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Ari no Leme
Na Wikipedia ele é descrito como “o maior compositor brasileiro de música popular”. Lá também diz que “ao compor Aquarela do Brasil inaugurou o gênero samba-exaltação”.
https://flic.kr/p/fd4NUS
Ari Barroso, mineiro de Ubá, escolheu o Leme para morar… e ficar.
Aqui, sempre foi muito bem tratado…
fotos de Valeria del Cueto
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Cidade Inacabada, de Manu Lafer (1971), é a décima segunda canção do álbum Doze Fotogramas, de 2001. Doze Fotogramas é também o título de uma canção do álbum, esta uma parceria de Lafer com Danilo Caymmi (1948).
Acho que você a conhece. Em todo caso, pode ouvi-la (de novo) por aqui também:
Tratore
Amazon
Deezer
iTunes
Radio UOL
A “cadência de engano” que a quantia de canções (treze) traz quando comparada com o título do álbum (Doze Fotogramas) é uma característica importante na obra do cancionista (e também em vanguardas do século XX, como demonstram, por exemplo, La Valse, de Maurice Ravel, ou a Sinfonia, de Luciano Berio). E é uma característica recorrente em parte das 300 canções do compositor, cem das quais gravadas.
Alguns de seus títulos dialogam com o conteúdo da canção, como, por exemplo:
A Cara Rajada da Jararaca, um título em palíndromo para uma canção cheia de palíndromos;
Sem Letra, uma letra mínima que diz não haver letra;
Vinheta Baiana, uma mini-canção sobre uma musa de nome Paula Baiana.
Outros títulos – e as próprias canções – dialogam com títulos e conteúdos de canções de outros autores, como é o caso das canções:
Gente nº 3, que dialoga com Gente, de Caetano Veloso, e com Gente nº 2, de Lô Borges;
Com Fantasia, que dialoga com Sem Fantasia, de Chico Buarque;
Mangarataia, que, no mínimo fonemicamente, remete à Maracangalha, de Dorival Caymmi.
E como Cidade Inacabada, foco deste texto, cujo título e música dialogam com Cidade Submersa, de Paulinho da Viola, e, no caso da música, também com outras canções do estilo de samba que poderíamos chamar de grandiloqüente com inspiração em samba-enredo, no qual podemos enquadrar a típica Vai Passar, de Chico Buarque.
O meu interesse por esta canção surgiu quando transcrevíamos-na para o vindouro cancioneiro de Manu Lafer. Ela despertou a curiosidade da Presto de imediato, pois era complexa, em todos os aspectos – melodia, letra, harmonia e forma – o comum em canção é um aspecto equilibrar outro (exemplos: quando a harmonia é adensada, a melodia é rarefeita; quando a letra é densa, a forma é previsível; etc). De um lado, a complexidade harmônica era um grande desafio ao transcritor; e de outro, representar adequadamente em partitura uma canção com assimetrias atípicas era um desafio ao diagramador. Ambas dificuldades eram altas, apontavam para uma canção que deveria ter elementos raros. Os que observei são os que exporei a seguir e que detalham a canção que considero um dos pontos altos da obra de Manu Lafer junto a Afeto Santo; e considero ambas pontos altos do cancioneiro brasileiro.
Clichês
Colocar materiais altamente conhecidos em contextos novos e que dão novos e diferentes significados a tais materiais é a caracerística número um desta canção; sendo assim, seguindo a terminologia do arquiteto italiano Paolo Portoghesi e seu livro “Depois da arquitetura moderna”, podemos classificá-la como pós-moderna. Exemplifico a seguir.
Quando ruma para o ponto culminante, modula um tom, como geralmente se modula, porém para sentido invertido: de ré maior para dó maior, não para mi maior como tanto acontece. Neste ponto, diminui-se a tensão quando o clichê é aumentar.
Outro clichê com o qual esta canção lida é o cromatismo instrumental, característico do acompanhamento da Aquarela do Brasil, de Ari Barroso, e também de Carinhoso, de Pixinguinha. Manu Lafer, ao contrário do previsível, usa o caminho melódico instrumental a cada momento em uma função harmônica ou disposição do grau, e não mormente nas mesmas, como geralmente acontece em sambas. O resultado é ouvir algo conhecido mas que parece diferente, algo diferente que parece conhecido. Esse clichê já é anunciado nos dois acordes iniciais da Cidade Inacabada.
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E este padrão melódico-harmônico dialoga diretamente com Cidade Submersa, de Paulinho da Viola, para a qual Manu Lafer responde. Já na introdução instrumental de Cidade Submersa (abaixo) está a complexidade cromática característica da “Cidade inacabada”, inclusive o cromatismo característico de trechos instrumentais de sambas como em Aquarela do Brasil, e o flerte com falsas relações de resolução harmônica.
