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— Como uma primeira grande lição sobre o amor... Você precisa saber que ele não é um sentimento que possa ser definido, não por completo, assim como eu não posso. Por esse motivo, talvez eu jamais possa te ensinar de verdade a amar, assim como eu talvez jamais possa te fazer me conhecer realmente. Mas existem características comuns a ele, as quais eu posso te explicar, assim como existem certas coisas minhas que possa te contar. (...)— Confiança. Essa é a primeira e talvez a mais importante característica presente no amor. Você confia naquele que ama. Confia não apenas no sentido de deixa-lo te conhecer, não apenas no sentido de contar tudo o que contigo acontecer. Mas confia como se ele fosse sua rocha, a sua base. Confia como se pudesse ter certeza de que ele estaria no fundo do precipício em que você saltasse, posicionado para te sustentar. E, além disso, como se ele estivesse pronto e disposto para segurar em sua mão e saltar junto com você. Confia suas características, confia suas histórias, sua família e seus amigos... Confia a si mesmo nas mãos dele.
If Tomorrow Comes.
Eu jamais iria pedir por um abraço, jamais iria clamar por um beijo, jamais iria querer outro coração e, muito menos, tentar roubá-los. Se até mim eles viessem, ótimo, não os afastaria. Porém, de forma alguma, estaria em busca. Eu era do tipo que “antes de querer, tinha”. Antes de querer pedir um abraço, tinha vergonha. Antes de querer clamar por um beijo, tinha insegurança. Antes de querer um outro coração, tinha medo.
If Tomorrow Comes.
Eu gostava de enigmas. Eu gostava do sentimento de juntar detalhes ou procurar por pistas, de ser provocada e instigada incessantemente por coisas que surgiam de diversos pontos, de forma sucessiva, mas que levavam a um único fim. Gostava de tentar ler e entender pessoas, de ver e ler histórias intrigantes... (...)Gostava do pulsar contínuo em meu peito, do sangue correndo veloz entre as veias, exclusivamente pela tensão de estar perto da revelação. A consciência se fazendo presente ao desenrolar do enredo da história.
If Tomorrow Comes.
Mas, às vezes, só o silêncio compreende a imensidão dos significados.
Time After Time
Toda ação provoca uma reação, assim como todo efeitos tem sua causa. Se algum imprevisto acontece, o acaso se faz presente, mesmo que extrapole o roteiro escrito pela vida. Ele surpreende e é incompreendível. O acaso, nada mais é do que um indício de nossa ignorância. Os jogos e os dados inventaram a humanidade, mas, como alguns acreditam, Deus não joga dados com o Universo. Então, o acaso se resumiria a um conjunto de fenômenos que tendem a se interligar independentemente do tempo ou do espaço, isto é, mesmo que não exista relação entre os fatos, eles estão destinados a se encontrar em algum momento.
Once in a Blue Moon.
Rios que seguem o curso natural de seu leito fluem, mas também transbordam, enchem, transpassam as suas margens e arrasam os seus arredores. Aliás, poderosos rios justamente porque fluem, seguem seu caminho em direção ao mar, sempre, seguem serenos, ou impiedosos, mas, indiscutivelmente, seguem. Algumas vezes, os rios, diante de barreiras intransponíveis em seus caminhos mudam de curso, outras vezes, se necessário, bifurcam-se. Separados seguem seus caminhos, assim, em dois ao invés de um, desaguam suas águas na imensidão do mar.
Amanda Caroline Sousa.
O tempo é incerto. O tempo é imprevisível. Você já se perguntou do que é feito o tempo? A vida é feita de tempo, ou o tempo é feita de vida? Já se perguntou o que marca o nosso tempo aqui? São as nossas escolhas? São os nosso medos? São as coisas que deixamos de fazer? Ou são as que eventualmente fazemos? São as vitórias que conquistamos? As batalhas que perdemos? São as vidas que salvamos? Ou as que condenamos? São as soluções que arquitetamos? Ou os problemas dos quais fugimos? O que marca nosso tempo aqui? Do que é feito o tempo?
Amanda Caroline Sousa.