[...] #repost @coisasdevitall [...] #amplificado _____Ele é danado! Transforma tudo ao nosso redor. ❤️ #oamorérei👑 #peaceandlove✌❤ (em Um Lugar De Paz)
Aliados, Amplificado, 2008;
Brasil, Sony BMG;
Rock, pop rock.
Puta que pariu, é Aliados da baixada pro Brasil!
Durante muitos momentos da minha vida o Aliados conseguiu transformar em música tudo o que eu sentia. O quarteto santista traz várias músicas que parecem dar sentido a tudo que acontece conosco. Mas isso não quer dizer que só falem de coisas tristes, o grande trunfo é justamente essa capacidade de não ser monotemático, há espaço pra amor, desilusão e tristeza. Assim como há espaço pra felicidade e superação. Em ‘Direto ao assunto, por exemplo, exprime todo o cansaço do mimimi e doce que algumas pessoas fazem durante aquele flerte maroto. Mas é ‘Sorrindo’, a segunda música do álbum, o primeiro grande acerto. Uma letra perfeita, pra qualquer momento de merda da tua vida de merda.
‘Amplificado’ junta canções dos 3 primeiros trabalhos da banda, além de 5 inéditas. Antes o grupo levava o 13 junto ao nome. Mas excluíram o número pra evitar que fossem ligados aos petralhas. O treze fazia menção ao código de telefone da área de Santos. Lá pelos meus 16, quando tomei um pé na bunda daqueles, ‘Esquece’, me salvou da dor de cotovelo. E me fez adorar a bateria de Rafa Borba. ‘Senhor da razão’, um chamado à paciência. Vai dizer que você nunca ficou esperando por alguém?
‘Desatando os nós’, chega com a marca do Aliados, letra “pra cima”, um pouco da dose caiçara nas guitarras que lembram, e muito, Charlie Brown Jr. Não use a fé em vão! ‘Salve a paz’ é a melhor do álbum. Virou hino entre meus amigos, e admito que fiquei orgulhoso de ter gravado ela num desses cd’s que a gente dá pra um brother. O finalzinho é encantador, o refrão tem muita força. Dudu Golzi manda muito bem na guitarra, dando o toque final na música.
‘Quem sabe um dia’, continua o lance iniciado por ‘Direto ao assunto’, vai dizer que você nunca ficou com alguém esperando que fosse dar em algo mais? ‘Vem’, é pura malícia. Dudu Golzi mostra toda a influência do rock britânico nos tons usados. Quebrando a vibe alegre que a gente tava curtindo, vem a pesada ‘Te encontro por aí’. Música sobre pessoas que você ama e foram embora. Eu juro que é difícil pra caralho escutar ela inteira sem desgraçar a tua mente.
Uma pra acordar no sabadão e tacar no último volume. ‘Tirei o dia pra mim’, é esse tipo de composição. Fildzz consegue cantar ambiguidades sem soar como um troxa. Oliver Kivitz segura a onda no baixo, não só aqui, raramente tem os holofotes nele, mas funciona muito bem. Uma espécie de Busquets da banda. Obrigatória em todo esquenta antes da baladinha, ‘Hoje a noite não vai acabar’, vai te causar toda a sede pra matar aquela vodka horrível que a galera comprou com a vaquinha de dois conto. Sugestivamente a última música é ‘Medo do fim’, mais fechada e séria. Mas longe da tristeza, é mais uma canção sobre superação.
Amplificado marcou a estréia da banda em uma gravadora maior, a qualidade do trabalho mostra a maturidade adquirida até chegar a esse ponto, ainda hoje me espanta o fato de não serem tão reconhecidos assim. Altamente indicado pra momentos de glória e momentos de derrota, pras nuances da vida.