Violão
O jeito de tocar violão de Manu Lafer está em lugares no triângulo João Gilberto (1931), Gilberto Gil (1942) e Luiz Tatit (1951). Com João Gilberto, Lafer aprendeu a encadear harmonias densas sem tomar o foco do canto; com Gilberto Gil, a adensar a parte rítmica; e com Luís Tatit, de quem foi aluno diretamente, aprendeu aumentar a autonomia do acompanhamento para este equilibrar-se com melodias entoadas ou recitadas. destaco também a influência de Ítalo Peron (1955), com quem Lafer estudou harmonia. E destaco porque o jeito de tocar e de harmonizar, no cancionista, são pensados altamente imbricados.
Harmonia
A harmonia de Cidade Inacabada quase sempre é suspensiva e se afasta das tonalidades ou modos. Essas características estão presentes no violão de Cidade Inacabada e de um modo em geral na obra do cancionista, sobretudo a influência de João Gilberto no tratamento cadencial para os acordes, que se movem nota a nota muitas vezes como um coral a quatro vozes, de modo que quase nunca se pode mudar a localização de um acorde sem a pena de tornar o acorde seguinte difícil ou não exeqüível e sem comprometer a tensão escolhida e feita adequada para as cordas escolhidas. Conduções de vozes estão demonstradas pelas linhas e ligaduras do exemplo abaixo. A dificuldade ou impossibilidade de mudança de disposição dos acordes você pode experimentar tocando a música em discussão.
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A principal modulação é um tom abaixo da tonalidade de onde começa o canto, o que é oposto da imensa maioria das canções. Isso é tanto um recurso de expressividade que converge com a letra, que no momento parece abrandar uma insatisfação (“Deixa ter tua promessa apaixonada), como uma ironia para com o clichê (o corriqueiro é aumentar a tensão, ir para o agudo, enquanto Lafer surpreende diminuindo a tensão, indo para o grave); e demarca a forma musical.
De destaque também são mudanças sutis em conduções harmônicas que se poderiam se repetir mas não se repetem, o que traz variedade e complexidade para o nível da frase. Repare nos compassos 57 e 67.
Cifras
Em decorrência desse jeito de tratar acordes como contraponto, a localização da nota importa, fazendo com que o padrão de cifrar tradicional, criado para homogeneizar a improvisação, e que por isso ignora a localização das extensões harmônicas, não sirva para esta canção e para a maioria das canções do autor. Daí que foi preciso a criação de um método novo e próprio de grafar cifras, de autoria de Guilherme Gama (1983), editor master da Presto.. Mesmo este método tem uma limitação: às vezes a escrita fica muito mais complexa que a execução instrumental, razão pela qual adotou-se também a escrita de diagramas de acordes (‘fretboards’).
Forma
Na obra de Lafer, as formas são as típicas de canção, mas comumente com pequenos desvios, como se dissesse algo como “já sabemos o que viria agora, então passemos à próxima parte”. Cidade Inacabada não: a forma é atípica (intro; A, B, i; C, A, i; C, A, B; intro), o que, forçando muito, chamaríamos de rondó. Mas não soa rondó.
As sessões em tonalidades menores (A1, B1, A2, A3, B3) são principalmente em modo dórico, mas passam pelo modo eólico; é uma maneira de se afastar da tonalidade, uma vez que os dóricos são usados para polarizar graus afastados. Em contraste, as sessões em tonalidades maiores afirmam seus centros tonais.
Melodia
Em canção e na obra de Lafer, a melodia equilibra em complexidade a harmonia, sendo mais simples ou complexa em razão inversa a esta. Não é bem o caso de Cidade Inacabada, na qual a melodia é complexa por si. Destaco como interessante que a melodia vai resolvendo, liquidando tensões harmônicas mesmo quando as cadências estão suspendendo resoluções. O resultado é que a melodia vai se apoiando em notas recorrentes enquanto a harmonia se afasta dos centros tonais.
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Outro destaque é para as pequenas rugosidades decorrentes dos choques cromáticos de passagem entre harmonia e melodia, oriundos de notas antecipadas ou atrasadas. Estes são um complicador para quem canta enquanto toca.
