Da primeira vez que namorei tentei ser o melhor, ser sincero, passar confiança, ser maduro e sensível.
Lembro que aprendi a cozinhar, fazer massagem e até a levava para a facul e a sempre que podia também buscava ela, as vezes com flores, chocolates... Mas nunca parecia bastante, sabe? Era como se tudo isso não fosse tão especial pra ela, como se o meu máximo fosse menos que o mínimo.
Então, mesmo eu lutando, passando por cima de muito coisa pela gente, inevitavelmente terminamos.
A maior galera me falou que eu fui bonzinho demais, que mulher gosta é de homem vacilão, que some, que dá motivos para o fim.
Não concordei sabe? Eu não conseguia aceitar que ser o melhor para alguém fosse errado! Até namorar pela segunda vez!
Fui o mesmo! Com alguma melhora da maturidade. Cozinhava para ela, fazia até marmitinhas de guloseimas que ela gostava para as horas de prova!
E em pouco tempo ela já estava guardando dinheiro pra gente casar, me tratando com eu nunca havia sido tratado: com amor e principalmente, com GRATIDÃO!!! Um dia desses encontrei o irmão daquela garota do começo do texto! Ele me disse que ela estava bem ruim, que havia descoberto duas tradições do novo namorado, que sempre falava de mim e, quando soube do meu novo namoro chorou o dia todo.
Eu lamentei, porque continuo achando que nenhuma mulher merece isso. Mas segui com o coração leve!
Com a certeza de que, se o seu melhor para alguém não é o bastante, esse alguém não será o melhor para você!
E todo o amor que a gente planta, ainda que desperdiçado, uma hora ou outra volta pra você