Murros e pontapés era algo que ela associava a selvagens, ou a trouxas, tudo com magia era mais fácil e com classe, só que a raiva que sentiu de Rabas no momento em que ele abriu a boca pra falar o que falara ela nem conseguira pensar. Sorte a dele, pensou depois do acontecido, um murro não era nada ao que podia conjurar com raiva. Apostava que ele ia preferir um soco ao que ela pensou que poderia ter feito depois de mais calma em seu dormitório, com certeza teria colado suas pernas ou o deixado com os olhos irritados por semanas, só pra ele aprender. Contudo, a raiva não a permitiu ser racional e agir como a bruxa que era e foi criada pra ser, o comentário de Rabastan a tirou tanto do sério que quando se deu conta já tinha a mão em punho pra choca-la contra o rosto do garoto. Estava tão contrariada que nem lembrou de seus princípios, só se deu conta do que fizera ao sentir a dor do choque do murro. Como não tinha prática, colocou o polegar no lugar errado e ao encontrar a boca do rapaz pode sentir também, o que lhe consolava era que pelo menos ele podia ter sofrido alguma coisa. “Eu não acredito que acabei de te bater.” Balançou a mão, seu orgulho a impedindo de pedir desculpas por mais que ainda sentisse apreço pelo ex namorado. Tinha agido errado, mas ainda se achava certa por ter reagido. “Tomara que você só abra a boca pra reclamar disso e nunca mais repita o que você tinha falado perto de mim, pelo bem do que a gente gosta um no outro ainda.”