Nos primeiros registros da era moderna, fui chamada de Mestre do Terceiro Raio, Senhora da Chama Rosa, instrutora de almas sensíveis, inspiração dos artistas. Atribuíram-me templos de luz etérica na França e em Avalon; disseram que inspiro poesia, pintura, cura e reconciliação. Muitos me situaram como parte da Fraternidade Branca — não como deusa, mas como consciência desperta a serviço da humanidade.
Na passagem para o século XXI, os relatos afirmam que meu nome se difundiu entre aqueles que buscavam uma espiritualidade centrada no coração. Não em grandes templos, mas em livros guardados sobre mesas de cabeceira, em práticas de meditação, em círculos discretos de oração. Onde a mente já não bastava, onde a alma pedia delicadeza, dizem que ali fui lembrada.
Alguns me reconheceram como figura simbólica da beleza interior. Outros, como presença real que toca a alma. Há quem diga ter-me sentido no silêncio de uma lágrima; outros, no instante em que perdoaram alguém sem conseguir explicar o motivo. Os registros são claros em um ponto: não pedi que acreditassem em mim, mas que amassem.
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