“Look me in the eyes, tell me you love me. Even if it’s fucking fake.” + Gregory ☺️
Confusão tomou o rosto de Melissa, enquanto sustentava o olhar dele, a sua respiração espaçada. Nem entendia como haviam chegado nesse ponto, mas agora estava parada na sala de estar alheia, debatendo o que o responder. “Gregory...” Suspirou, a voz meio incerta, talvez, pela primeira vez na vida. A Didion era muito boa com palavras, não tinha problemas em as despejar e falar sem parar o tempo todo, mas, agora, esse fazer inconsciente de sempre, lhe falhava pois não parecia encontrar as palavras exatas para o responder. “Por que você acha que seria mentira?” Mordiscou o canto dos lábios, os punhos se fechando ao lado do corpo para tentar não ceder as emoções, que a levariam a uma crise de choro num segundo. A verdade era que, se fosse ser completamente honesta, desde a época da escola, nunca tinha parado de o amar — nem quando ele a fez chorar, nem quando disse a si mesma que o odiava, e muito menos quando fingiu que o havia superado e teve outros namorados. De forma inexplicável, ou não, tudo sempre a levava de volta a Gregory, mesmo que simplesmente para imposto de renda. “Eu não minto, e você sabe disso. Eu... eu te amo, desde que você decidiu que sentar nas arquibancadas e me olhar pular que nem uma boba naquele uniforme de líder de torcida era mais interessante do que a aula de filosofia.” A loira deu um passo a frente, tentando cortar a distância entre eles. Os olhos azuis brilhavam com as lágrimas, porque, aonde Gregory era uma grande estátua de mármore se tratando de seus sentimentos, Melissa era um furacão sem rota, tudo em si sendo ao extremo.
“E isso continuou, mesmo quando você me magoou, mesmo quando eu te magoei, e quando a gente não se não falou e quando falamos.” Falar tudo aquilo parecia tirar um grande peso, que não sabia que carregava, de seu peito. Ainda que lhe parecesse loucura que o outro não havia notado tudo isso, em todas suas ações e falas ao longo dos anos. “Em todas as vezes que eu vim atrás de você, que tentei ficar por perto, até nas vezes que te irritei, tudo de propósito.” Era verdade, nada do que havia feito era na pura inocência de um simples carinho amigável. Finalmente parou em frente a ele, arqueando completamente o pescoço para poder continuar o encarando. “Acha mesmo que eu, de todas as pessoas, decoraria tantos nomes complicados e termos se não fosse verdade? Eu sei todas suas alergias de cabeça, assim como também sei a letra daquelas cinco músicas que você gosta e a receita do seu suco verde preferido, mesmo que eu odeie.” Melissa ficou nas pontinhas do pé, as mãos segurando o rosto do homem de maneira delicada, enquanto o sorria. “Eu não sou uma pessoa lógica, Greg, e não sei dizer como ou o porquê. Mas eu sei que te amo, sempre amei.”






