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The best thing about tonight's. That we're not fighting. Could it be that we have been. This way before. | Aodhara
Adhara sempre foi alguém muito teimosa. Não havia uma dúvida sobre isso. Desde pequena a garota nunca aceitara as condições impostas para ela. Por isso havia sido tão fácil para ela ir embora. Somente havia ajudado ela todo aquele tempo, mas agora ela não era mais Adhara. Ela era Tara Ulrich e ela tinha deveres a fazer. Não sabia como havia acabado naquela situação, mas ela sempre tentava fazer o que era melhor para seu time. Por isso ela estava tentando aquele caminho alternativo. Se ele desse certo na próxima vez que chegassem perto daquele vilarejo seria muito mais rápido, mas haviam vários problemas em enfrentar as montanhas. Elas eram instáveis, talvez tão instáveis quanto o temperamento da garota. Que havia gritado com seu irmão a poucas horas. Talvez era por isso que estava ali. Para provar que estava certa. Não havia gostado que ele tivesse desafiado a mesma, e ainda mais levado o resto da sua equipe pelo outro caminho.
Era complicado ver Aodh daquela forma. Ela não sentia nada afetivo por ele. Não era como se ele fosse seu irmão. A única pessoa que ela via desse jeito era Prisca. Por isso era tão fácil para ela sentir aquela outra coisa. Aquilo que ardia em seu peito, mas que ela muitas vezes tentava esconder. Ela não poderia nem sequer tentar descobrir o que era aquilo que ela carregava consigo com medo do resultado. Já havia ficado de noite, e provavelmente o time já havia chegado de volta ao acampamento. Ela não desistiria por mais que estivesse congelando naquele local. A mulher era teimosa o suficiente para não desistir de seu ponto de vista. Seus passos eram muito bem pensados, então ela retirou todos de seu pensamento. Prisca, seus soldados, e principalmente Aodh. Ela não conseguia lidar com ele. Com aqueles laços. Era muito mais fácil para eles acreditar que Adhara simplesmente havia sido sequestrada e morrido. Tara muitas vezes gostava de acreditar nisso. Ela era uma nova pessoa.
Então o caminho pirou, pois a chuva começou. Tudo começou a deslizar, e Tara soube que não poderia continuar. Sua sorte foi uma caverna no meio de toda aquela montanha. Ela não tinha medo de alguns morcegos ou ratos. Poderia ficar ali até a chuva passar e o dia nascer. O problema era o frio. Por mais que tivesse preparada para aquela situação ela nunca ficava confortável estando sozinha. Era por isso que precisava de Prisca para quase tudo. A garota tirou sua lanterna da bolsa usando como modo de aquecer suas mãos antes de montar uma pequena fogueira para manter-se aquecida. Não tinha muito suprimento, mas deveria bastar para até a manhã seguinte. Ela não desistiria do seu caminho, e sem dúvidas ia provar para todos que estava certa. Pois ela era assim. Nada importava desde que estivesse certa, e ela queria esfregar isso na cara de Aodh.