Briza and Ari have been in love with each other since childhood. The couple is expecting a child and is planning to get married, but before the wedding, Ari needs to go to Rio de Janeiro to sort out work matters. Briza sets off after him, but on the way she is attacked by unknown people who are convinced that she is a criminal who has kidnapped children, because they saw a shocking video of her face on the Internet with a deepfake. Unexpectedly, the hacker Otu comes to the girl's aid. He agrees to take Briza to her destination, where she will have to face Ari's jealousy towards her new mysterious acquaintance.
- Bom dia Flor do dia! – escutou a voz do namorado entrando pela porta de casa.
Você concordou com a cabeça e continuo olhando para o prato de vidro na sua frente, com uma torrada feita e um waffle.
- Deixei o café da manhã pronto pra você – ele continua falando sorridente enquanto deixava duas sacolas em cima da mesa.
Alexandre caminha para perto do seu corpo e beija a sua testa, te fazendo sentir a barba grande roçar na região. Você leva um pequeno susto e apenas concorda com a cabeça novamente, e volta a comer como antes dele chegar.
-Dormiu bem? – ele continua a conversa individual, tirando da sacola as baboseiras que tinha comprado no mercado.
- Não muito – respondeu seca e tomando um gole do café que havia sido deixado pronto para você.
- Por que? – rebateu parando de guardar as coisas e virando na sua direção que estava com o olhar distante – Não é por causa do assunto de ontem, né?
Você apenas balançou a cabeça fraco e começou a rir baixo de nervosa, misturando a risada com uma fungada que denunciava que iria começar a chorar em segundos.
- Não, não! Você está proibida de chorar por causa desses ridículos – respondeu aproximando corpo e puxando sua mão para ficar em pé e abraçar ele com força.
- Você tem que ver os prints que tirei hoje cedo – falou com a voz chorosa, o namorado apenas negou com a cabeça a sua atitude de guardar essas coisas no celular.
Continuaram abraçados por minutos em completo silêncio, Alexandre baixou a mão que estava na cintura para mais perto da sua bunda, apertou levemente fazendo você soltar um riso com o rosto ainda no peito dele.
- Quem dera eu pudesse ser essa calça jeans, só pra ficar assim coladinho no seu corpo – comentou para descontrair.
Você riu alto e levantou o rosto para olhar para ele, fez um carinho no rosto do namorado mais velho, acariciou levemente a barba com fios brancos, descansou a mão na nunca dele e sentiu sua bunda sendo apertada novamente.
Em poucos segundos estavam com os lábios colados, em um beijo urgente que acabou com o ar de ambos rapidamente, cortaram o contato e ficaram apenas se encarando com um sorriso fraco.
- Tinha um chamando você de velho gago – soltou com um tom divertido e fazendo a expressão dele mudar para choque.
- Será que todos os velhos gagos conseguem fazer o que faço na cama? – mudou a expressão para dúvida e riu em seguida.
Riu junto e puxou o rosto dele novamente para um beijo, ficou deixando rastros da saliva no pescoço do homem e acariciando com as unhas o cabelo ondulado.
- Não sei se consigo ser forte com tudo, são muitos comentários preconceituosos – falou para ele com um tom de voz baixo.
- Depois de tudo que passei para convencer seu pai de que eu ter a idade para ser seu segundo pai não ia significar nada, você vai me deixar assim? – rebateu com o questionamento divertido.
- Eu sei, mas é que são tantos comentários maliciosos que chega a me dar gastura – disse tentando explicar o ponto de vista que tanto assombrava a mente.
- No início é desgastante e assustador, mas juro que tudo vai passar, você logo acostuma e nenhum comentário mais afeta – falou agora acariciando seu cabelo e tentando abrir um sorriso de conforto – São pessoas desocupadas, comentando coisas absurdas que na maioria das vezes reflete muito mais sobre a vida pessoal delas do que a nossa.
Você concordou e deitou a cabeça no peito dele novamente, ficou escutando o coração e respirando fraco, apreciando apenas o silêncio confortável.
- Mas aquela do velho gaga me pegou – comentou quebrando o silêncio – Quem sabe eu possa mandar um vídeo nosso na cama para o Léo Dias.
Você largou o abraço e soltou uma gargalhada sincera, e negou com a cabeça em choque o comentário repentino.
- Sabe como é, mandar direto pra fonte, onde mais se espalha as coisas.
Ficou observando o rosto divertido do namorado, caminhou uns passos para longe e parou no corredor que dava acesso aos quartos.
- Então vem! – falou com o ombro escorado na parede e fazendo sinal com os dedos, e ele olhando confuso – Vem gravar o vídeo.
Alexandre deu uma risada alta e correu na sua direção, pegou você no colo com as duas mãos na sua bunda e caminhou rápido rumo ao quarto de casal.