minhas "certezas", até que, disformes, mostram-me que avessos também geram novas perspectivas. O ser racional (irracionalmente destrutivo) sentencia somente a existência de quem permite. Ele habita em todos. Procuramos pela luz, mas somos sombras. Somos seres sós, mesmos cercados por tantos, que também estão sós. So-li-dão. Nossas batalhas se dão em silêncio. Uma luta constante se dá entre diversos paradoxos que servem para incutir culpa nas pessoas que transitam entre luz e sombra, diariamente. O medo do desconhecido nos assombra tal qual a sombra que nos cobre quando a percepção da finitude de viver se expressa. E o medo de viver é maior que se contrário fosse. Quem vive plenamente sem impor medidas? A existência se dá na métrica de medo e culpa. Quem ousa se atirar de cabeça sem medir consequências? Para esses poucos, minha admiração, porque uma estranheza em estar bem me revolta. Estou mais sombra que luz…
Adriana Cassa (autoral)














