Dá vontade de ser aquela parte preferida do seu livro em que acontece um twist na história que começa com a frase: "Dai, eu te conheci".
fortificando

seen from Netherlands
seen from Norway
seen from Germany
seen from United States
seen from Spain

seen from Sweden

seen from United States
seen from United States
seen from United Kingdom

seen from United States

seen from United States

seen from Sweden
seen from Finland
seen from China
seen from China
seen from United Kingdom

seen from Malaysia
seen from Finland
seen from Netherlands
seen from Malaysia
Dá vontade de ser aquela parte preferida do seu livro em que acontece um twist na história que começa com a frase: "Dai, eu te conheci".
fortificando
Eu, Renata, era mais uma entre centenas de adolescentes consideravelmente bonitas de uma grande escola do Rio de Janeiro. E isso inclui ter uma vida social aceitável, regada á encontros no cinema com garotos que geralmente eram mais novos que eu, - não muito, pois eu não queria chegar a ser indiciada por pedofilia antes de completar a maioridade -, festa na casa de amigos, compras de coisas superficiais com as amigas e infinitas horas de bate papo pelo celular. Sentimentalmente falando, eu era meio errada. Não só sentimentalmente, mas vou dar enfase nessa parte agora...Eu era o tipo de garota que não sentia nada por nenhum dos caras que eu beijava. Dentre todos, nenhum conseguia despertar algum tipo de sentimento, então, eu usava todos eles, digamos assim. Nada de extraordinário nisso. Era fim de ano, e como sempre acontecia a tão esperada formatura dos terceiros anos do ensino médio. Claro que eu e minhas amigas não perderíamos a chance de ir, desfilar com alguns vestidos colados, disputar inconscientemente com as vadias do segundo ano B, e beijar alguns caras gatos sem compromisso. Essa festa, pra uma adolescente comum, tinha todos os ingredientes para ser mais uma noite perfeita. Só que não pra mim. O que deu de errado? Um detalhe. Sai de casa as 22 horas com Berna, Laura e Jessica rumo a festa. Logo de cara, me interessei por um calouro da faculdade, que presumo ser primo ou colega de algum dos formandos, ou simplesmente estava ali por estar, não sei...Enfim. Dei meu jeito de chegar nele, sorrateiramente, e antes do meio da festa ele já estava na minha há muito tempo. Nós ficamos muito tempo juntos, mas depois decidi que era hora de partir pra outra. Foi aí que eu conheci a Juliana. Não que eu não a conhecesse antes, até por que ela estuda na mesma escola que eu, (porém duas classes abaixo), mas ai que tivemos o primeiro contato. Ela era amiga de um dos amigos de não sei quem que a Jéssica me apresentou. Nós conversamos a festa toda, e ela até me ajudou a conquistar outro garoto que fiquei de olho. Foi perfeito. Mas o que deu de errado? Deu errado que eu a conheci. Vários meses se passaram e minha amizade com a Juliana ia crescendo. Nós não nos falávamos todos os dias na escola pois estudávamos em turnos diferentes mas, vira e mexe nos visitávamos uma a outra em nossos turnos. E passávamos o dia inteiro trocando mensagens no celular. Ela era uma pessoa ótima. E indiscutivelmente, era minha alma gêmea musical. Já era março e ambas fomos convidadas para uma festa de aniversário. Escolhemos nossas roupas juntas, e fomos para a festa. Chegando lá, eu como costumava ser uma péssima influencia para as amigas, induzi Juliana a beber alguns drinks, alcoólicos, claro. Nós estávamos nos divertindo bastante. - Caramba, isso é bom demais! - exclamou ela tomando dois goles da bebida vermelha de uma só vez. - Eu sei, por isso que eu te dei, - falei com um sorriso de satisfação, - bebe tudo. Ela virou o copo e percebi que ficou meio tonta. ela se apoiou em mim e eu a abracei. E assim ficamos durante a festa. Entre uma garrafa e outra, entramos numa roda de amigos, cujo assunto, era eu e a Juliana. - É, essas duas, estão todas bêbadas já! - falou Jeferson, bem exaustado pelo tom da sua voz. - Bêbada nada, to só um pouco alterada, - riu Juliana se apoiando em mim mais uma vez, com as mãos na minha cintura. E festa seguiu nesse fluxo, até chegarmos ao ponto em que estávamos bebendo direto da garrafa. - Acho que to bêbada, - ela sussurrou no meu ouvido sentada no meu colo, enquanto eu tentava me concentrar pra não trocar as pernas na hora que levantasse. - Duvido vocês darem um selinho! - sugeriu Bruno, um dos calouros do segundo ano que já estava enturmado o suficiente para achar que poderia me dar algum tipo de sugestão, e mais