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Amanhã quando o sol nascer...
Leva o teu sonho até o mar e mergulha nele.
Eu não quero sempre necessitar dormir para ter sonhos.
Vida de Professor... 🥱✍️
Eu acordei com o corpo sentindo o que minha alma ainda estava tentando entender.
Havia um furacão.
Não daqueles que destroem apenas por fora,
mas daqueles que anunciam que algo dentro já não pode permanecer como antes.
Corri para a casa, buscando abrigo.
Mas, ao entrar, não havia clareza.
Havia fumaça.
Havia memórias.
Havia presenças que não eram exatamente pessoas,
mas sentimentos vivos de histórias que um dia fizeram parte de mim.
Ali, entre o visível e o invisível,
eu sentia que precisava proteger.
Cuidar.
Sustentar.
Como se, mesmo sem enxergar,
a responsabilidade ainda fosse minha.
E então o cenário mudava.
O mar se abria diante de mim,
profundo, azul-esverdeado, vivo.
As águas se agitavam como se conversassem com o vento do furacão que eu já havia visto.
Havia pessoas entrando.
Mas eu… apenas observava.
Porque, no fundo, eu sabia: não era sobre me jogar.
Era sobre reconhecer.
Reconhecer que algo em mim estava mudando.
Que ciclos estavam se encerrando.
Que memórias estavam sendo revisitadas não para me prender,
mas para, finalmente, serem liberadas.
A angústia que senti não era fraqueza.
Era travessia.
E a responsabilidade que carreguei…
talvez nunca tenha sido só minha.
Hoje eu entendo: nem todo furacão vem para destruir.
Alguns vêm para limpar o caminho
e revelar quem somos quando tudo aquilo que sustentávamos já não precisa mais ser carregado.
E, mesmo sem ver tudo com clareza,
há algo em mim que sabe…eu estou sendo conduzida.
.
.
D.K🪶🦋