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Letra
Sofrer é da tua envergadura
Loucura, é você quem me procura
Me deixa gostar de você
Me deixa atrever ter você
Apesar da miséria da
Inacabada cidade que não se fará
Minha diva há de vir dadivosa dançar
Minha musa, de minha amorosa,
Rapsódia, sem moda,
Alcançou teu cantar
Expulsei o teu desprezo à minha rosa
Te ver já não é suplício de amor
Aturei os teus costumes de teimosa
Te ver já me dá a força, que eu sei,
Você goza por crer
Que eu devoto em vão,
Um abraço na multidão
(solidão se mistura)
Agrura
És cativa e és clausura
Costura
A razão que em mim te jura
Quando o piso encher
Quando o asfalto arder
Deixa ter tua promessa apaixonada
Sorri para me dar sentença de amor
Deixa ter teu ciúme, que te evoca
Te despe do som
Que à noite, na luz, se aloca
E desloca a visão
Sorve teu sal, salga-te a mão
Te amarra à minha ilusão
Destoa
Carne à carne, morna e crua
Garoa
Desmorona a criatura
Me deixa morar em você
Me deixa ver a nação
Danação!
Emoção sobrevôa a favela
É a rosa, e a rocha!
(é a rosa, é a rocha!)
Teu barranco é pro céu que te arrasta
Ao rasgar teu arranha-chão
Dá cidade, dá salvação
Lafer se vale de inúmeros recursos poéticos, que existem em função do objeto da letra. Isso explica não haver uma forma fixa poética. Dois recursos usados pelo autor que julgo de destaque:
aproximar palavras abarcadas em outras, como “mar emaranhado” e “a dor adormecer”;
como em A Ostra e o Vento, de Chico Buarque, na qual “Vai a onda, vem a nuvem, cai a folha. Quem sopra meu nome?” é cantado “Vai, a onda vem, a nuvem cai, a folha quem… sopra meu nome?”, em alguns momentos de Cidade Inacabada a letra é articulada no meio dos versos, de tal modo que se cria ou se esfumaça sentidos:
Apesar da miséria da
Inacabada cidade que não se fará
Minha diva há de vir dadivosa dançar
Minha musa, de minha amorosa,
Rapsódia, sem moda,
Alcançou teu cantar
É cantado:
Apesar da miséria da inacabada
Cidade que não se fará minha diva
Há de vir
Dadivosa
Dançar
Minha musa,
De mi-
nha amorosa,
Rapsódia, sem moda,
Alcançou teu cantar
No meu entendimento, o eu-lírico da canção está, como em Cidade Submersa, vendo a si quando vê a cidade em sua simultaneidade de sentimentos lúgubres e esperançosos. Talvez um amor descrito, mas vagamente, à semelhança da cidade. Tanto Paulinho da Viola como Manu Lafer parecem remeter-se à cidade do Rio de Janeiro, que, com seus morros, matas e prédios, raramente sente no asfalto ao nível do mar o Sol que, como a eternidade do poema de Rimbaud, evade-se com a tarde.
Acompanhamento
O acompanhamento ao violão, ou do piano, no caso de Da Janela – um arranjo de Luiz Brasil, 1954, para o álbum Ta Shemá, de 2008), na maioria das vezes faz parte da composição, tal como ensinou Schubert e Schumann, razão pela qual é tão difícil escrever um arranjo de Manu que mantenha as minúcias de suas canções. Creio ter sido este o motivo pelo qual o arranjo que foi para o álbum é um acréscimo de bateria ao violão existente, sem nada mais.
Conclusão
Pelas razões expostas que considero Cidade Inacabada um dos pontos culminantes da MPB e um samba de sambas.
(Thiago Rocha)
Apoteose da MPB: o arqui-samba Cidade Inacabada, de Manu Lafer Cidade Inacabada, de Manu Lafer (1971), é a décima segunda canção do álbum Doze Fotogramas…
Trend House 2015 - Desfiles no Memorial da República
No dia 22 de novembro, dando continuidade a semana da moda Alagoana ocorrem os desfiles da Carmen Steffens e da Loja Forum. Como os leitores já devem ter percebido esta edição da Trend House veio com o diferencial: em comemoração aos 200 anos de fundação da cidade de Maceió o evento assumiu modelo de “Mobile Edition”, ou seja, as apresentações estão ocorrendo em vários locais tradicionais da cidade assumindo o lema “A Cidade é Passarela”. E o local escolhido dessa vez foi o salão interno do Memorial da República na praia da Avenida próxima ao Bairro de Jaraguá.
Modelos locais foram destaque nesse desfile.
Tivemos como convidados especiais o garoto propaganda da Vivo, João Côrtes, a atriz Ingra Liberato, famosa pelo papel de Ana Raio na novela “Ana Raio e Zé Trovão” dos anos 90. Outro destaque foi a deputada e ativista dos direitos dos portadores de necessidades especiais Thaise Guedes.
