da morte que aprendeu a amar o mel
Depois da Fogueira, encantou-se.
Na Queima, ouviu tantas vozes. Delas, as que choraram em desespero, as que desistiram do medo, as que imantaram na raiva em labaredas a força de sua permanência para além da carne. Não houve volta em silêncio. Épocas e circunstâncias não calaram as intenções entre lágrimas. Se soube acolhida entre as malditas.
Entre mar e deserto, fez ninho precário para acarinhar a pele ardida. Então, vieram os sonhos inquietantes. Os olhos delas atiçando seu juízo. Cobriu-se do manto de estrelas e respirou o ar salgado na imensidão do primeiro passo para longe do abrigo.
Caminhou descalça por areias traiçoeiras. Noite após noite, seu coração sibilou desafios até que decidiu se partir em três sibilantes lâminas-espelho e alcançar a coroa que só a Lua poderia lhe dar.
Só assim conseguiu começar a dar conta da Demanda.
.XXX. ___ ando afiando a habilidade de contar. esse é mais um ponto de partida.