confiante ainda em achar que eu a consideraria. E considerei. Tudo aconteceu em um prazo de tipo, 5 segundos. Eu já estava de pé, com Juliana apoiada em mim, suas duas mão segurando na minha cintura como um filho segura na perna da mãe quando está prestes a desequilibrar e cair, seus olhos fechados e seus lábios na direção do meu rosto fazendo biquinho. Eu lembro de ter pensado "Bom, um selinho não é nada demais"...E tudo era apenas um borrão quando fechei meus olhos e nossos lábios se encostaram, e de alguma forma não se separaram na hora que eram pra se separar. Nossas bocas se abriram, e nossas línguas se encostaram, e eu a puxei contra o meu corpo, enquanto seus lábios macios massageavam os meus, o gosto levemente doce da bebida que ela havia bebido invadia minha boca. Não sei quanto tempo durou aquilo, só sei que na minha consciência algo que parecia tão errado ao mesmo tempo parecia certo no fim das contas. Quando minha consciência voltou a funcionar, a soltei, e ouvi todos as testemunhas do ato gritando ao meu redor. E eu mesma, gritei, e Juliana me olhava com os olhos arregalados e uma expressão que eu não conseguia ler no momento.
A história da minha alma gêmea musical, que na verdade, não era só musical.
fortificando
Se o nosso amor é tragédia, por que você é meu remédio? Se nosso amor é insano, porque é você minha claridade?
Zedd
Só que eu to bem assim, sabe? Eu já me acostumei com sua ausência. Já não sinto mais sua falta. Eu voltei a escutar nossa música, e confesso que nem me arrepiei ou senti vontade de deitar na cama e chorar por algumas horas. Eu já passei por nosso lugar favorito sem parar pra relembrar dos bons dias, e já cumprimentei sua mãe na rua, só por ser um rosto familiar pra mim, só por educação, não porque era sua mãe. Até porque, eu nem me lembrava que era. E quer saber? Deu vontade de te ligar agora. Não para ouvir sua voz ridícula e desligar logo em seguida, nem pra te pedir pra voltar ou dizer que eu sinto saudade demais...mas só pra agradecer mesmo. Porque além de sofrer, você me fez crescer.
fortificando, fortifiquei.
Daqui á alguns anos ainda vai doer quando ela falar "minha mãe morreu quando eu tinha 15 anos". Ainda vai doer. Pode ser que tenha se passado 10, 20, 50 anos. Ela ainda vai falar tentando não trincar os lábios, tentando sufocar um suspiro intenso que vai leva-la aos prantos. Daqui a muitos anos, ela ainda vai chorar de noite, apertando os dedos no travesseiro e fungando baixinho de saudade, aquela saudadezinha que parece farpa de madeira que entra no dedo sabe? parece pequenininha mas incomoda pra caralho porque você nunca consegue arranca-la. Ela ainda vai sorrir lembrando da historinha de chapeuzinho vermelho que mamãe contava aos 6 anos, da primeira camiseta de banda que ganhou aos 11, da historia paciente que mamãe contava e explicava mil vezes quando compraram o primeiro absorvente aos 14. Ela vai se levantar quando for uma da manhã, vai andar pela casa só que ali vai estar meio vazio. Sabe? Ela vai poder acender algumas luzes sem ouvir um "Volta pra cama, Ana." Ela vai acordar atrasada pro trabalho alguma vezes, pois o despertador falhou e não tem a voz gritante ali, que por mais que todos os dias a irritasse, era essencial e no fundo, vinha ali a gratidão de ter alguém que se importa. Lá aos 45 anos, ela ainda vai se lembrar dos olhos, do rosto, do cabelo que mamãe tinha, que era assim...meio castanho, meio loiro com uns fiozinhos brancos no fundo, escondidinhos de algumas preocupações. Ela vai lembrar do cheiro, do trecho preferido do filme dela, que as duas costumavam assistir juntas. Nossa, cara. Como Ana vai chorar daqui pra frente. Mamãe não esta mais aqui pra por ela no colo, mesmo que lá não a caiba mais. É um monte de coisas pequenas, de fragmentos de memória que fazem os lábios tremerem e os olhos se encharcarem. Só que, quem liga? A mãe de Ana deu tremelique, ficou rochinha e caiu no chão numa quinta de agosto. E vai saber...vai saber quando será eu ou você, ou seu Joaquim da vendinha, ou dona Edivânia do salão, ou dona Clarice poetisa...espera, essa já se foi.
só vai ter memórias
fortificando
Ei, se eu tiver coragem de dizer que eu meio gosto de você, Você vai fugir a pé?
Clarice Falcão
Sim, eu sinto sua falta. Mas e dai? Isso não mudaria nada.
fortificando
Tem gente que vem, te transforma, sai da sua vida, volta e ainda consegue te fazer sentir tudo de novo. Pra você, quero te pedir uma coisa: fica mais um pouquinho que eu gosto dessa sensação.
fortificando