A deputada Thaise Guedes, ao centro, com ator e comediante João Côrtes, e a atriz Ingra Liberato.
O desfile da Carmen Steffens, franquia internacional de calçados, bolsas e acessórios sofisticados, teve como ponto forte a valorização das agências de modelos locais em especial a Modelos do Brasil do agente Ari Barroso de onde vieram a maioria das modelos.
O desfile, como não poderia deixar de ser, foi marcado pela beleza e diversidade da mulher alagoana o que realça ainda mais a sofisticação dos acessórios.
Houve ainda ao desfile inclusivo da loja Forum, patrocinado pela deputada estadual Thaise Guedes. Em 2006 Thaise viajou para Alemanha onde fez trabalhos de modelo fotográfica para agência Visable, numa campanha de valorização portadores de necessidades especiais. De lá pra cá ela não parou, estrelou outras campanhas, cresceu na carreira política e hoje é um dos maiores expoentes de superação, desde que aos 13 anos teve seus membros amputados devido a uma severa meningite diagnosticada tardiamente por um médico que a tratou como se fosse uma gripe.
A seguir mais fotos dos desfile da Forum
E por último as fotos dos convidados e modelos.
Amend Fashion Team 2015
E como primeira postagem, já começamos com um evento de primeira. Trata-se nada mais, nada menos de um dos maiores concursos nacionais de beleza voltada diretamente para moda, o Amend Fashion Team 2015.
Patrocinado pela Amend Cosméticos, ele tem como objetivo descobrir futuras estrelas das passarelas e dos comerciais tanto a nível nacional como internacional. Esse concurso é organizador por uma das maiores agências de modelos do Brasil, a Way Model, que possui em seu cast modelos de renome nacional e internacional.
(Alessandra Ambrósio, Carol Trentini, Ana Claudia Michels e Michelle Alves modelos de renome da agência Way Model).
O concurso teve várias etapas:
Primeiro foram as seletivas locais realizada em cada estado;
Logo após os organizadores locais selecionarem no mínimo uma candidata estas passaram para a seletiva regional que terminará no dia 29 na cidade de Belo Horizonte-MG (a seletiva da cidade de Maceió já foi realizada em 17 de agosto) e
Por último, as candidatas selecionadas na etapa anterior passarão pela Final Nacional que ocorrerá na Casa Bossa, Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, no dia 6 de setembro.
A seletiva local teve como organizadora a agência Modelos do Brasil do scouter Ari Barroso. Considerado o maior scouter(caçador de modelos) do nordeste foi quem realizou as primeiras seletivas que incluiu candidatas dos estados de Alagoas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte.
(Ari Barroso realizando a conferência das candidatas na Etapa Regional).
O organizador do evento a nível nacional foi Norton Flores. Ele esteve presente em todas a seletivas regionais e elogiou o organização da de Maceió-AL.
(Norton Flores, ao centro com o organizador local, Ari Barroso a direita, a modelo e atriz Érica Suzuki está a esquerda seguida da representante da Amend Cosméticos, Lucimar).
Na seletiva de Maceió foram selecionadas 20 candidatas.
(Jurados presentes na mesa para seleção).
(Seleção emocionantes das finalistas)
A seleção de Maceió surpreendeu, pois a qualidade das candidatas foi tamanha que o número de selecionadas para final foram 6 ao invés de 3 que era o máximo previsto. E ainda houve muito boas modelos que ficaram de fora. O fato é que, mesmo estas, podem ser consideradas vencedoras por ainda estarem sendo observadas pela Way Model. Os critérios que as desclassificaram são considerados temporários, ou seja, nada que o tempo não possa resolver para um próximo concurso.
(Alice Vieira, Rafaela Sarmanho, Nicole Brandt, Maysa Maria, Evellyn Allana e Arícia Lima prontas para final em São Paulo e, no centro, Ari Barroso organizador local).
(Os idealizadores do evento junto das finalista, Norton Flores, organizador nacional, Ari Barroso, organizador local, Lucimar, representante da Amend Cosméticos, Érica Suzuki, modelo, atriz e umas das coordenadoras e Eliana Cavalcante responsável pelo marketing do evento).
Realmente um imenso prazer iniciar este blog com esse evento.
(Eu, Richard Gouveia, fotógrafo responsável pela cobertura entre a classificadas)
Em 7 de novembro de 1903 nascia Ari Barroso
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Radialista, autor e compositor de alguns dos maiores clássicos da musica popular brasileira.
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Ary Barroso: história retratada no Portal Uai
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