Mas ele não era aberto aos humanos, a não ser aos sortudos o bastante para descobrir um portal e a maneira de abrí-lo. O povo que vivia lá seguia leis que não eram como as nossas. Qualquer velho com histórias para contar sabia disso. Havia lendas sobre homens que atravessaram um portal, ficaram uma noite com o povo da floresta e, ao voltar, descobriram que cem anos haviam se passado, e que suas mulheres e filhos estavam mortos e enterrados. Havia histórias sobre gente que visitara a festa das fadas e enlouquecera. Quando voltavam ao mundo dos homens, eles só conseguiam vagar pela floresta até morrer de frio, fome ou sede. Havia ainda histórias de pessoas que entraram na floresta e simplesmente desapareceram.
— A Dança da Floresta, por Juliet Marillier









