Quando a saudade apertou, já era tarde de mais para que eu, em pensamento, pudesse voltar atrás de minha estúpida decisão. Ao entrar no caminho de volta, mais ao mesmo temo de ida, cada momento que vivi lá, me vinha à tona e me fazia chorar. Sem que ao menos ninguém pudesse notar, angustiado eu estava. Meu coração estava como um copo dilacerado no chão. Tinha perdido o sentido parcialmente de tudo, mas ainda consciente eu estava ao ponto de me deixar levar pela dor.
Ao chegar ao termino do destino, feliz fiquei, mas não durou por muito tempo. Isolei-me e ali fiquei por algum tempo sem expressar nenhuma afeição que me fazia feliz. Agora sim, meus olhos se encheram d’agua da tristeza, e sem querer fui obrigado a conter as lagrimas, que por mais uma vez deixei cair. O tempo ia passando e eu ainda estava lá. Pensava o que eles estariam fazendo, cada risada, palavra ou momento que lá eu pude experimentar. Agora já permanecia sentado para a janta. Meus pensamentos estavam chegando a mim novamente. Começava aí a mudança de afeição, me recuperava aos poucos do passado que parecia estar tão presente.
Pronto, já esqueci. Estou melhor. Conformado com a decisão que tomei e que seria bom para mim. A saudade me cercava como á policia e um foragido. Quando ela ousava me atacar novamente e me levar para o abismo da dor e da lembrança eu na minha incapacidade de esquecer, me tornava soldado e conseguia dribla-la. A única solução que eu me apegava era a de que “Amanhã tudo vai ficar bem”. E de fato ficou.