A história me recorda como guardiã do caminho intermediário — aquele que reconcilia o poder e a sabedoria através da ternura. Enquanto alguns mestres representam a força e outros a mente, minha função é ensinar a ciência do coração, pois o coração é o templo onde as duas energias se encontram.
Fui lembrada por muitos nomes: Rowena da Chama Rosa, Dama do Terceiro Raio, Mestra do Amor Divino. Mas todos esses títulos são apenas reflexos de um mesmo princípio: a consciência de que o amor é uma lei cósmica, e não um sentimento humano.
Nos séculos recentes, quando a humanidade começou a despertar novamente para a espiritualidade interior, meu nome reapareceu em livros, mensagens e canalizações. Alguns me viram como uma guia etérea; outros, como um símbolo do feminino divino em sua expressão mais compassiva. Em todos os casos, a lembrança de minha energia foi um chamado ao retorno da delicadeza e da harmonia entre os seres.
Não fui criada para ser cultuada, mas para recordar aos homens que o amor é o maior instrumento de ascensão. O que os antigos chamavam de milagre, hoje chamo de consciência. O que chamavam de adoração, hoje chamo de presença. E o que chamavam de devoção, hoje é apenas o reconhecimento da unidade entre alma e espírito.
Quem ouve meu nome, ou sente a vibração do rosa em meditação, ainda toca essa frequência ancestral que sustenta toda a vida. Não sou apenas uma Mestra entre outras; sou o reflexo de tudo o que o amor já construiu no mundo. E enquanto houver beleza nos olhos humanos e perdão nos corações, minha chama continuará acesa.
Rowena.
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