🙤 · ┈ @jcnree | no auge de seus 32 anos, alexia se recusava a ceder facilmente à raiva e ao estresse. não era benéfico a ninguém, afinal. recusava-se sobretudo quando sua ex-esposa estava envolvida. era uma pessoa madura, que iria lidar com aquele divórcio de forma madura, que não iria ficar de picuinha com a ex, que se recusava a tornar a separação uma experiência ainda mais traumática para o filho. ela estava tentando, ao máximo possível, não perder a calma em nenhuma circunstância. estava mesmo.
mas era difícil.
era difícil sobretudo quando estava havia uns bons minutos esperando sentada na cadeira da diretoria, porque, aparentemente, seu filho havia falado um palavrão no meio da sala, cercado por outras crianças que não deveriam saber palavrão algum. e era uma palavra que definitivamente não podia ter vindo de alexia, a não ser que sua memória estivesse lhe falhando e ela houvesse cometido um deslize daqueles.
não, aquilo tinha de ser obra de jennifer. e ela nem podia aparecer ali a tempo, como se as outras pessoas ali envolvidas não tivessem qualquer compromisso. mais uma vez alexia se forçou a aliviar o sulco em seu cenho, a tensão em sua mandíbula; forçou-se a oferecer à diretora um sorriso educado enquanto pedia outro perdão pelo atraso alheio e retomava um diálogo com o garoto ao seu lado, reforçando novamente por que tinham de ter aquela conversa.. sério, jennifer? não podia ter pelo menos xingado em coreano?














