Eu conseguia sentir que a guerra acabaria ali, bem naquele momento onde fui carregado por eles, a guerra acabaria. Quando eles me levaram para aquele lugar, um lado da floresta que eu nunca vi e desejei nunca mais ver, aquele lugar tão sombrio… Eu quis chorar, mas não consegui. Eu sempre senti medo, mas eles não me permitiram sentir. Como eu quis gritar e pedir socorro, mas eles me calaram. Eu fui carregado, maltratado e rastejado para aquele lugar, onde eles me tocaram… Me tocaram e me sujaram, eu não pude nem chorar e nem implorar por ajuda, eles me tocaram e eu nem pude chorar ou gritar, eles me sujaram com aquelas mãos imundas e com aquelas palavras horrendas, eu quis lutar para salvar a mim mesmo, mas eu não tive forças, eles não permitiram. Eles arrancaram uma parte de mim, arrancaram a minha felicidade, a minha inocência, a minha alma, arrancaram a minha força, as minhas asas. Eles me mataram. E eu nem pude me defender, não pude chorar ou gritar, eles não permitiram nada. Não salvei ninguém e nem a mim mesmo, mas a guerra tinha acabado e eu jogado naquela floresta suja, suja pelas minhas lágrimas tão dolorosas, o meu sangue e ali eu fiquei, jogado e sujo por muito tempo.
─ Escrito por R. C. Campos.







