Conhecer o amor da sua vida vale a pena?
Notas: pensei muito antes de postar, pois minhas reflexões e inspirações despertaram após assistir a adaptação do livro citado no texto, produzido pela HBO, infelizmente a série fora cancelada após a primeira temporada. Triste.
No entanto, a curiosidade fora mais forte e fui ler o livro. Que livro, meus caros. Que livro! Um verdadeiro Absolut Cinema!
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Este vem quando menos se espera. Obviamente.
Concordo com a Clare de "A Mulher do Viajante do Tempo" de 2003, escrito por Audrey Niffenegger. A protagonista diz que "Ninguém deveria conhecer o amor da sua vida aos 6 anos de idade", pois é compreensível, a pressão em terna idade. Check 👍
No entanto, todavia, o fator determinante é a maneira como isto será construído. Como o casal principal do livro, Henry sempre foi um gentleman, educado, inteligente, cortez e aberto ao diálogo, assim como Clare. Uma criança esperta, perspicaz, curiosa e gentil. Ele não se aproveitou dela em nenhum momento.
Criou-se uma amizade, ensinamentos, até mesmo a ensinou francês. Ele era fluente também em italiano e alemão. Ajudava a pequena Clare em suas lições de casa e lhe ensinou xadrez. Conversando conheceram um ao outro. Algo normal, leve e divertido.
Construindo assim, base sólida através da confiança, segurança, carinho, atenção e pela compreensão de ambos. O tempo passou. Clare completou 16 anos, ao florescer da libido, cheia de desejo por um cara enigmático e carismático mais velho que ela.
É por isso que a pressão é grande e intensa. Porque seu círculo social, hobbies e interesses foram concebidos e preenchidos por causa da relação com Henry.
Até que as amigas de escola começaram a questioná-la do porquê Clare fugia dos garotos quando deveria aproveitar aquele momentos. No fundo, ela não queria, pois já havia encontrado o que nem sabia que precisava junto ao homem maduro e cheio de qualidades que aparecia em sua clareira. Mas tarde, conhecido como o Campo. O mesmo que ditou para ela todas as datas dos 152 encontros deles, até que eles se encontrassem no presente em New York após o aniversário de 18 anos dela, seguido de um hiato de 2 anos, onde finalmente veriam-se pela primeira vez e dali em diante, seguiriam juntos na estrada da vida até o aniversário de 43 anos dele.
Mesmo assim, resolveu sair com cara charmoso e cobiçado da escola. Arrependeu-se amargamente. Quando Henry apareceu dias depois do ocorrido, ela apenas lhe perguntou: "Você daria uma surra em alguém por mim? Mesmo que eu diga que ele apenas mereceu?"
Ele não pensou duas vezes: "Sim. O que aconteceu?". Ela por sua vez não falou, apenas mostrou.
Se antes, ela já havia dito que iria (e iria mesmo fazer) depois do que viu foi incentivo o suficiente para querer cobrar com juros.
Juntos foram dar uma lição no agressor de Clare. O que resultou em mais um aprendizado:
Um homem quando genuinamente ama sua mulher, ele faz o inimaginável para vê-la feliz e satisfeita, pois esta realização também o deixa feliz. Principalmente por saber que ele estava lá no momento em que sua amada mais precisou de seu apoio, ajuda e sua compreensão. Satisfação por ser útil e um solucionador de problemas por sua proatividade é a palavra-chave.
Aqui se intensifica e cresce ainda mais o instinto protetor do homem, firma-se a certeza da fome por ser a armadura de ambos. Isso significa, que este cara é o provedor, que a segura sua amada de que sua presença é o suficiente para manter sua acolhida pois sabe que pode contar com ele para o que for necessário. Aura de guerreiro, um casca grossa, difícil de ser rachada, mas somente com sua esposa é um homem totalmente rendido e apaixonado. Ele a protege dos males e preocupações do mundo lá fora e se torna sua fortaleza, sua redoma de vidro pois cuidar dela é sua missão. Não no sentido de aprisionar e sufocar. Mas no sentido de base de conforto, carinho e leveza. Uma mulher leve, é capaz de voar.
Também é o papel do homem.
Clare e Henry foram o casal mais próximo daquilo que considero ser a meta de um relacionamento saudável, onde um apoia o outro, onde um simples olhar é o suficiente para saber o que houve, enfrentam juntos todos os problemas e principalmente, resiliência e amor para toda uma vida. Pois ela aguardou por ele até seus 82 anos, para finalmente poder abraça-lo mais uma vez depois de sua partida com 43 anos.
Henry a ensinou e consolidou as bases para que ela construísse confiança em si própria (o que secretamente o deixou muito orgulhoso dela) desta forma fora capaz de lidar com toda a situação mesmo sofrendo, mas agora, se tornando o que seu grande amor fora para ela: a fortaleza do fruto deste amor, Alba. O nome que ambos escolheram literalmente com um dicionário de nomes.
Existe amor mais lindo e cheio de significados nos mínimos detalhes? Será que percebemos?
Pois é nos pequenos detalhes que as melhores recordações afloram. São as que ficam. São elas que nos marcam e nos ajudam a seguir em frente.
Desejo que todos nós possamos encontrar e viver um amor assim, genuíno que agregue conhecimentos e muitas recordações gostosas, porque é isso que vamos levar daqui quando tudo chegar ao fim.
Então, a resposta para a pergunta do início é sim. Mesmo que por um curto período (se for para se basear em dias ou tempo), porque lhe marcou profunda e intensamente. Uma mistura de saudades, com cheiro de carinho, o sentimento de perda pois a pessoa não está mais presente, mas principalmente, por aquecer o coração e se tornar o impulso que necessita para continuar independentemente da situação.
Ciente de que a dor nunca vai passar, ela ameniza com o passar do tempo, porém será sempre consolada pelo sentimento de que valeu a pena enquanto vivenciaram aqueles - às vezes, pequenos - momentos preciosos juntos porque vocês tinham uma jóia rara: conexão de alma.